Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em baixa nos principais ativos com o trigo liderando a baixa após subir 40 pontos nos últimos 2 pregões com a escalada nas tensões entre a Rússia e a Ucrânia.


A colheita da soja 2021/22 no Paraná atingiu 8%, contra 3,8% da semana anterior e 0,01% do mesmo período do ano passado, segundo a SEAB/Deral. O detalhamento regional para as culturas em curso será divulgado em breve, junto aos dados mensais. A colheita do milho 1a safra também chegou a 8%, contra 1,11% da semana anterior. O plantio do milho 2a safra avançou para 5%, de 2% da semana anterior.

O USDA reportou ontem a venda de 150.000 toneladas de milho 2021/22 para destinos desconhecidos e 132.000 toneladas de soja para a China, sendo 66.000 toneladas durante a temporada 2021/22 e 66.000 toneladas durante a temporada 2022/23.

A ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) reduziu a projeção de exportação de soja do Brasil em janeiro para 3,39 milhões de toneladas, de 4,32 milhões da semana anterior. Para o milho a Anec projeta 2,7 milhões de toneladas, e para o farelo de soja, 1,79 milhão de toneladas. As projeções da Anec são baseadas no cronograma de embarque.


As exportações de soja pelo porto de Paranaguá foram de 193 mil toneladas na terceira semana de janeiro e devem chegar a 258 mil toneladas na última semana do mês. O volume exportado de farelo de soja e milho também devem registrar alta na última semana de janeiro.


O dólar opera em alta antes da decisão do Fed na tarde de hoje. Embora o Federal Reserve não deva anunciar nenhuma mudança imediata na política monetária, a autoridade deve sinalizar a alta dos juros na reunião de março e que considerará outro aperto de política monetária, revertendo as políticas que colocou em prática para combater a pandemia. A expectativa para a alta nos juros é de 97% para a reunião de março.


No Brasil o dólar recua de olho no Fed. Ontem a moeda caiu 1,22%, a R$ 5,4346. Os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 46,441 bilhões em 2021, acima dos US$ 37,786 bilhões registrados em 2020, segundo o Banco Central. Esse é o segundo menor valor de investimentos deste 2009, quando foram investidos US$31,48 bilhões. A previsão do BC é de que os investimentos cheguem a US$ 55 bilhões em 2022. As contas externas registraram déficit de US$ 28,110 bilhões em todo ano de 2021, um aumento de 14,8% na comparação com o ano de 2020 e o maior rombo desde 2019, quando foi registrado um déficit de US$ 65 bilhões. A prévia da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,58% em janeiro, 0,20 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de dezembro (0,78%). Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 10,20%, abaixo dos 10,42% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a taxa foi de 0,78%.


Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em janeiro. A exceção foram os Transportes, cujos preços recuaram 0,41%, após a alta de 2,31% em dezembro. O maior impacto no índice do mês (0,20 p.p.) foi de Alimentação e bebidas (0,97%), que acelerou frente ao mês anterior (0,35%). Na sequência, vieram Saúde e cuidados pessoais (0,93%) e Habitação (0,62%), que contribuíram com 0,12 p.p. e 0,10 p.p., respectivamente. Já as maiores variações foram de Vestuário (1,48%) e Artigos de Residência (1,40%). Os demais grupos ficaram entre o 0,25% de Educação e o 1,09% de Comunicação.


As bolsas globais sobem recuperando as baixas dos últimos pregões.


Os futuros do petróleo também voltam a subir após as correções recentes.


Os estoques de petróleo bruto dos EUA recuaram 872 mil barris na última semana, após alta de 1,4 milhão de barris na semana anterior, segundo estimativa do Instituto Americano de Petróleo (API). O recuo veio maior do que o esperado, que era de 400 mil barris no período. Hoje saem dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA.


No Brasil, tempo chuvoso em boa parte do país amanhã.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.



Na Argentina, tempo chuvoso no Centro-Norte do país nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

125

135

Mar 22

30

40

Mai 22

35

44

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

115

125

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

180

200

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

115

120

Mar

75

80

Abr

69

73

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

102

107

Mar

81

85

Abr

78

82

De onde vem o que eu como: extinção das abelhas pode definir o futuro da alimentação

Os insetos melhoram a qualidade e a produtividade das lavouras. Alguns cultivos, como o açaí, dependem da presença dos polinizadores.

