Bom dia, a Bolsa de Chicago inicia a semana em baixa nos principais ativos repercutindo os números do Pro Farmer Crop Tour nos EUA.


O Pro Farmer divulgou na sexta-feira as projeções para a safra de soja dos EUA após o Crop Tour de 4 dias, fixando o rendimento em 54,9 bushels por acre (bpa) e a produção total em 4,74 bilhões de bushels (129 milhões de toneladas), que é maior do que os atuais 53,2 bpa e 4,589 bilhões de bushels da última estimativa do USDA. A produtividade de milho ficou em 181,1 bpa, com a produção total estimada em 14,979 bilhões de bushels (380,48 milhões de toneladas), abaixo da produtividade de 183,1 bpa e produção de 15,147 bilhões de bushels do USDA.

O USDA reportou na sexta-feira a venda de 120.000 toneladas de soja 2024/25 para destinos desconhecidos.

Os fundos foram majoritariamente vendedores de commodities na CBOT na semana encerrada no dia 20 de agosto, segundo o relatório de comprometimento de traders (COT). Na soja os fundos venderam 8.311 contratos, aumentando as posições vendidas para 182.758 contratos. No milho as posições vendidas foram aumentadas em 8.890 contratos, para 257.896 contratos. No trigo os fundos compraram 20.303 contratos, reduzindo as posições vendidas para 52.985 contratos. No óleo de soja as posições vendidas foram aumentadas em 4.115 contratos, para 84.388 contratos. No farelo as posições compradas foram aumentadas em 2.813 contratos, para 3.592 contratos.


O dólar opera com leve baixa frente a outras moedas. Em discurso no Simpósio de Jackson Hole na sexta-feira, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que o banco central estaria disposto a fazer um corte maior na taxa para garantir um pouso suave. “Chegou a hora de a política se ajustar”, disse Powell, prometendo fazer “tudo o que pudermos para manter a força do mercado de trabalho enquanto o Fed continua a conter a inflação em direção à sua meta de 2%”. Powell, no entanto, não mencionou se o Fed cortaria 25 pontos base ou 50 pontos base, mas disse que “a direção da viagem é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nas taxas dependerão dos dados recebidos, da evolução das perspectivas e do equilíbrio de riscos.”


No Brasil o dólar opera entre ganhos e perdas. Na sexta-feira a moeda recuou 1,97%, a R$5,4794, acumulando baixa de 0,21% na semana. O Banco Central divulgou hoje o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de maior inflação para este e o próximo ano. As instituições financeiras elevaram de 4,22% para 4,25% a expectativa para a inflação deste ano e elevaram de 3,91% para 3,93% a expectativa para a inflação de 2025. A expectativa para o crescimento do PIB subiu de 2,23% para 2,43% para este ano e caiu de 1,89% para 1,86% para o próximo ano. O dólar deve encerrar este ano em R$5,32 e em R$5,30 em 2025. A expectativa para a meta da taxa Selic ficou estável em 10,50% para o fim deste ano e em 10% para o fim de 2025. Para o saldo da balança comercial, a projeção subiu de US$ 82,4 bilhões para US$ 83,5 bilhões de superavit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 78,5 bilhões para US$ 79,5 bilhões.


O Ministério da Fazenda estimou na sexta-feira que a alíquota padrão dos impostos sobre produtos e serviços na reforma tributária deve subir a 27,97%, caso as alterações feitas na Câmara dos Deputados se mantenham. O novo cálculo do governo está acima dos 26,5% inicialmente projetados. O PLP 68/2024, que regulamenta a Reforma Tributária promovida pela Emenda Constitucional (EC) 132/2023, foi aprovado em julho pela Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado Federal. O projeto tem como foco a substituição de uma cesta de tributos atuais (ISS, ICMS, IPI, Pis, Cofins e IOF-Seguros) por um sistema dual de Impostos sobre o Valor Adicionado (IVAs) alinhados às melhores práticas internacionais: a CBS, da alçada da União, e o IBS, dos entes subnacionais (Estados, Distrito Federal e Municípios). Outra inovação é a instituição do Imposto Seletivo (IS) para incidir exclusivamente sobre produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

As bolsas globais operam majoritariamente em alta mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio.


