Bom dia, a Bolsa de Chicago inicia a semana entre ganhos e perdas com o mercado tentando recuperar parte das baixas recentes enquanto a perspectiva de safra cheia nos EUA segue pressionando as cotações.


Os fundos foram grandes vendedores de commodities na CBOT na semana encerrada no dia 13 de agosto, segundo o relatório de comprometimento de traders (COT). Na soja os fundos venderam 5.431 contratos, aumentando as posições vendidas para 174.447 contratos. No milho as posições vendidas foram aumentadas em 6.462 contratos, para 249.007 contratos. No trigo os fundos aumentaram as posições vendidas em 1.956 contratos, para 73.288 contratos.


A colheita do milho 2023/24 no Mato Grosso está oficialmente finalizada, segundo o IMEA. Com área de 6,94 milhões de hectares e produtividade de 114 sacas por hectare, a estimativa de produção é de 47,52 milhões de toneladas, alta de 0,45% ante a estimativa passada e 9,50% menor em relação à safra 2022/23. Em jul/24, as negociações do milho 23/24 registraram crescimento de 13,43 pontos percentuais em comparação ao mês anterior, alcançando 58,65% da produção esperada. Para a safra 2024/25, as vendas atingiram 7,36% da produção esperada para a safra, com acréscimo de 2,70 p.p. ante o último mês.


Segundo o relatório semanal do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), “os preços futuros do complexo soja caíram fortemente na última semana, retornando aos patamares observados em 2020. A soja em grão voltou a ser negociada abaixo dos US$ 10,00/bushel, o que, consequentemente, reduziu a paridade de exportação no Brasil e também os valores praticados no mercado spot. Segundo pesquisadores do Cepea, expectativas de que a oferta mundial possa superar a demanda foram o principal fator de pressão sobre as cotações; Apesar das novas estimativas indicando produções brasileira (2023/24) e global (2024/25) inferiores às da atual temporada, os preços do milho seguiram em queda na última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da demanda interna enfraquecida, que mantém os negócios lentos. Consumidores brasileiros utilizam a mercadoria adquirida antecipadamente, comprando novos lotes apenas de forma pontual. Vendedores, por sua vez, adotam posturas distintas, dependendo da demanda e oferta regionais, ainda conforme pesquisadores do Cepea. Enquanto em Mato Grosso, produtores estão mais flexíveis, diante da maior disponibilidade, em São Paulo, agentes limitam as vendas, à espera da finalização da colheita.”

O dólar opera com leve baixa frente a outras moedas. O Federal Reserve divulga nesta quarta-feira a ata da última reunião de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), trazendo mais pistas sobre os próximos passos do BC. O Goldman Sachs reduziu a sua previsão de probabilidade de recessão nos EUA para 20% à medida que novos dados do mercado de trabalho provocaram uma reavaliação das opiniões do mercado sobre a economia. Isso incluiu as vendas no varejo em julho – que aumentaram 1%, contra uma estimativa de 0,3% – e os pedidos semanais de seguro-desemprego, que ficaram abaixo do esperado.


No Brasil o dólar recua acompanhando o exterior. Na sexta-feira a moeda recuou 0,28%, a R$5,4678, acumulando baixa de 0,85% na semana. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 1,4% em junho ante maio, após crescimento de 0,4% em maio, segundo Banco Central. Foi o terceiro mês seguido de alta. Na comparação com junho de 2023, a prévia do PIB teve alta de 3,2% (sem ajuste sazonal). No segundo trimestre o IBC-Br registrou crescimento de 1,1%, após crescimento de 1,5% no primeiro trimestre. Foi também o terceiro trimestre seguido de alta.


As bolsas globais iniciam a semana majoritariamente em alta.


Os futuros do petróleo operam próximo à estabilidade com o mercado de olho nas negociações de cessar-fogo em Gaza.