Por Vivian Souza, G1


Apesar de ser o mel a primeira coisa que vem à cabeça quando pensamos em abelhas, na realidade, ele não é a maior contribuição desses insetos para a nossa alimentação. O café, a maçã, o maracujá e até a soja são beneficiados pelas polinizadoras.

Existem também outros estereótipos sobre esses animais. Já assistiu ao filme “Bee Movie – A História de uma Abelha”? Na vida real, a estrutura da colmeia não é como a retratada. Para começar, quem faz todo o trabalho nessa “sociedade” são as fêmeas. Elas coletam o néctar, o pólen e produzem o mel.

Cabe aos machos, conhecidos como zangões, apenas copular com a abelha rainha para a reprodução, explica Diego Moure, pesquisador sênior da AgroBee.

As abelhas mostradas no filme são de uma espécie que não é nativa do Brasil, a Apis mellifera. No país, as espécies de abelhas solitárias, que não formam colônias, são mais numerosas. Elas também não produzem tanto mel, pois isso dependeria da agrupação e formação de colmeias.

Independente de a qual espécie pertencem, as abelhas são muito importantes para a produção de alimentos. Alguns agricultores buscam alugar colmeias para atraí-las para a lavoura. Um outro caminho é a preservação da mata nativa da região.


Não é tudo mel

Metade das plantas com flores depende completamente de polinizadores para sobreviver, apontou um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul. São cerca de 1.750 espécies de todos os continentes. Desta categoria, as abelhas são protagonistas.

Elas são responsáveis por até 80% das plantas cultivadas presentes na nossa alimentação, apontou a pesquisa da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, sigla em inglês) e da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (REBIPP).


Para alguns plantios, como o maracujá, elas são essenciais. Para outros, como o café, elas proporcionam aumento da qualidade, com melhor sabor e nutrientes, e da produtividade, explica Márcia Maués, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental.

Quanto mais fertilizado é um fruto, melhor o seu desenvolvimento, gerando, por exemplo, uma maçã maior. As abelhas fazem essa fertilização quando vão coletar o pólen.

Existem 2 ganhos ao usar abelhas nas lavouras:

o direto, que é a melhora do produto oferecido;

o indireto, quando outros setores agrícolas são beneficiados, como a pecuária, devido à qualidade da soja usada na ração.

Por causa disso, existe um movimento para que estes insetos sejam reconhecidos como um insumo agrícola, assim como os pesticidas e fertilizantes são, aponta Márcia.

Quando vai planejar uma área agrícola, (o produtor) se preocupa com a fertilidade do solo, qual o material genético que se vai utilizar (..), e porque não se preocupar com o polinizador? É um dos bioinsumos, da mesma forma como existem agentes de controle biológico”, afirma.

Alugando abelhas

Uma das formas de atrair abelhas para a plantação é realizando o aluguel de colmeias. Contudo, para isso, é importante saber quais abelhas fertilizam o cultivo específico.

Como estes insetos que se agrupam são da família Apis Mellifera, que não é nativa do Brasil, eles só conseguem fecundar flores que também são exóticas, como a soja e a maçã, explica Márcia.

A ideia do aluguel é conectar apicultores e produtores. Então, o agricultor paga o criador para enviar colmeias para a sua lavoura durante o período de floração. Depois, as abelhas voltam para o apicultor.

No cultivo da soja, por exemplo, as polinizadoras ficam por mais de 20 dias e o custo de cada colmeia pode sair até R$ 80, informa Diego Moure da AgroBee.

Este trâmite precisa ser feito com extrema segurança para não machucar a abelha e a estrutura da colmeia, relata Katia Aleixo, bióloga consultora da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.)

Se não fizer o transporte adequado, pode ter trânsito de doenças, pode levar uma colmeia que esteja com alguma doença para um local em que ela não acontece”, explica.

