Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos acompanhando o dia de recuperação das bolsas globais.


O número de mortos causados pelo novo coronavírus (COVID-19) subiu para 11.113 hoje, de 9.785 até ontem, com 263.071 casos confirmados em 163 países e territórios. Desde ontem são quase 30.000 novos casos confirmados. O número de recuperados da pneumonia causada pelo vírus subiu para 87.351 hoje, de 84.960 até ontem.

No Brasil, o número de casos de COVID-19 subiu para 654 hoje, de 534 até ontem, em 23 estados e Distrito Federal, segundo as secretarias estaduais de Saúde e do Hospital Albert Einstein. Último balanço oficial do Ministério da Saúde aponta 621 casos. Estados do Amapá e do Mato Grosso registram primeiros casos. O número de mortos chegou a 7 no Brasil.

O USDA reportou hoje a venda de 756 mil toneladas de milho 2019/20 e 340 mil toneladas de trigo vermelho duro 2020/21 para a China. Foi reportado também a venda de 110 mil toneladas de soja 2019/20 para destinos desconhecidos.

O USDA divulgou ontem o relatório de vendas semanais para exportação dos EUA, com números dentro do esperado para a soja e milho. Na semana encerrada no dia 12 de março, as vendas de soja 2019/20 foram de 632 mil toneladas, contra 303 mil da semana anterior e 317 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, as vendas somam 35 milhões de toneladas, contra 41,42 milhões do mesmo período da temporada anterior. As vendas futuras foram de 70 mil toneladas, acumulando 414 mil toneladas na temporada 2020/21.


As vendas para exportação de milho 2019/20 dos EUA foram de 905 mil toneladas, contra 1,47 milhão da semana anterior e 856 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, as vendas de milho somam 29,02 milhões de toneladas, contra 42,35 milhões do mesmo período da temporada 2018/19. As vendas 2020/21 foram de 56 mil toneladas, acumulando 1,66 milhão de toneladas na temporada futura.


Começou a colheita da soja 2019/20 na Argentina, com produtividades irregulares e paralisações por conta de temporais, segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. A estimativa de produção se mantém em 52 milhões de toneladas, sem descartar futuros cortes assim que a colheita ganhar ritmo. A colheita do milho avançou 6,9 pontos perncentuais durante a última semana, alcançando 13,6% dos 6,3 milhões de hectares cultivados nesta safra. A estimativa de produção segue em 50 milhões de toneladas.

O dólar recua frente a outras moedas, realizando as altas recentes. O Federal Reserve anunciou hoje uma ação coordenada com os bancos centrais do Canadá, Inglaterra, Japão, Europa e Suíça para garantir a oferta de liquidez por meio de operações de swap cambial diárias pelo menos até o fim de abril.


As vendas de casas usadas nos EUA subiram 6,5% em fevereiro, para taxa anual ajustada sazonalmente de 5,77 milhões de unidades, o nível mais alto desde fevereiro de 2007, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA (NAR).


No Brasil o dólar segue em baixa, abaixo dos R$5,00. Ontem a moeda recuou 1,88%, a R$5,0978. O Senado aprovou hoje, por meio de sessão remota, o decreto de calamidade pública, isentando o governo de cumprir a cumprir a meta de resultado primário deste ano, que previa um déficit de R$ 124,1 bilhões. Estimativas apontam que o rombo nas contas públicas deva chegar aos R$ 200 bilhões neste ano por conta dos efeitos do COVID-19. A Fundação Getulio Vargas (FGV) estimou hoje que a economia brasileira poderá ter contração de 4,4% em 2020 sob efeito dos impactos da crise do coronavírus, com riscos de a atividade ainda sentir efeitos negativos significativos até 2023. O Bank of America (BofA) estimou hoje que o PIB do Brasil terá contração de 0,5% em 2020, ante expectativa de crescimento de 1,5%. As vendas do varejo brasileiro recuam 4,6% em março ante fevereiro, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). A análise leva em conta o desempenho do varejo até 18 de março em comparação com o mesmo período de fevereiro.


