Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em baixa nos principais ativos realizando lucros das altas dos últimos pregões. O mercado segue monitorando o andamento da safra Sul-Americana, com o tempo quente e seco na Argentina dando suporte, enquanto o avanço da colheita no Brasil e demanda fraca por parte da China pressionam as cotações.


A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 2,026 bilhões na 4 ª semana de Janeiro de 2024, resultado de exportações no valor de US$ 6,257 bilhões e importações de US$ 4,231 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 23,937 bilhões e as importações, US$ 17,504 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,433 bilhões. Nas exportações, comparadas as médias até a 4ª semana de Janeiro/2024 (US$ 1.259,87 milhões) com a de Janeiro/2023 (US$ 1.036,03 milhões), houve crescimento de 21,6%. Em relação às importações houve queda de 1,2% na comparação entre as médias até a 4ª semana de Janeiro/2024 (US$ 921,28 milhões) com a do mês de Janeiro/2023 (US$ 932,33 milhões).


As exportações brasileiras de soja somam 2,61 milhões de toneladas em janeiro, até a quarta semana, contra 840 mil de todo o mês de janeiro de 2023. A média diária exportada é de 137 mil toneladas, contra 38 mil de fevereiro do ano passado. As exportações de milho somam 4,59 milhões de toneladas, contra 6,13 milhões de fevereiro de 2023, com média diária exportada de 242 mil toneladas, contra 279 mil do ano anterior.


A produção semanal de etanol de milho nos EUA subiu para 919 mil barris diários na semana encerrada no dia 26 de janeiro, segundo a Agência de Informação de Energia (EIA). Já os estoques recuaram de 25,815 milhões para 24,27 milhões de barris, contra 24,44 milhões do mesmo período do ano passado.


O dólar opera em alta frente a outras moedas após o Fed manter os juros inalterados nos EUA. Segundo a declaração, “indicadores recentes sugerem que a atividade econômica tem se expandido a um ritmo sólido. Os ganhos de emprego moderaram-se desde o início do ano passado, mas permanecem fortes, e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação diminuiu ao longo do ano passado, mas permanece elevada; O Comitê procura atingir o nível máximo de emprego e de inflação à taxa de 2% a longo prazo. O Comitê considera que os riscos para alcançar dos seus objetivos de emprego e de inflação estão a evoluir para um melhor equilíbrio. As perspectivas econômicas são incertas e o Comitê permanece muito atento aos riscos de inflação; Em apoio aos seus objetivos, o Comitê decidiu manter o intervalo-alvo para a taxa dos fundos federais entre 5,25 e 5,5%. Ao considerar quaisquer ajustes ao intervalo-alvo para a taxa dos fundos federais, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos. O Comitê não espera que seja apropriado reduzir o intervalo da meta até que tenha ganhado maior confiança de que a inflação está a evoluir de forma sustentável para 2%. Além disso, o Comitê continuará a reduzir as suas participações em títulos do Tesouro e dívida de agências e títulos garantidos por hipotecas de agências, conforme descrito nos seus planos anunciados anteriormente. O Comitê está fortemente empenhado em fazer com que a inflação regresse ao seu objetivo de 2%.


No Brasil o dólar opera em alta após decisões dos juros nos EUA e Brasil. Ontem a moeda caiu 0,16%, a R$ 4,9373. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu ontem reduzir a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. Em comunicado, o Banco Central disse que “o ambiente externo segue volátil, marcado pelo debate sobre o início da flexibilização de política monetária nas principais economias e por sinais de queda dos núcleos de inflação, que ainda permanecem em níveis elevados em diversos países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho; Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue consistente com o cenário de desaceleração da economia antecipado pelo Copom. A inflação cheia ao consumidor, conforme esperado, manteve trajetória de desinflação, assim como as medidas de inflação subjacente, que se aproximam da meta para a inflação nas divulgações mais recentes; Considerando a evolução do processo de desinflação, os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 11,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024 e, em grau maior, o de 2025; Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário. O Comitê enfatiza que a magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.”


As bolsas globais operam próximo à estabilidade após Fed sinalizar que os juros podem seguir altos por mais tempo.


Os futuros do petróleo voltam a subir após recuo da véspera. Ontem as cotações da commoditie recuaram após alta inesperada nos estoques dos EUA. A Agência de Informação de Energia (EIA) informou ontem que os estoques de petróleo bruto dos EUA subiram 1,23 milhão de barris durante a última semana, ante expectativa de recuo de 200 mil barris no período.


A inflação ao consumidor da zona do euro, medido pelo índice de preços ao consumidor (CPI), recuou 0,4% em janeiro ante dezembro, após alta de 0,2% em dezembro, segundo a Eurostat. Na comparação anual o CPI desacelerou de 2,9% em dezembro para 2,8% em janeiro. O núcleo do CPI, que exclui ítens voláteis como alimentos e energia, recuou 0,9% na comparação mensal e desacelerou para 3,3% na comparação anual.


No Brasil, tempo chuvoso em parte do país hoje.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.



