Bom dia, a Bolsa de Chicago opera mista nesta sexta-feira com a soja, derivados e milho dando sequência à recuperação das baixas recentes enquanto o trigo devolve parte da alta de quase 30 pontos do pregão de ontem.


O USDA divulga na próxima quinta-feira (9) o relatório de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Global (WASDE).

A Conab divulga, também na quinta-feira, o 3º Levantamento da Safra de Grãos 2021/22 do Brasil.

O USDA reportou hoje a venda de 164.100 toneladas de soja 2021/22 para destinos desconhecidos e 130.000 toneladas de soja 2021/22 para a China.

O USDA divulgou hoje o relatório de vendas semanais para exportação dos EUA, com números dentro do esperado para a soja e milho. Na semana encerrada no dia 25 de novembro, as vendas de soja 2021/22 dos EUA foram de 1,06 milhão de toneladas, contra 1,56 milhão da semana anterior e 340 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada as vendas de soja somam 37,17 milhões de toneladas, contra 52,27 milhões do mesmo período da temporada anterior.


As vendas de milho 2021/22 foram de 1,02 milhão de toneladas, contra 1,43 milhão da semana anterior e 1,37 milhão do mesmo período de 2020. Na temporada as vendas de milho dos EUA somam 35,43 milhões de toneladas, contra 38,29 milhões do mesmo período da temporada 2020/21.


O plantio de soja 2021/22 na Argentina atingiu 46,3% dos 16,5 milhões de hectares projetados para esta safra, segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. Na semana o avanço foi de 7 pontos percentuais. Na comparação com a safra anterior o plantio está 1,9 ponto percentual atrasado. As chuvas da última semana dificultaram o avanço da semeadura no centro da área agrícola.


O plantio do milho 2021/22 na Argentina atingiu 31,1% dos 7,3 milhões de hectares projetados, com avanço semanal de apenas 1,1 ponto percentual. As chuvas registadas nos últimos dias continuam a melhorar a condição hídrica do centro e do sul da área agrícola nacional porém impediram a entrada das máquinas nas lavouras.


O dólar opera com leve alta antes da divulgação do Payroll. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA subiu 28.000 pedidos na semana encerrada no dia 27 de novembro, para taxa sazonalmente ajustada de 222.000 pedidos, segundo o Departamento de Trabalho. A média móvel de 4 semanas recuou 12.250 pedidos, para 238.750, para o menor nível desde 14 de março de 2020.


No Brasil o dólar opera com leve baixa. Ontem a moeda recuou 0,21%, a R$ 5,6585. O Senado aprovou ontem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, com expectativa de liberação de R$ 106 bilhões no orçamento. Por conta das alterações no texto, entre elas tornar o Auxílio Brasil permanente, a proposta volta para ser votada na Câmara em dois turnos. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta semana que a solução encontrada pelo governo federal para bancar o Auxílio Brasil cobrou um preço muito grande em termos de credibilidade: “O que foi feito pra promover essa continuação do programa de auxílio, nós pagamos um preço em termos de credibilidade muito grande para um desvio fiscal que eu não acho que é tão grande. Mas existe uma percepção que a forma que foi feita abalou o arcabouço fiscal que existia”. Cálculo da Instituição Fiscal Independente vinculada ao Senado estima que a PEC dos Precatórios pode gerar uma “bola de neve” de R$ 850 bilhões em precatórios até 2026.


A produção industrial do Brasil caiu 0,6% em outubro frente a setembro, na série com ajuste sazonal, quinto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 3,7%, segundo o IBGE. Já em relação a outubro de 2020, na série sem ajuste sazonal, a indústria recuou 7,8% em outubro de 2021, intensificando as reduções de setembro (-4,0%) e agosto (-0,6%). No ano, a indústria acumula altas de 5,7%, no ano e, igualmente, de 5,7, em doze meses. O recuo de 0,6% da indústria em outubro, frente ao mês anterior, alcançou três das quatro das grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de indústrias extrativas (-8,6%) e produtos alimentícios (-4,2%), com a primeira voltando a recuar após avançar 2,2% no mês anterior, quando interrompeu três resultados negativos consecutivos e que acumularam perda de 2,5%; e a segunda intensificando a redução de 3,2% em setembro.


As bolsas globais operam em alta nesta sexta-feira.


Os futuros do petróleo seguem em alta recuperando parte do tombo recente. Ontem o WTI chegou a bater nos US$ 62,50 na mínima do dia, encerrando o pregão nos US$ 66,50.


Os setores industrial e de serviços da zona do euro medido pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto subiu para 55,4 em novembro, de 54,2 em outubro, segundo a Markit. A alta veio menor do que a esperado pelo mercado, que era para 55,8.


