Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos com piora nas condições das lavouras da Argentina. O USDA divulga na próxima quinta-feira (8) o relatório de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Global (WASDE).


O USDA divulgou ontem o relatório de vendas semanais para exportação dos EUA, com números abaixo do esperado para a soja e acima do esperado para o milho. Na semana encerrada no dia 25 de janeiro, as vendas de soja 2023/24 foram de apenas 164 mil toneladas, contra 561 mil da semana anterior e 668 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada as vendas de soja dos EUA somam 38,11 milhões de toneladas, contra 47,14 milhões do mesmo período da temporada 2022/23. As vendas 2024/25 foram de 1,3 mil toneladas, totalizando 157 mil toneladas na temporada futura.


As vendas de milho 2023/24 foram de 1,21 milhão de toneladas, contra 955 mil da semana anterior e 1,59 milhão do mesmo período de 2022. Na temporada 2023/24 as vendas de milho dos EUA somam 33,69 milhões de toneladas, contra 25,63 milhões do mesmo período da temporada anterior. As vendas 2024/25 foram de 144 mil toneladas, acumulando 1,27 milhão de toneladas na temporada futura.


O plantio de soja 2023/24 na Argentina está finalizado, segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. As condições das lavouras tiveram grande piora durante a última semana por conta do tempo quente e seco, com as lavouras em condições de cultivo de normal a excelente caindo de 92% para 86% e as em condições regulares/ruins subindo de 8% para 14%. As condições hídricas se deterioraram durante a última semana, com as lavouras em condições ótimas/adequadas recuando de 90% para 77%, enquanto as lavouras em condições regulares/seca subiram de 9% para 23%.


O plantio do milho 2023/24 na Argentina atingiu 98,4% dos 7,2 milhões de hectares projetados para esta safra. As altas temperaturas reduziram em 15,4 pontos percentuais as condições hídricas ótimas/adequadas. As lavouras em condições normais a excelentes caíram 5,2 pontos percentuais durante a última semana, para 89,3%.


O dólar opera estável frente a outras moedas antes do Payroll. O Departamento de Estatísticas Trabalhistas (BLS) divulga logo mais o relatório de empregos Payroll, que deve mostrar a criação de 187 mil postos de trabalho em janeiro, após criação de 216 mil em dezembro. A taxa de desemprego deve subir ligeiramente para 3,8%.


No Brasil o dólar opera próximo à estabilidade de olho no relatório de empregos nos EUA. Ontem a moeda recuou 0,45%, a R$ 4,9151. A produção industrial nacional cresceu 1,1% em dezembro de 2023 frente a novembro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Em relação a dezembro de 2022, a indústria avançou 1,0%, após quatro meses de crescimento nesta comparação: novembro (0,7%), outubro (0,2%), setembro (0,2%) e agosto (0,4%) de 2023. A média móvel trimestral em dezembro foi de 0,7%. Em 2023, a indústria acumulou variação de 0,2%, depois de acumular queda de 0,7% em 2022. No quarto trimestre de 2023, ante o mesmo período do ano anterior, a indústria acumulou alta de 1,1%. Ao avançar 1,1% em dezembro de 2023, frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, o setor industrial marcou o quinto mês consecutivo de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 2,5%. No resultado desse mês, verifica-se comportamento positivo de perfil disseminado, uma vez que três das quatro grandes categorias econômicas e 14 das 25 atividades industriais pesquisadas tiveram crescimento. Com esses resultados recentes, a produção industrial ultrapassa o patamar pré-pandemia (0,7% acima de fevereiro de 2020); mas ainda se encontra 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, no índice de média móvel trimestral, com o ganho de ritmo verificado nos últimos meses, o total da indústria, em dezembro de 2023, intensificou a trajetória ascendente iniciada em fevereiro de 2023.


As bolsas globais operam majoritariamente em alta com balanços trimestrais das empresas melhores do que o esperado.


Os futuros do petróleo caminham para fechar a semana em baixa com esperanças de cessar-fogo em Gaza.


O Banco da Inglaterra (BoE) manteve ontem os juros do Reino Unido inalterados em 5,25% ao ano. “O comitê continua preparado para ajustar a política monetária, conforme justificado pelos dados econômicos, para devolver a inflação à meta de 2% de forma sustentável. Continuará, portanto, a acompanhar de perto as indicações de pressões inflacionistas persistentes e de resiliência na economia como um todo, incluindo uma série de medidas da rigidez subjacente das condições do mercado de trabalho, do crescimento salarial e da inflação dos preços dos serviços. Nesta base, o comitê continuará a analisar durante quanto tempo a taxa bancária deverá ser mantida no seu nível atual”, disse o BoE em comunicado.


No Brasil, tempo chuvoso em parte do país até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo predominantemente estável até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.


Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-50

-34

Mar 24

-125

-107

Mai 24

-100

-88

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

13

20

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-10

-2

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

74

77

Mar

72

76

Abr

68

72

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

58

62

Mar

61

65

Abr

52

56

Espécies invasoras: os 5 piores casos no Brasil

Elas são o terror dos ambientalistas. Conheça cinco vezes em que espécies invasoras causaram grande estrago na fauna do Brasil

Por João Velozo, editado por Bruno Ignacio de Lima, Olhar Digital

Temidas por biólogos e ambientalistas, as espécies invasoras, muitas vezes resultados da expansão humana, representam um risco real para a biodiversidade e podem levar à extinção de diversas espécies. Uma espécie invasora é um organismo, seja animal, vegetal, ou microbiano, que é introduzido em um ecossistema fora de sua área de distribuição natural e que, uma vez estabelecido, ameaça a biodiversidade local, os ecossistemas e, por vezes, a saúde humana. Vamos conhecer cinco espécies invasoras que tem tirado o sono de ambientalistas no Brasil.

