Bom dia, a Bolsa de Chicago opera próximo à estabilidade.

A soja opera com leve perda após chegar a cair mais de 5 pontos no início do pregão noturno. Tecnicamente espera-se uma correção mais forte até a próxima semana, com suporte nos US$10 no vencimento março. Já no lado fundamental, a escassez de chuvas na Argentina podem continuar impulsionando as altas. Algumas consultorias e analistas independentes já falam em produção entre 40 milhões a 46 milhões de toneladas, bem abaixo dos 50 milhões estimados pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires e 54 milhões do USDA.

O 94º Anual Agricultural Outlook Forum do USDA, que deverá trazer as primeiras projeções de área e produtividade da safra 2018/19 dos EUA, acontece nesta quinta e sexta-feira em Washington D.C.
A Safras & Mercado elevou a estimativa de produção de soja 2017/18 do Brasil a 115,6 milhões de toneladas, acima do recorde de 114,2 milhões da safra anterior.
O dólar opera em alta frente a outras moedas após alta inesperada na taxa de desemprego no Reino Unido. O Federal Reserve divulga na tarde de hoje a ata da última reunião do FOMC, quando manteve inalterada a taxa básica de juros da economia dos EUA. O mercado aguarda pelo reforço do Fed em realizar a primeira alta de juros do ano na próxima reunião, que acontece em março.

No Brasil, a moeda abriu com leve baixa e agora vale R$ 3,2520, -0,12% (10h). Após o governo apresentar 15 projetos em substituição a reforma da previdência, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a nova pauta do governo é um desrespeito ao Congresso e um abuso. “A apresentação de ontem foi um equívoco. Foi desrespeito ao parlamento, já que os projetos já estão aqui e nós vamos pautar aquilo que nós entendermos como relevante, no nosso tempo”, disse Maia. Após o governo desistir de votar a reforma da previdência, as agências de classificação de risco Moody’s e Fitch alertaram que tal decisão pesa sobre a nota do país. A diretora-sênior da Fitch, Shelly Shetty, afirmou que o fracasso em aprovar a reforma da Previdência é um dos pontos que pressionam para o rebaixamento do rating soberano do Brasil. “A pressão para baixo no rating soberano do Brasil continua refletindo os altos déficits fiscais, o elevado e crescente peso da dívida e o fracasso em aprovar a reforma da previdência, que contribuiria para reduzir as pressões estruturais sobre as despesas”, disse o comunicado da Fitch. Ontem a moeda acompanhou o mercado externo e subiu 0,67%, a R$3,2533.

As bolsas mundiais operam sem sentido definido enquanto o mercado aguarda a ata do Fed.

Os futuros do petróleo operam com leve baixa realizando a alta da última semana e com o fortalecimento do dólar.

O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu de 58,8 em janeiro para 57,5 em fevereiro, atingindo o menor nível em três meses, segundo dados da IHS Markit. O PMI Industrial recuou de 59,6 para 58,5, e o PMI de serviços caiu de 58 para 56,7.

A taxa de desemprego no Reino Unido subiu a 4,4% no trimestre encerrado em dezembro, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS), enquanto os analistas esperavam que a taxa permanecesse inalterada em relação ao trimestre anterior, em 4,3%. O número de desempregados no Reino Unido cresceu 46 mil nos três meses até dezembro, marcando o maior aumento desde o início de 2013.

CLIMA
No Brasil, o sistema de baixa pressão sobre o Oceano deixa o tempo instável em boa parte da costa Sul e Sudeste. O tempo segue chuvoso no Centro-Norte do país.
Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.

Na Argentina, chuvas no centro-norte do país hoje.
Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Do dia 14 a 19 de fevereiro, parte da província de Buenos Aires recebeu bons volumes de chuva, ajudando na recuperação das condições hídricas. Boa parte das províncias de Córdoba, Santa Fé e Entre Rios não receberam chuvas.
Precipitação acumulada Argentina, em milímetros.

PRÊMIOS