Os futuros do petróleo sobem quase 3% depois que a Força Aérea de Israel atingiu alvos no Líbano com mais de 100 caças, antes que o grupo apoiado pelo Irã disparasse mais de 320 foguetes contra Israel. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, disse que os ataques foram uma retaliação ao assassinato, por Israel, do comandante sênior Fuad Shukr, em Beirute, no mês passado. Israel disse que seus ataques preventivos visavam impedir um ataque maior do Hezbollah, informou a Reuters.


No Brasil, tempo predominantemente estável nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, tempo predominantemente estável nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.


Nos EUA, tempo predominantemente estável durante o fim de semana.

Previsão de Precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

85

98

Fev 25

24

35

Mar 25

7

15

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

5

10

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-4

1

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

70

74

Set

69

72

Out

63

67

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

56

59

Set

69

73

Out

63

66

Tubarões evoluíram quando os oceanos esquentaram

Redução do oxigênio no fundo do oceano fez tubarões saírem das profundezes, mudando os mares para sempre

Lucas Soares, Olhar Digital


Se hoje temos tubarões gigantes e agressivos, a culpa é do aquecimento dos oceanos. Pelo menos é isso que uma nova pesquisa indica. Os maiores predadores de água salgada do mundo podem ter surgido a partir do momento que o mar ficou menos, digamos… pacato.

O artigo publicado no Current Biology mostra que cientistas mediram o comprimento do corpo de 500 tubarões (e espécies extintas e vivas) e montaram uma árvore evolutiva. Os dados mostram que quando o oceano ficou muito quente, os tubarões tiveram que sair das profundezas e ir para mar aberto.

Isso teria acontecido durante o período cretáceo, há cerca de 120 milhões de anos. A saída de um local mais tranquilo para um habitat mais competitivo obrigou os tubarões a desenvolverem nadadeiras e dentes maiores, além de ficarem mais agressivos.

Aliás, até a visão que temos dos tubarões é equivocada. Normalmente quando pensamos nesses animais imaginamos criaturas violentas (como mencionado no começo do texto). Entretanto, apesar das espécies perigosas serem mais famosas, a maioria dos animais se alimentam no fundo do mar, apenas algumas espécies precisam nadar constantemente e viver em águas abertas.

Como o aquecimento dos oceanos obrigou os tubarões a evoluírem?

A pesquisa mostra que a necessidade de respirar motivou a saída dos tubarões do oceano mais quente. Com o aquecimento, as águas profundas ficaram menos ricas em oxigênio, o que obrigou os ancestrais das espécies atuais a abandonarem o fundo do mar.

A maioria dos tubarões de águas abertas tende a ter nadadeiras alongadas, e os tubarões bentônicos têm nadadeiras mais curtas”, disse Lars Schmitz, professor de biologia no Claremont McKenna College, na Califórnia, e autor do artigo em entrevista ao New York Times.

Timothy Higham, coautor e professor da Universidade da Califórnia, Riverside, explicou que em águas mais quentes, músculos mais leves permitiram que os animais fossem mais rápidos. Com mais velocidade, os tubarões podem ter começado a “expandir para um habitat de águas mais abertas”, capturando presas que nadavam rápido e evitando outros predadores marinhos do Cretáceo (agora extintos).

A disseminação de zonas marinhas anóxicas e as mudanças no clima global, muitas vezes ocorrendo simultaneamente à acidificação dos oceanos, resultaram nas piores extinções em massa da história da Terra”, disse ela, acrescentando que “o ritmo das mudanças agora é realmente sem precedentes”, finaliza.

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