A economia do Reino Unido avançou 0,9% no segundo trimestre de 2024 ante o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados preliminares do ONS. O resultado veio acima da expectativa dos analistas, que previam alta de 0,6% no período. Na comparação trimestral, o PIB do Reino Unido teve alta de 0,6% no segundo trimestre. na comparação mensal o PIB britânico ficou estagnado, após crescimento de 0,4% em maio.


No Brasil, tempo chuvoso no Sul nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, tempo chuvoso em parte do país nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.


Nos EUA, tempo predominantemente estável no Meio-Oeste nesta semana.

Previsão de Precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

85

98

Fev 25

24

35

Mar 25

7

15

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

5

10

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-4

1

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

70

74

Set

69

72

Out

63

67

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

56

59

Set

69

73

Out

63

66

Coral com mais de 600 anos pode revelar o passado do Oceano Pacífico

Esse coral fica em Fiji e registrou o aquecimento do Oceano Pacífico ao longo de sua vida

Lucas Soares, Olhar Digital


Nas últimas décadas conseguimos medir com precisão as mudanças de temperaturas nos oceanos do mundo. Mas como saber como eles estavam há centenas de anos? Bem, uma forma de fazer isso é analisando estruturas dessa época, principalmente seres vivos, mas poucos estão aqui para contar história. Por isso, esse coral de 600 anos encontrado em Fiji pode ser tão importante.

Pesquisas recentes indicam que o Oceano Pacífico vem aquecendo consideravelmente nos últimos séculos, o que foi acentuado com as mudanças climáticas. Mas entender a variação de temperatura ao longo dos anos é fundamental para ser possível tentar prever o que pode ocorrer no futuro.

Sabemos, por exemplo, que houve anos (e até décadas) mais frios, mas quais exatamente foram esses períodos? É isso que uma pesquisa publicada recentemente na Science Advances quer responder. O estudo analisa um único exemplar do coral Diploastrea heliopora, também conhecido como “coral favo de mel”. O espécime foi descoberto em 1998 e uma amostra foi retirada dele.

Os pesquisadores então usaram a amostra e a compararam com outros registros de corais encontrados em Fiji para montar uma cronologia do que ocorreu com as águas na região no período pré-década de 1990, já que desse período para a frente temos registro precismos das águas do local.

Com isso, a pesquisa conseguiu montar um registro que dura deste os anos de 1370 até 1997, cobrindo 627 anos de histórica. Esse é o maior histórico de temperatura já feito em qualquer lugar do mundo no Oceano Pacífico.


Coral gigante no Oceano Pacífico

Esse tipo de coral gigante por viver por centenas de anos. De acordo com a pesquisa, ele forma “continuamente um esqueleto de carbonato de cálcio que se acumula em camadas sobre o esqueleto antigo”. Com isso, as camadas mais novas estão na parte externa e o esqueleto antigo vai sendo deixado para trás, criando um rastro de história.

São esses esqueletos do coral que revelam o passado do oceano. A pesquisa analisou o estrôncio e o cálcio, dois dos elementos encontrados nesses modelos, que indicam as condições da água do mar no momento em que o coral “ocupava” esses esqueletos.

Aquecimento do oceano nos últimos anos

Entre os dados revelados está que, por exemplo, houve um período bem quente entre 1370 e 1553. Outros períodos, foram mais gelados. Comparando os dados do esqueleto com dados atuais, os pesquisadores conseguem entender a cronologia do oceano

Quando fazemos isso, descobrimos que o aquecimento em todo o Pacífico no último século, amplamente atribuído ao aquecimento global causado pelo homem, marca um afastamento significativo da variabilidade natural registrada em séculos anteriores”, diz Juan Pablo D’Olivo , Pesquisador Sênior, Instituto de Ciências Marinhas e Limnologia, Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) no The Conversation.

A conclusão é de que o oceano na região de Fiji está mais quente do que nunca nos últimos 653 anos. Essas mudanças podem levar a climas mais extremos, como secas prolongadas ou ciclones tropicais mais intensos, com implicações significativas para milhões de pessoas que vivem na região. O estudo mostra como é importante preservar e analisar corais do tipo.

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