Bom dia, a Bolsa de Chicago opera com leves altas com o mercado tentando recuperar as baixas recentes, enquanto as condições climáticas favoráveis nos EUA seguem pressionando as cotações. O USDA divulga nesta sexta-feira o relatório de estoques trimestrais dos EUA.


Segundo o relatório semanal do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), “as cotações da soja caíram na última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem sobretudo da maior oferta no mercado spot nacional, resultado do encerramento das atividades de campo da safra 2023/24 no Brasil e na Argentina. Diante disso, conforme pesquisas do Cepea, parte dos sojicultores mostrou interesse em negociar maiores lotes da temporada atual, até mesmo para liberar espaço nos armazéns para a entrada da segunda safra de milho. Além disso, a demanda externa pela soja brasileira diminuiu na última semana, influenciando também nas quedas dos prêmios de exportação e dos preços domésticos. Por outro lado, segundo pesquisadores do Cepea, a valorização do dólar frente ao Real limitou as baixas no Brasil; As colheitas da primeira e segunda safra de milho continuam avançando em ritmo mais acelerado na comparação com o ano anterior, favorecidas pelo clima quente e seco na maior parte das regiões produtoras. Apesar do aumento de oferta, levantamento do Cepea mostra que os negócios seguem lentos no spot nacional. De um lado, conforme pesquisadores do Cepea, tem-se o menor interesse de consumidores, que aguardam maiores desvalorizações com o andamento da colheita e/ou priorizam o recebimento dos lotes negociados antecipadamente. E, de outro, há a retração de vendedores de algumas regiões, que focam a colheita e seguem atentos à possível queda de produtividade devido ao clima adverso durante o desenvolvimento.”

O plantio do milho 2a safra 2023/24 no Paraná atingiu 42%, contra menos de 10% da média dos últimos anos, segundo a SEAB/DERAL. A maturação chegou a 86% das lavouras, contra 25% do mesmo período do ano passado. As condições das lavouras tiveram leve piora durante a última semana, com as lavouras em boas condições recuando de 52% para 48%, enquanto as lavouras em condições médias subiram de 31% para 34% e as em condições ruins de 17% para 18%. O plantio do trigo chegou a 94%, praticamente em linha com a média. As condições das lavouras tiveram grande piora durante a última semana, com as lavouras em boas condições recuando de 79% para 69%, enquanto as lavouras em condições médias subiram de 17% para 24% e as em condições ruins de 4% para 7%. O detalhamento regional para as culturas em curso serão divulgados nos próximos dias, junto aos dados mensais.


O dólar opera em alta frente a outras moedas. O Índice de Confiança do Consumidor dos EUA do Conference Board® caiu em junho para 100,4 pontos, abaixo dos 101,3 de maio. O Índice da Situação Atual, baseado na avaliação dos consumidores sobre as condições atuais dos negócios e do mercado de trabalho, aumentou para 141,5, de 140,8 no mês passado. “A confiança recuou em Junho, mas manteve-se dentro do mesmo intervalo estreito que se manteve ao longo dos últimos dois anos, uma vez que a força das actuais perspectivas do mercado de trabalho continuou a superar as preocupações sobre o futuro. No entanto, se surgirem fraquezas materiais no mercado de trabalho, a confiança poderá enfraquecer à medida que o ano avança”, afirmou Dana M. Peterson, economista-chefe do The Conference Board.


No Brasil o dólar sobe acompanhando o exterior, próximo dos R$5,50. Ontem a moeda subiu 1,16%, a R$ 5,4534 na venda. A inflação oficial do Brasil medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,39% em junho, 0,05 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,44%), segundo o IBGE. O IPCA-E, acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 1,04%, abaixo dos 1,12% registrados no mesmo período de 2023. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou 4,06%, acima dos 3,70% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2023, a taxa foi de 0,04%.


Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta no mês de junho. O grupo Alimentação e Bebidas registrou a maior variação (0,98%) e o maior impacto (0,21 p.p.) no índice do mês. Na sequência, vieram os grupos Habitação (0,63% e 0,10 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (0,57% e 0,08 p.p.) As demais variações ficaram entre o -0,23% de Transportes e o 0,30% de Vestuário.


As bolsas globais seguem em baixa nesta quarta-feira, ampliando o sentimento negativo.


Os futuros do petróleo voltam a subir com foco nas tensões no Oriente Médio.


No Brasil, o tempo segue chuvoso em parte do Sul nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo predominantemente estável nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.


Nos EUA, tempo chuvoso em boa parte do país nos próximos dias.

Previsão de Precipitação EUA, 72 horas, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

15

25

Ago

35

45

Fev 25

-17

-5

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

5

10

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-4

1

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

52

55

Jul

57

61

Ago

60

64

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

48

52

Jul

51

54

Ago

44

48

Rochas da crosta primordial da Terra são descobertas na Austrália

A crosta continental é fundamental para compreender a Terra primitiva, pois revela como as massas de solo se formaram e evoluíram

Flavia Correia, Olhar Digital


Um estudo publicado na última quinta-feira (20) na revista Nature Communications Earth & Environment revelou que rochas localizadas perto de Collie, ao sul de Perth, na Austrália, têm quase quatro bilhões de anos.

Isso sugere que a área de rochas antigas na Austrália Ocidental é muito maior do que se pensava, estando enterrada profundamente na crosta terrestre.

A crosta continental é fundamental para compreender a Terra primitiva, pois revela como as massas de solo se formaram e evoluíram. Além disso, essa crosta é vital para a vida, fornecendo água doce e recursos minerais como ouro e ferro, que são economicamente importantes.

Investigar a crosta primordial da Terra não é simples

Explorar essa crosta primordial, no entanto, é um desafio. A maior parte está profundamente enterrada ou foi modificada ao longo do tempo. Existem poucas áreas onde os pesquisadores podem observar diretamente essas rochas antigas.

Para descobrir a idade e a composição da crosta oculta, os cientistas utilizam métodos indiretos, como o estudo de minerais erodidos preservados em bacias ou o sensoriamento remoto por ondas sonoras, magnetismo ou gravidade. Outra técnica envolve o estudo de estruturas chamadas diques, formadas por magma que se infiltra na crosta.

Esses diques podem trazer à superfície pequenos minerais das profundezas, permitindo que os cientistas os examinem. Em um desses diques, os pesquisadores encontraram grãos de zircão, um mineral que contém traços de urânio. Medindo a proporção de urânio e chumbo nesses grãos, eles determinaram que os cristais de zircão têm cerca de 3,44 bilhões de anos.

Mineral mais estável protegeu zircões

Os zircões estavam encapsulados em titanita, um mineral mais estável que os protegeu de mudanças nas condições químicas, de pressão e temperatura durante a subida do dique. Isso permitiu que os cristais de zircão fornecessem um raro vislumbre da história inicial da Terra.

Datado de aproximadamente 1,4 bilhão de anos, o dique oferece uma janela única para a crosta primordial, normalmente escondida. Além disso, grãos de zircão semelhantes foram encontrados na areia do rio Swan, que atravessa Perth, corroborando ainda mais as descobertas.

Esses resultados ampliam a área conhecida de crosta antiga na Austrália Ocidental, anteriormente reconhecida apenas no distrito de Murchison. Compreender a crosta profunda é vital, pois muitas vezes encontramos metais valiosos nos limites entre os blocos dessa crosta. Mapear esses blocos pode ajudar a identificar zonas com potencial de mineração.

Essa pesquisa não só amplia o entendimento sobre a formação da Terra, como também pode ter implicações econômicas significativas. Identificar áreas ricas em minerais pode impulsionar a mineração e beneficiar a economia.

Cada descoberta nos aproxima mais de compreender os processos complexos que moldaram nosso planeta ao longo de bilhões de anos. Continuar investigando essas rochas antigas é essencial para desvendar os mistérios do nosso mundo e aproveitar ao máximo os recursos que ele oferece.

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