Na Argentina, tempo predominantemente estável nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.


Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-50

-34

Mar 24

-125

-107

Mai 24

-100

-88

 

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

13

20

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-10

-2

 

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

74

77

Mar

72

76

Abr

68

72

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

58

62

Mar

61

65

Abr

52

56

Cientistas encontram “Atlântida” australiana de 70 mil anos

Estudo revela que área subaquática na costa da Austrália pode ter abrigado população de meio milhão de pessoas

Rodrigo Mozelli, Olhar Digital


Um novo estudo publicado na Quaternary Science Reviews revelou que, há cerca de 70 mil anos, uma grande extensão de terra que agora está submersa na costa da Austrália poderia ter sido o lar de população de meio milhão de pessoas. Essa extensão de terra subaquática era tão grande que poderia ter funcionado como uma espécie de ponto de migração entre a Indonésia atual e a Austrália.

Essa antiga terra “Atlântida” australiana expandida fazia parte de paleocontinente chamado Sahul, que unia Austrália, Nova Guiné e Tasmânia. O estudo também revelou que, entre 71 mil e 59 mil anos atrás, o nível do mar era cerca de 40 metros mais baixo do que hoje, expondo arquipélago que ficava próximo à ilha de Timor, no sudeste asiático.

Estamos falando de paisagem bastante submersa, hoje a mais de 100 metros abaixo do nível do mar”, diz a pesquisadora responsável pelo estudo, Kasih Norman. Além disso, explana o Live Science, entre 29 mil e 14 mil anos atrás, durante o pico da última era glacial, houve queda abrupta no nível do mar, expondo grande extensão de terra ao lado da Austrália moderna.


Descobertas da pesquisa

A pesquisa indicou que esse território submerso tinha características adequadas para o desenvolvimento da vida humana, como grandes lagos de água doce, rio e contava com paisagem propícia ao estabelecimento de abrigos;

Norman calcula que essa área poderia ter abrigado entre 50 mil e meio milhão de pessoas;

No entanto, conforme o final da última era glacial se aproximou, o derretimento das calotas polares fez com que o nível do mar começasse a subir rapidamente, causando a inundação dessa terra;

Durante período de 400 anos, cerca de 100 mil km² de terra desapareceram sob as águas;

Essa hipótese é confirmada por pesquisa genética recente realizada nas Ilhas Tiwi, próximas à plataforma continental, publicada na Nature, e pelo registro arqueológico nas regiões costeiras da Austrália.

Sobre a população estimada, a pesquisadora observa que “é importante ter em mente que não estamos falando de números populacionais reais, é apenas questão de projetar a capacidade de suporte de nossa paisagem. Basicamente, estamos dizendo que [a região] poderia ter tido tantas pessoas.”

As pessoas teriam realmente visto a paisagem mudar à sua frente e seriam empurradas para trás daquela costa invasora muito rapidamente”, enfatiza acerca do desaparecimento da terra.Descobertas da pesquisa

A pesquisa indicou que esse território submerso tinha características adequadas para o desenvolvimento da vida humana, como grandes lagos de água doce, rio e contava com paisagem propícia ao estabelecimento de abrigos;

Norman calcula que essa área poderia ter abrigado entre 50 mil e meio milhão de pessoas;

No entanto, conforme o final da última era glacial se aproximou, o derretimento das calotas polares fez com que o nível do mar começasse a subir rapidamente, causando a inundação dessa terra;

Durante período de 400 anos, cerca de 100 mil km² de terra desapareceram sob as águas;

Essa hipótese é confirmada por pesquisa genética recente realizada nas Ilhas Tiwi, próximas à plataforma continental, publicada na Nature, e pelo registro arqueológico nas regiões costeiras da Austrália.

Sobre a população estimada, a pesquisadora observa que “é importante ter em mente que não estamos falando de números populacionais reais, é apenas questão de projetar a capacidade de suporte de nossa paisagem. Basicamente, estamos dizendo que [a região] poderia ter tido tantas pessoas.”


As pessoas teriam realmente visto a paisagem mudar à sua frente e seriam empurradas para trás daquela costa invasora muito rapidamente”, enfatiza acerca do desaparecimento da terra.

Tem havido uma suposição subjacente na Austrália de que nossas margens continentais eram provavelmente improdutivas e não eram realmente utilizadas pelas pessoas, apesar do fato de termos evidências, em muitas partes do mundo, de que as pessoas estiveram, definitivamente, nestas plataformas continentais no passado.

Kasih Norman, pesquisadora responsável pelo estudo

A descoberta desse antigo território australiano e a possibilidade de uma população significativa tê-lo habitado despertou o interesse dos pesquisadores em relação à sua importância arqueológica.

Norman espera que a pesquisa motive outros a examinarem mais de perto essa região e que essa descoberta possa fornecer visões valiosas para lidar com mudanças climáticas e aumento do nível do mar no futuro. “É fascinante ver como as pessoas responderam dinamicamente a eventos do passado e, obviamente, sobreviveram a eles e prosperaram”, completa.

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