No Brasil, o tempo segue chuvoso no Centro-Norte até a próxima semana, enquanto a estiagem segue no Sul do país.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, tempo chuvoso em parte do país até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Nos EUA, tempo estável em boa parte das regiões produtoras de trigo durante o fim de semana.

Previsão de Precipitação EUA, 72 horas, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

125

135

Fev 22

45

50

Mar 22

30

40

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

115

125

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

180

200

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

80

84

Jan

75

80

Fev

66

70

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

74

78

Jan

70

73

Fev

73

77

Vulcanização excessiva causou extinção em massa há 450 milhões de anos

Por Rafael Arbulu, editado por André Lucena, Olhar Digital


O evento conhecido como “Extinção do Ordoviciano-Siluriano” foi causado por vulcanização excessiva de águas oceânicas, de acordo com novo estudo feito por cientistas das universidades de Oldenburg, Leeds e Plymouth.

O período Ordoviciano-Siluriano foi um momento de transição ocorrido entre 450 milhões e 440 milhões de anos atrás. À época, toda a vida na Terra estava confinada aos mares e animais terrestres só viriam a existir muitas eras depois. Aqui, graças à vulcanização excessiva das águas, tivemos o segundo maior evento de extinção em massa da história, onde algo entre 60% e 85% das espécies marinhas morreram.

Entende por “vulcanização” o efeito de grandes atividades vulcânicas em algum ambiente. Neste caso, “vulcanização oceânica” corresponde ao despejo de materiais como lava e cinzas de erupções de grande escala na água do mar. A salinidade da água reage quimicamente com o material vulcânico, levantando nuvens de gases nocivos, como enxofre e dióxido de carbono.

No período referido, esse efeito levou ao resfriamento extremo da Terra, culminando na glaciação planetária – nome dado ao congelamento de extensas faixas de terra e de mar, junto das alterações climáticas provenientes disso.

Já foi sugerido que o resfriamento global foi desencadeado por um aumento na taxa de fósforo nos oceanos”, disse o doutor Jack Longman, autor primário do estudo, baseado na Universidade de Oldenburg. “O fósforo é um dos elementos essenciais à vida, determinando o ritmo pelo qual organismos aquáticos minúsculos, como algas, podem usar a fotossíntese para converter dióxido de carbono em matéria orgânica”.

Segundo o especialista, esses organismos eventualmente foram para o piso oceânico, onde ficaram enterrados, efetivamente diminuindo os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, o que causa o resfriamento. A dúvida, porém, residia no fato de, entre a glaciação e a extinção em massa, existir um intervalo de 10 milhões de anos. “Tem que ter havido algum mecanismo específico para impulsionar o fornecimento de fósforo, o que é difícil de explicar”, disse o co-autor do estudo e professor adjunto na Universidade Southampton, o doutor Tom Gernon.

A dupla identificou dois grandes eventos vulcânicos coincidentes com os respectivos picos de glaciação e extinção. Um ocorrido no que hoje é a América do Norte, e o outro, no que hoje corresponde ao sul da China. Mas Gernon ressalta que somente isso não explica a dúvida, haja vista que erupções vulcânicas estão mais ligadas à liberação massiva de CO2 na atmosfera, o que traria o oposto efeito – o aquecimento global – à Terra, e não um resfriamento.

Eis que entra o terceiro autor do paper, o professor Martin Palmer, também de Southampton, para sanar essa dúvida: “quando material vulcânico é depositado nos oceanos, ele passa por uma profunda e rápida alteração química, o que inclui a liberação de fósforo, como se estivesse ‘fertilizando’ o oceano. Para nós, isso valia como uma hipótese viável e digna de testes”.

Junto da doutora Hayley Manners, da Universidade de Plymouth; e do doutor Benjamin Mills, da Universidade de Leeds, o time analisou amostras de camadas de cinzas vulcânicas em sedimentações marinhas bem mais jovens, para comparar seu teor de fósforo antes e depois de se modificarem pela interação com a água salgada.

A conclusão a que eles chegaram foi a de que a vulcanização excessiva trouxe a extinção por meio de uma cadeia linear de eventos: o depósito de massas vulcânicas (cinza e lava) nos oceanos, a reação disso com a água salgada liberando muito fósforo, essa liberação causando o resfriamento climático, esse resfriamento aumentando até desencadear a glaciação, a glaciação reduzindo os níveis de oxigênio nas águas e, por fim, a morte em massa dos organismos marinhos da época.

Com base nesses conhecimentos, os pesquisadores argumentam que, da mesma forma que erupções vulcânicas podem agravar o aquecimento global pela liberação massiva de CO2, elas também podem causar resfriamentos planetários em uma linha do tempo que contemple milhões e milhões de anos. Para o Dr. Longman, é provável que esse estudo sobre vulcanização excessiva leve à reavaliação de outros eventos de extinção em massa ao longo da história.

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