Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos recuperando parte das baixas da véspera. Ontem as commodities tiveram forte baixa com otimismo sobre as negociações na guerra na Ucrânia. O vice-ministro da Defesa russo, Alexander Fomin, anunciou ontem que tropas russas vão recuar e reduzir ‘radicalmente’ ataques em Kiev e Chernihiv, no norte do país, após o fim das conversas entre as delegações Rússia e Ucrânia em Istambul. “No sentido de fortalecer a confiança mútua e criar condições necessárias para negociações futuras e alcançar o objetivo final de assinar um acordo, tomamos a decisão de reduzir radicalmente e por uma ampla margem as atividades militares nas direções de Kiev e Chernihiv”, declarou Fomin. Durante as negociações, a Ucrânia propôs adotar a neutralidade, que significa que o país não pode fazer parte de alianças militares, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), nem hospedar bases militares em seu território.


A colheita de soja 2021/22 no Paraná atingiu 83%, a do milho 1a safra chegou a 85% e o plantio do milho 2a safra está praticamente finalizada, segundo a SEAB/Deral. O detalhamento para as culturas em curso devem ser divulgados nos próximos dias junto ao relatório mensal.


O USDA divulga amanhã os relatórios de estoques trimestrais e de perspectivas de plantio da safra 2022/23 dos EUA. A expectativa para a área de soja está em 88,7 milhões de acres, acima dos 88 milhões projetados no Outlook Forum. A área de milho deve ficar em 92 milhões de acres, em linha com o Outlook. Já a área total de trigo deve ficar em 47,8 milhões de acres, contra 48 milhões do Outlook. Para os estoques trimestrais, a expectativa é de 1,902 bilhão de bushels para a soja, 7,877 bilhões para o milho e 1,045 bilhão para o trigo.

O dólar opera com leve baixa frente a outras moedas. O número de vagas de emprego nos EUA foi pouco alterado em 11,3 milhões no último dia útil de fevereiro, segundo o Departamento de Estatísticas Trabalhistas (BLS). As contratações chegaram a 6,7 milhões, enquanto as separações ficaram em 6,1 milhões. As vagas de emprego diminuíram em finanças e seguros (-63.000) e na indústria de bens não duráveis (-39.000). As vagas de emprego aumentaram em artes, entretenimento e recreação (+32.000); serviços educacionais (+26.000); e governo federal (+23.000).


No Brasil ontem a moeda recuou 0,29%, a R$ 4,7577. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu para 95 pontos em março, de 93,3 pontos em fevereiro, para o menor nível desde julho de 2020 (89,8 pontos), segundo a Fundação Getulio Vargas. Foi a oitava queda seguida do índice. “A indústria segue a tendência de redução dos níveis de confiança iniciada no segundo semestre do ano passado. Chama atenção no mês o aumento do pessimismo quanto à evolução da produção e da situação geral dos negócios nos próximos meses. Concorrem para isso a perda de força da demanda interna, a alta dos juros e, em março, a reposição de estoques industriais, que andavam muito abaixo do desejável há alguns meses”, destacou Aloisio Campelo Jr., economista do FGV IBRE. O Brasil gerou 328,5 mil empregos com carteira assinada em fevereiro, após criação de 150,4 mil em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Ao todo, no mês passado, o país registrou 2.013.143 contratações e 1.684.636 demissões. O resultado representa a maior geração mensal de empregos formais desde agosto de 2021.



As bolsas globais recuam devolvendo parte dos ganhos recentes. No Brasil ontem o Ibovespa subiu 1,07%, retomando os 120 mil pontos pela primeira vez desde o final de agosto do ano passado.


Os futuros do petróleo sobem recuperando parte da forte baixa de ontem.


O Instituto Americano de Petróleo (API) estimou ontem que os estoques de petróleo bruto dos EUA recuaram 3 milhões de barris durante a última semana, após recuo de 4,28 milhões da semana anterior. A queda veio maior do que a esperada pelos analistas, que era de 1,6 milhão de barris no período. Hoje saem dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA.


No Brasil, tempo chuvoso em parte do país hoje.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.



Na Argentina, tempo chuvoso no extremo nordeste nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

165

175

Mai 22

165

177

Jun 22

180

190

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

200

210

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

250

270

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

133

137

Mai

114

120

Jun

127

131

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

110

118

Mai

97

105

Jun

95

101

Descubra quais são os cabos submarinos que cortam o Brasil

Por Lauro Lam, editado por Karol Albuquerque, Olhar Digital


Se você está conectado na internet neste exato momento é porque certamente inúmeras transmissões de dados aconteceram, seja pelo ar, terra ou por cabos submarinos. Somente no Brasil, há pelo menos 15 cabos tanto com alcance nacional quanto internacional, integrando países das Américas, Europa e África. São tecnologias caras e que concentram consórcios de telecomunicações focados na transmissão rápida de dados.

