Bom dia, a Bolsa de Chicago segue em baixa neste início de semana, ainda repercutindo o relatório do USDA da última sexta-feira. As perdas são aprofundadas pelas boas condições climáticas nos EUA e pressão de colheita do trigo na Rússia, além do atendado à Trump e dados fracos na China.
O USDA divulgou na sexta-feira o relatório de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Global (WASDE). A produção global 2024/25 de soja foi levemente reduzida de 422,26 milhões para 421,85 milhões de toneladas. Os estoques finais passaram de 127,9 milhões para 127,76 milhões de toneladas. Já a produção global de milho foi elevada de 1,220 bilhão para 1,225 bilhão de toneladas, com os estoques finais passando de 310,77 milhões para 311,64 milhões de toneladas.

Na safra dos EUA a estimativa de produção de soja 2024/25 foi reduzida de 121,11 milhões para 120,7 milhões de toneladas, com os estoques finais passando de 12,38 milhões para 11,85 milhões de toneladas. Já a safra de milho foi revisada para cima em 6 milhões de toneladas, para 383,56 milhões de toneladas. As estimativas de exportação 2023/24 e 2024/25 também foram revisadas para cima, reduzindo os estoques finais 2024/25 de 53,39 milhões para 53,26 milhões de toneladas.
Na safra do Brasil o USDA revisou somente a estimativa de exportações de soja 2023/24 de 102 milhões para 103 milhões de toneladas.
Para a Argentina a estimativa de produção de soja 2023/24 foi revisada de 50 milhões para 49,5 milhões de toneladas, e a safra de milho de 53 milhões para 52 milhões de toneladas.
No quadro de oferta e demanda da China o USDA elevou a projeção de importação de soja 2023/24 em 3 milhões de toneladas, para 108 milhões de toneladas.
O dólar opera com leve baixa frente a outras moedas com o mercado repercutindo o atentado ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, durante comício no estado da Pensilvânia. Trump foi ferido na orelha por um tiro, mas passa bem. O ocorrido aumentou o nível de incertezas em torno da corrida eleitoral norte-americana a menos de 4 meses das eleições. A inflação ao produtor dos EUA medido pelo índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,2% em junho ante maio, após estabilidade em maio, segundo o Departamento de Estatísticas Trabalhistas (BLS). No acumulado dos últimos 12 meses o PPI avançou de 2,4% em maio para 2,6% em junho. Os preços da procura final menos alimentos, energia e serviços comerciais permaneceram inalterados em junho, após um avanço de 0,2% em maio. Nos 12 meses encerrados em junho, o índice de demanda final menos alimentos, energia e comércio de serviços subiu 3,1%.
No Brasil o dólar sobe com a desvalorização das moedas dos países emergentes após atentado à Trump. Na sexta-feira a moeda recuou 0,20%, a R$5,4310, acumulando baixa de 0,56% na semana. O volume de serviços no Brasil apresentou estabilidade em maio de 2024 frente a abril, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Dessa forma, o setor de serviços se encontra 12,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,9% abaixo de dezembro de 2022 (ponto mais alto da série histórica). Na série sem ajuste sazonal, no confronto contra maio de 2023, o volume de serviços registrou expansão de 0,8% em maio de 2024, após ter avançado 5,5% em abril último. No indicador acumulado do ano de 2024, o volume de serviços mostrou expansão de 2,0% frente a igual período de 2023. Já o acumulado dos últimos 12 meses mostrou perda de dinamismo ao passar de 1,6% em abril para 1,3% em maio de 2024. A variação nula do volume de serviços (0,0%), observada na passagem de abril para maio de 2024, teve três das cinco atividades de divulgação investigadas mostrando taxas negativas, com destaque para os transportes (-1,6%). Os demais recuos vieram de informação e comunicação (-1,1%) e de outros serviços (-1,6%). Em contrapartida, os serviços prestados às famílias (3,0%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,5%) assinalaram os resultados positivos do mês.
As bolsas globais inciam a semana em baixa com os investidores repercutindo o atentado à Trump.
Os futuros do petróleo operam com leves baixas após dados fracos na China. O PIB da China registrou crescimento anual de 4,7% no segundo trimestre de 2024, após crescimento de 5,3% no primeiro trimestre. Na comparação trimestral o crescimento foi de 0,7%. Os números ficaram abaixo do esperado pelos analistas, que previam crescimento de 1,1% na base trimestral e 5,1% na base anual.