1. Capim-Colonião (Panicum maximum):


O capim-colonião, originário da África, foi introduzido no Brasil com a intenção inicial de servir como forragem para o gado. Contudo, essa espécie invasora rapidamente demonstrou uma capacidade excepcional de adaptação ao clima brasileiro, tornando-se uma presença dominante em pastagens e áreas naturais.

Seu crescimento descontrolado destrói a biodiversidade local, suprimindo o desenvolvimento de plantas nativas e impactando negativamente a cadeia alimentar local e todos os ecossistemas da região. Além disso, o capim-colonião competiu com outras espécies vegetais, desencadeando um desequilíbrio ecológico que afeta tanto a fauna quanto a flora brasileiras.

2. Percevejo-Marrom (Halyomorpha halys):


O percevejo-marrom (Halyomorpha halys), originário da Ásia, inadvertidamente encontrou no Brasil um ambiente propício para sua proliferação, demonstrando uma incrível capacidade de adaptação às condições locais. Este inseto invasor, acidentalmente introduzido, tornou-se uma ameaça para a agricultura brasileira devido à sua voracidade alimentar e à ampla variedade de culturas que ataca.

Com sua preferência por uma diversidade de plantas, incluindo soja, frutas e hortaliças, o percevejo-marrom compromete a produção agrícola, causando danos diretos às colheitas. Seu aparelho digestivo possui estruturas especializadas que injetam toxinas nas plantas. Impactando não apenas a quantidade, mas também a qualidade dos produtos cultivados. A capacidade do percevejo-marrom de se multiplicar rapidamente agrava ainda mais os danos.

3. Caramujo-Africano (Achatina fulica):


O caramujo-africano, originalmente introduzido no Brasil como uma alternativa alimentar, transformou-se em um problema ambiental e de saúde pública. Importado por restaurantes de diversas regiões do brasil, como substituto ao escargot, o caramujo nunca foi bem recebido pelo público brasileiro. Como resultado vários donos de restaurantes lançaram centenas de milhares de caramujos nos rios e lagos do brasil.

Originário da África, esse molusco invasor adaptou-se rapidamente às condições climáticas brasileiras, tornando-se uma presença invasiva em diversas regiões. Com uma grande capacidade reprodutiva, o caramujo-africano compete com espécies nativas por recursos, danifica plantações e se torna vetor de doenças, representando uma ameaça para a biodiversidade local e a saúde humana.

4. Carpas (Cyprinus carpio):

A introdução das carpas no Brasil para fins pesqueiros trouxe consigo consequências ambientais significativas. Originárias da Europa e Ásia, essas espécies invasoras estabeleceram-se em ecossistemas aquáticos brasileiros, competindo com peixes nativos por recursos e alterando a qualidade da água. Com um crescimento populacional rápido e impacto na flora e fauna aquáticas locais, as carpas tornaram-se uma ameaça à biodiversidade dos corpos d’água brasileiros. A gestão eficaz dessas populações invasoras torna-se essencial para preservar a integridade dos ecossistemas aquáticos e manter a diversidade biológica.

5. Javalis (Sus scrofa):

A introdução dos javalis na fauna brasileira, inicialmente motivada pela caça esportiva, revelou-se uma decisão desastrosa para os ecossistemas locais. Originários da Europa e Ásia, esses animais adaptaram-se rapidamente ao ambiente brasileiro, caracterizando-se por sua reprodução acelerada e falta de predadores naturais. Essa combinação de fatores resultou em danos significativos às plantações, competição agressiva com espécies nativas e perturbação dos ecossistemas locais.

Os javalis, ao revirarem o solo em busca de alimento, causam prejuízos às plantas e contribuem para o desequilíbrio ecológico em diversas regiões do Brasil. A gestão eficaz desses invasores torna-se crucial para preservar a biodiversidade, mitigar os impactos negativos na agricultura e restaurar a harmonia nos ecossistemas afetados.

Bônus:

Coral-Sol (Palythoa spp.):

Avistado na costa brasileira nos últimos anos o coral-sol, originário do Pacífico, emergiu como uma presença invasiva nos recifes do Atlântico, tornando-se um desafio significativo para os ecossistemas marinhos. Reconhecido cientificamente como Palythoa spp., esse cnidário é caracterizado por sua capacidade de crescimento rápido e reprodução eficiente.

A introdução não controlada do coral-sol resultou em impactos negativos, sufocando os corais nativos e competindo ferozmente por recursos essenciais. Seu crescimento desenfreado exemplifica como uma espécie invasora pode comprometer a saúde dos recifes de coral, afetando a diversidade marinha e desequilibrando ecossistemas cruciais. A gestão e controle cuidadosos são essenciais para conter a expansão do coral-sol e preservar a integridade dos recifes de coral, fundamentais para a saúde dos oceanos.

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