Como vários servidores de sites existentes no Brasil estão localizados nos Estados Unidos, se não fossem esses cabos, dificilmente haveria uma conexão de internet viável. Os primeiros cabos submarinos foram instalados ainda no século XIX e eram direcionados para os serviços de telefonia na Europa.

No Brasil, o primeiro cabo totalmente submarino foi inaugurado em 1874 e conectava o Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belém.

No entanto, com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação, eles ganharam mais capacidade e agora são essenciais para o pleno funcionamento da internet.

Elaborados com fibra óptica, todos contam com isolamento especial e estão instalados no assoalho oceânico, sendo utilizados em redes internacionais de telecomunicações por meio da transmissão de dados digitais, como mensagens de texto, áudio, imagens, vídeos, ou seja, são fundamentais no pleno funcionamento da internet. Veja alguns que passam pelas profundezas do litoral brasileiro, muitos situados a 4 mil metros de profundidade.

Brazilian Festoon

Esse cabo passa por Praia Grande, cidade do litoral paulista que abriga o Brazilian Festoon, um cabo com comprimento de 2.552 Km, com pontas localizadas no Rio de Janeiro e Natal.

Suas conexões passam ainda por várias regiões do Sudeste e Nordeste, tendo sido construído em 1996 pela Embratel. Também passa por Vitória, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife e João Pessoa.

Junior

Construído pelo Google, esse cabo tem uma função bem específica: oferecer interconexões com outros que chegam de países da América Latina e Estados Unidos. O Junior passa por Santos e Rio de Janeiro.

Malbec

Ligando Praia Grande, Rio de Janeiro e a cidade argentina de Las Toninas, o Malbec foi inaugurado em 2021 e tem coparticipação da GlobeNet e Meta, proprietária do Facebook.

Malbec foi um nome escolhido justamente para homenagear essa espécie de uva que traz um aroma característico para tantos vinhos argentinos.

Seabras-1

Esse cabo conta com 10 mil quilômetros de extensão e liga Praia Grande a cidade de Township, nos Estados Unidos, localizada a 86 quilômetros de Nova York.

Sua construção foi concluída em 2017 e a gestão está sob responsabilidade da operadora Seaborn Networks e da Telecom Italia Sparkle, uma plataforma de soluções que pertence ao grupo TIM.

Monet

Bem extenso, com mais de 10 mil quilômetros de extensão, o Monet é um cabo que liga Santos, Fortaleza e Boca Raton, município norte-americano vizinho de Miami, na Flórida.

Funcionando desde 2017, ele tem capacidade de 64 Tbps, com um objetivo bem claro: melhoria nos serviços de conexão entre a América Latina e a América do Norte.

Esse sistema tem como gestores a Algar Telecom, Angola Cables, Antel Uruguay e Google.

South America-1

Bem complexo, esse sistema dá a volta no continente americano, passando por Brasil, Porto Rico, Colômbia, Equador, Peru, Chile, entre outros países.

Trata-se de um dos mais antigos em funcionamento, estando ativo desde 2001, com cabos que ultrapassam os 25 mil quilômetros de extensão.

South American Crossing

Tem mais de 20 mil quilômetros de extensão e está sob responsabilidade da multinacional Lumen e da Telecom Italia Sparkle.

Tannat

Santos, Maldonado (Uruguai) e Las Toninas são as cidades por onde esse cabo passa, com 2 mil quilômetros de extensão.

America Movil Submarine Cable System-1

Passando por Salvador, Fortaleza e vários países estratégicos da América Central e Estados Unidos, esse cabo tem mais de 17 mil quilômetros de extensão e teve um investimento orçado em cerca de R$ 2,6 bilhões, com funcionamento iniciado em 2014.

BRUSA

O nome é sugestivo pelo fato de unir Brasil e Estados Unidos, ligando o Rio de Janeiro a Virginia Beach em uma extensão de mais de 18 mil quilômetros.

Esse sistema passa ainda por Fortaleza e San Juan, com capacidade de 160 Tbps, a maior para interconexão das Américas.

GlobeNet

Lançado em 2001, cobre regiões das Américas do Sul, Central e do Norte, contando com mais de 23 mil quilômetros de extensão.

Americas-II

Operando desde 2000, tem sob sua gestão diversas empresas, tais como Embratel, AT&T, Telecom Italia Sparkle, entre outras.

São mais de 8 mil quilômetros de extensão, ligando Fortaleza a cidades da Guiana Francesa, Trindade e Tobago e Estados Unidos.

EllaLink

Sendo um dos mais recentes em operação, o EllaLink começou a operar em 2021 e faz conexões diretas com países europeus, com pontas em Fortaleza e Sines, localizada no sul de Portugal.

Como você pode perceber, os cabos submarinos são importantíssimos na conexão entre os países no que diz respeito à transmissão de dados e estão presentes em todos os continentes do planeta, exceto na Antártica.

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