As bolsas globais sobem recuperando parte das baixas da semana.


Os futuros do petróleo voltam a recuar após correção de mais de 20% ontem.


No Brasil, tempo chuvoso no Centro-Norte do país até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, chove na região central do país até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

50

65

Mai

38

50

Jun

35

45

Jul

45

53

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

-11

-6

Mai

-14

-10

Jun

-19

-14

Jul

-20

-15

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-40

70

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

51

59

Mai

53

59

Jun

54

60

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

54

62

Mai

52

60

Jun

51

60

Bala de canhão quebra Ryugu e faz novas descobertas sobre o asteroide

Vinicius Szafran, editado por Fabiana Rolfini, Olhar Digital


Sonda japonesa Hayabusa2 lançou uma bala de canhão de cobre de 2 kg, um pouco maior que uma bola de tênis, a cerca de 4.400 km/h

Uma descoberta japonesa está lançando luz sobre o tipo mais comum de asteroide no Sistema Solar, de acordo com um novo estudo publicado na revista Science. A revelação veio após uma sonda japonesa fragmentar parte do corpo celeste usando uma bala de canhão.

Três quartos dos asteroides que conhecemos são compostos por rochas carbonáceas, ou rochas do tipo C. Essas rochas são relíquias dos princípios do Sistema Solar. Segundo pesquisas anteriores, elas contêm material primordial da nebulosa que deu à luz o Sol e seus planetas há cerca de 4,6 bilhões de anos. Para entender a formação planetária, o estudo desses asteroides é fundamental.

A fim de compreender melhor sobre os asteroides tipo C, a JAXA (agência espacial japonesa) enviou a sonda Hayabusa2 para Ryugu, um corpo celeste de 850 metros de largura próximo à Terra. Seu nome refere-se a um castelo mágico subaquático de um conto popular japonês, e significa “palácio do dragão”.

A sonda chegou a Ryugu em 2018, primeiro para digitalizá-lo enquanto orbitava o asteroide e implantar vários veículos móveis em solo. Assim, os cientistas descobriram que Ryugu é uma pilha de entulho muito porosa, com cerca de 50% de espaço vazio.

Para esclarecer a composição e estrutura de Ryugu, a Hayabusa2 lançou uma bala de canhão de cobre de 2 kg, um pouco maior que uma bola de tênis, a cerca de 4.400 km/h. O impacto criou uma cratera artificial e expôs material intocado sob a superfície do asteroide para análise remota e levantou uma nuvem de material ejetado. As câmeras da sonda registraram o momento.


A quantidade e tamanho das crateras de asteroides como esse podem ajudar os pesquisadores a estimar a idade e as propriedades de suas superfícies. Essas análises se baseiam em modelos da formação dessas crateras, e dados de impacto artificiais, como o causado pela Hayabusa2, podem ajudar a testar esses modelos.

Impacto profundo

A bala de canhão, chamada de Small Carry-on Impact (SCI), abriu uma cratera de 0,6 metros de profundidade e 14,5 metros de largura, com uma borda elevada e um poço cônico central de três metros de largura. Segundo os cientistas, a cratera foi sete vezes maior do que se esperaria de um evento similar na Terra.

A cratera superficial tinha formato semicircular e a cortina de poeira era assimétrica, sugerindo que havia uma grande rocha enterrada perto do local do impacto. Essa conclusão corresponde à imagem que os pesquisadores tinham de Ryugu.

As características apresentadas sugerem que o crescimento de uma cratera é limitado pela gravidade do asteroide, não pela força da superfície da rocha espacial. Isso, por sua vez, mostra que Ryugu tem uma superfície relativamente fraca, como areia solta.

Tais descobertas sugerem que o asteroide tem cerca de 8,9 milhões de anos, enquanto outros modelos estimavam cerca de 158 milhões de anos. No geral, embora Ryugu seja feito de materiais com até 4,6 bilhões de anos, o asteroide pode ter se unido aos restos de outros corpos celestes há apenas 10 milhões de anos, ainda de acordo com a pesquisa.

Via: Space.com

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