Para participar do setor de aluguéis, os agricultores precisam estar cadastrados na defesa agropecuária dos seus estados. Em cada movimentação de colmeia, é necessário fazer a emissão do Guia de Trânsito Animal (GTA), para atestar que elas estão adequadas para serem transportadas de um lugar para outro.

Atraindo polinizadoras

Em cultivos de espécies nacionais, é muito provável que as abelhas ditas solitárias sejam as responsáveis pela polinização, e, como essas não possuem colmeias, a forma ideal para atraí-las é preservando a mata nativa próxima à lavoura, conta Márcia da Embrapa.

Ela defende a conectividade da floresta entre as propriedades rurais, formando os chamados corredores ecológicos. Assim, as abelhas voariam em mais de uma plantação, beneficiando agricultores vizinhos.

As abelhas não fazem diferença na fronteira de uma área e outra, vão voar na lavoura que está no raio de ação delas”, diz.

Sem abelhas, sem comida?

Apesar de ser muito comum vermos nas redes sociais que se as abelhas forem extintas não conseguiremos plantar alimentos, isso é um mito. O que haverá é uma drástica diminuição na oferta e na qualidade dos cultivos, explicam as especialistas.

A bióloga Katia afirma que plantações como o arroz, o trigo e a cana-de-açúcar são polinizadas pelo próprio vento, por isso, continuariam existindo mesmo em um universo sem abelhas. Contudo, a acerola, a maçã, o maracujá por exemplo, poderiam ser extintos.

Tem plantas que não produzem nada sem polinização.O açaí, uma palmeira que ocorre nas margens do rio e vem sendo cultivada em terra firme por meio de cultivares, é visitado por mais de 200 espécies de insetos”, conta Márcia.

E apesar de a ficção apresentar abelhas robóticas que seriam capazes de realizar esse processo, a pesquisadora não acredita que isso se aplicaria na realidade.

Não dá para substituir as abelhas. Você tem os formatos das flores, na maioria das plantas varia bastante. A castanheira, por exemplo, tem uma flor que é fechada, os recursos florais protegidos”, diz.

Para ela ser aberta para polinizar, tem que ter tamanho e força adequada para abrir aquela flor. Não teria nem como construir um robô para polinizar. A estrutura morfológica das flores é compatível com a estrutura corporal do seu polinizador”.

Isso porque as flores e as abelhas foram evoluindo conjuntamente ao longo dos anos, se tornaram proporcionais.

Há também a possibilidade do próprio agricultor fazer a polinização colocando o próprio dedo nas flores, como ocorre com o maracujá. Mas, a pesquisadora da Embrapa explica que isso leva o triplo do tempo, sendo apenas um amenizador e não um substituto.

Entre os motivos para a possível extinção das abelhas, segundo Katia, estão:

as mudanças climáticas, que alteram os períodos de chuva e floração das plantas;

o desmatamento, queimadas e expansão das cidades, que diminuem o habitat natural desses animais;

a disseminação de doenças e espécies invasoras;

e o uso incorreto de defensivos agrícolas.

Lavouras de café estão entre as mais populares no aluguel de colmeias; bebida é a 2° mais consumida do país

Uma potência desperdiçada

Para a pesquisadora Katia, o Brasil tem um grande potencial para a criação de abelhas, mas o país ainda não o explorou completamente. Duas características naturais são vantajosas:

diversidade de vegetação: proporciona plantas que fornecem, ao longo do ano, o néctar necessário para as abelhas, gerando maior produção de mel.

abelhas mais resistentes: a Apis mellifera é uma mistura da abelha trazida pelos europeus no século 19 com uma raça africana trazida por pesquisadores no século 20. Por ser híbrida, ela é mais produtiva e resistente a doenças.

Para atingir essa potência, é necessário profissionalizar mais a apicultura e os criadores precisam incluir na sua rotina de trabalho “as melhores práticas de manejo apícola, para conseguirmos aumentar a produção de mel sem necessariamente aumentar o número de colmeias”, diz Katia.

Atualmente, o Brasil produz 20 kg de mel por colmeia. Para a bióloga, este número poderia subir para 60 kg quando bem trabalhada.

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