Bom dia, a Bolsa de Chicago inicia a semana mista com o mercado focado na safra da América do Sul. Os mapas climáticos mostram chuva somente em parte das regiões produtoras da Argentina nesta semana. No Brasil as chuvas voltam ao RS, trazendo certo alívio aos produtores.


Após semanas sem divulgar a posição dos fundos na CBOT por conta de problemas técnicos, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities divulgou na última semana os dados referentes à semana encerrada no dia 31 de janeiro. O relatório mostrou que os fundos foram grandes compradores de commodities na CBOT na última semana de janeiro. Na soja os fundos compraram 29.242 contratos, aumentando as posições compradas para 175.504 contratos. No milho as posições compradas foram aumentadas em 18.127 contratos, para 219.924 contratos. No trigo os fundos reduziram as posições vendas em 10.305 contratos, para 63.628 contratos.


A colheita de soja 2022/23 no Brasil chegou a 30,3% até sexta-feira, contra 41,8% do mesmo período do ano passado e 31,4% da média histórica.

A colheita de soja 2022/23 no Mato Grosso atingiu 78,15% até sexta-feira, contra 76,27% do mesmo período do ano passado e 70,61% da média dos últimos 5 anos, segundo o IMEA.


O plantio do milho 2022/23 no Mato Grosso atingiu 72,66%, contra 82,74% do mesmo período de 2022 e 72,66% da média.


O dólar opera em baixa frente a outras moedas, realizando parte das altas recentes. A inflação nos EUA subiu mais do que o esperado em janeiro e colocou mais pressão sobre o Federal Reserve para elevar os juros dos na reunião de março. A inflação medida pelo índice de despesas de consumo pessoal (PCE) subiu 0,6% em janeiro, após alta de 0,2% em dezembro, segundo o Departamento de Análises Econômicas (BEA). Na comparação anual o PCE passou de 5,3% em dezembro para 5,4% em janeiro. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, subiu 0,6% em janeiro, após alta de 0,4% em dezembro. Na comparação anual o PCE núcleo subiu de 4,6% para 4,7%.


No Brasil o dólar subiu 1,24% na sexta-feira, a R$5,1985, acompanhando o exterior. A prévia da inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) foi de 0,76% em fevereiro e ficou 0,21 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de janeiro (0,55%), segundo o IBGE. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,31%. Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumulou 5,63%, abaixo dos 5,87% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2022, o IPCA-15 foi de 0,99%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em fevereiro. A exceção foi Vestuário, cujos preços recuaram 0,05% após a alta de 0,42% em janeiro. A maior variação e o maior impacto no índice do mês vieram de Educação (6,41% e 0,36 p.p.). Na sequência, vieram Habitação (0,63% e 0,10 p.p.), que acelerou ante o mês anterior (0,17%), e Alimentação e bebidas, que subiu 0,39% e contribuiu com 0,08 p.p. em fevereiro. Os demais grupos ficaram entre o 0,08% de Transportes e o 0,78% de Comunicação.


As bolsas globais sobem após o recuo das últimas semanas. Na última semana as bolsas dos EUA acumularam baixas de mais de 3%, a quarta semana seguida de baixa, com o mercado de olho no Fed.


Os futuros do petróleo inciam a semana em baixa com os temores de riscos de recessão compensando os ganhos dos planos da Rússia de aprofundar os cortes na oferta de petróleo.


No Brasil, tempo chuvoso principalmente no Centro-Sul e Norte nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, tempo chuvoso no Centro-Norte nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

5

16

Abr

5

15

Mai

11

20

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

24

30

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-10

0

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

90

93

Abr

86

90

Mai

82

87

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

90

95

Abr

90

95

Mai

89

93

Tecnologia faz plantação vertical de trigo render 26 vezes mais

Empresa holandesa desenvolve produção de trigo na vertical, sem solo, com menos água e sem adição de fertilizantes

Por Fernanda Lopes Soldateli, editado por Adriano Camargo, Olhar Digital


Uma empresa holandesa anunciou que obteve sucesso com a produção de trigo por meio de estudos e tecnologia, em uma fazenda vertical, sem usar solos, defensivos químicos e usando menos água do que seria necessário para produzir em campo aberto. Sendo a primeira iniciativa de sucesso de que se tem notícia no mercado, ela abre novas oportunidades para a produção do grão, ampliando o leque de fornecimento além do cultivo extensivo.

O trigo é um dos alimentos mais importantes quando se pensa em alimentação. Ele chega a representar até 40% do consumo de proteínas no mundo, segundo o Fast Company Brasil. Apesar disso, sofre com barreiras comerciais, principalmente agora com a guerra da Ucrânia. Espera-se que a longo prazo o aumento deste alimento nas cozinhas e na indústria alimentícia impulsione-o ainda mais.

Além de alimento humano, o farelo do trigo também pode ser utilizado como ração para o gado. Este cereal tem importante papel na rotação de culturas em sua lavoura, fertilizando o solo para as próximas gerações.

Os primeiros ensaios da Infarm, empresa que anunciou a produção de trigo em fazendas verticais, tiveram ótimos resultados. Foram projetados 11,7 quilos por metro quadrado de rendimento por ano, o que equivale a 117 toneladas por hectares/ano, 26 vezes o rendimento a céu aberto.

Como base de comparação, segundo o Ensaio Estadual de Cultivares de Trigo 2020, a média de quilos por hectares de trigo é de 4,5 a 5,6 toneladas. Em um caso isolado de sucesso em produtividade, o Brasil chegou a 9,6 toneladas por hectare.

É importante ressaltar que esta empresa está localizada em lugares frios, com dezenas de unidades produzindo continuamente folhagens e frutos, essenciais para evitar a sazonalidade e grandes variações de preços para o consumo local durante todo o ano.

Ser capaz de cultivar trigo em ambientes fechados é um marco para nós e de importância significativa para a segurança alimentar global, já que é uma cultura densa em calorias e intensa em recursos, de um grão que é componente central das dietas em todo o mundo”, destaca Erez Galonska, CEO e cofundador da companhia.


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