No Brasil, tempo predominantemente estável até a próxima semana.
Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo predominantemente estável nesta semana.
Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.
Nos EUA, tempo chuvoso em boa parte do país nesta semana.
Previsão de Precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.
Prêmios *referente ao dia anterior
Paranaguá
|
SOJA |
COMPRADOR |
VENDEDOR |
|
Spot |
30 |
40 |
|
Ago |
35 |
45 |
|
Fev 25 |
-17 |
-5 |
|
FARELO DE SOJA |
COMPRADOR |
VENDEDOR |
|
Spot |
5 |
10 |
|
ÓLEO DE SOJA |
COMPRADOR |
VENDEDOR |
|
Spot |
-4 |
1 |
Golfo do México – EUA
|
SOJA |
COMPRADOR |
VENDEDOR |
|
Spot |
52 |
55 |
|
Jul |
57 |
61 |
|
Ago |
60 |
64 |
|
MILHO |
COMPRADOR |
VENDEDOR |
|
Spot |
48 |
52 |
|
Jul |
51 |
54 |
|
Ago |
44 |
48 |
30 anos do Real: R$ 1 de hoje equivale a apenas R$ 0,12 da época
A inflação acumulada desde junho de 1994, quando o real foi lançado, é de 708%. Para ter o mesmo poder de compra da época, seriam necessários R$ 8,08 para cada R$ 1.
Por Bruna Miato, g1
A inflação brasileira acumula uma alta de 708% entre o dia 1° de julho de 1994 e a última divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de maio.
Em outras palavras: no aniversário de 30 anos do Plano Real, uma moeda de R$ 1 equivaleria a apenas R$ 0,12 da época de seu lançamento.
Embora a inflação acumulada em três décadas seja bastante expressiva, é preciso reconhecer o sucesso do Plano Real, no governo de Itamar Franco, para resolver o caos inflacionário.
Nas décadas de 1980 e 1990, o país vivia uma hiperinflação que chegou a ultrapassar os 2.500% ao ano. Da entrada do real em circulação para cá, anos ruins de inflação são aqueles em que IPCA chega à casa dos 10% na janela de 12 meses.
Ainda assim, o valor nominal do dinheiro caiu bastante: para comprar o equivalente a R$ 1 daquela época, seria necessário desembolsar R$ 8,08 atualmente.
Para ter o mesmo poder de compra de julho de 1994, seriam necessários, hoje:
R$ 40,40 para uma nota de R$ 5 da época;
R$ 404,01 para uma nota de R$ 50 da época;
R$ 808,02 para uma nota de R$ 100 da época.
Outras notas
Além das notas de R$ 1, R$ 5, R$ 10 e R$ 100, o “kit original” lançado inicialmente pelo Plano Real, cédulas de outros valores também foram desenvolvidas com o passar dos anos.
Em dezembro de 2001, foi lançada a nota de R$ 2. Para ter o mesmo poder de compra da época em que ela foi lançada, seriam necessários R$ 7,69. A inflação acumulada de lá para cá é de 284,63%, segundo o Banco Central do Brasil (BC).
Em junho de 2002, chegou às ruas a nota de R$ 20. Hoje, para ter o poder de compra que se tinha quando foi lançada, seriam necessários R$ 74,56. O IPCA acumulado do período é de 272,78%.
A última nota a ser criada foi a de R$ 200, que começou a circular no dia 2 de setembro de 2020, em meio à pandemia de Covid-19. Em quase três anos, a inflação já acumula uma alta de 29,29% e, hoje, seriam necessários R$ 258,59 para ter o mesmo poder de compra.
O Plano Real
O real completa 30 anos de existência nesta segunda-feira (1°). O plano que deu origem à moeda nasceu sob a gestão de Itamar Franco, que tinha Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda.
O Plano Real marcou o fim de um dos períodos de maior instabilidade econômica e monetária do Brasil. Teve seu processo iniciado em 1993 e tinha como objetivo controlar a hiperinflação no país, que ultrapassava os quatro dígitos.
De acordo com informações do BC, no acumulado em 12 meses entre julho de 1993 e junho de 1994, quando o real foi implementado, a inflação chegou a encostar no nível de 5.000%.
Apenas para se ter uma ideia, de lá para cá, “mesmo com as várias crises internacionais e internas que prejudicaram a estabilização econômica, o IPCA acumulado em 12 meses passou de 9% em poucas ocasiões”, destaca a instituição.
A implementação do real como a moeda nacional foi a última etapa do plano monetário.
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