Bom dia, a Bolsa de Chicago recua com o mercado ainda repercutindo o relatório do USDA da sexta-feira e com pressão do financeiro após dados fracos na China aumentarem os temores de uma recessão global.


O USDA divulgou na sexta-feira o relatório de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Global (WASDE), surpreendendo o mercado com maior produção e estoques finais de soja 2022/23 dos EUA. Enquanto o mercado aguardava uma leve redução na produtividade e produção da soja, o USDA elevou a estimativa de produção de soja 2022/23 de 51,5 para 51,9 bushels por acre (3,49 toneladas por hectare), elevando a produção final de 122,61 milhões para 123,3 milhões de toneladas. Com isso os estoques finais passaram de 6,27 milhões para 6,66 milhões de toneladas. Já no milho os números vieram de acordo com o esperado, reduzindo a produtividade 2022/23 de 177 para 175,4 bushels por acre (11 toneladas por hectare), a produção total caindo de 368,44 milhões para 364,73 milhões de toneladas e os estoques finais passando de 37,33 milhões para 35,27 milhões de toneladas.


Na safra do Brasil o USDA praticamente não fez alterações, reduzindo somente a estimativa de exportação de soja 2021/22 em 1 milhão de toneladas, para 80 milhões de toneladas.


As condições das lavouras de soja 2022/23 dos EUA tiveram piora de 1 ponto percentual durante a última semana, para 58% boas/excelentes, contra 57% do mesmo período do ano passado, segundo o USDA. As lavouras em condições ruins/péssimas subiram de 11% para 12%. A formação de vagens atingiu 74% das lavouras, contra 80% do mesmo período de 2021 e 77% da média dos últimos 5 anos.


As condições das lavouras de milho 2022/23 dos EUA também tiveram piora de 1 ponto percentual durante a última semana, para 57% boas/excelentes, contra 62% do mesmo período do ano passado. O estádio de grão farináceo duro (R5) atingiu 16%, contra 20% de 2021 e 20% da média.


A colheita do milho 2021/22 no Mato Grosso está praticamente finalizada, com 99,97% colhido, contra 98,88% do mesmo período do ano passado e 99,22% da média dos últimos 5 anos, segundo o IMEA.


O dólar segue em alta frente a outras moedas com os investidores buscando proteção em ativos mais seguros.


No Brasil ontem a moeda subiu 0,38%, a R$ 5,0916, acompanhando o exterior. O Banco Central divulgou ontem o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de menor inflação e maior crescimento da economia para este ano. As instituições financeiras reduziram de 7,11% para 7,02% a expectativa para a inflação deste ano e elevaram de 1,98% para 2% a expectativa para o crescimento do PIB. O dólar deve encerrar o ano em R$5,20 e a meta da Selic em 13,75% ao ano. Para 2023 a expectativa para a inflação subiu de 5,36% para 5,38% e a expectativa para o crescimento da economia passou de 0,40% para 0,41%. O dólar deve encerrar o próximo ano em R$5,20 e a meta da Selic em 11%.


As bolsas globais operam próximo sem sentido definido, próximo à estabilidade.


Os futuros do petróleo seguem em baixa após dados fracos na China.


O Banco Central da China reduziu ontem em 1 ponto percentual a taxa referencial de empréstimo, para 2,75%, em uma medida para tentar reanimar a economia do país, que mostrou desaceleração inesperada em julho.


No Brasil, tempo chuvoso no Centro-Sul nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo predominantemente estável nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Nos EUA, tempo chuvoso em boa parte do país nesta semana.

Previsão de Precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

250

260

Out 22

195

205

Dez 22

110

125

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

200

210

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

250

270

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

195

200

Set

165

172

Out

122

130

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

120

125

Out

103

107

Nov

102

106

Fazer oxigênio com ímãs pode ajudar os astronautas a respirar mais facilmente

Por Ademilson Ramos, Engenharia É


Uma maneira potencialmente melhor de produzir oxigênio para astronautas no espaço usando magnetismo foi proposta por uma equipe internacional de cientistas, incluindo um químico da Universidade de Warwick.

A conclusão é de uma nova pesquisa sobre separação de fases magnética em microgravidade publicada no npj Microgravity por pesquisadores da Universidade de Warwick no Reino Unido, Universidade do Colorado Boulder e Freie Universität Berlin na Alemanha.

Manter os astronautas respirando a bordo da Estação Espacial Internacional e outros veículos espaciais é um processo complicado e caro. À medida que os humanos planejam futuras missões à Lua ou a Marte, será necessária uma tecnologia melhor.

O autor principal Álvaro Romero-Calvo, um recente Ph.D. graduado pela University of Colorado Boulder, diz que “na Estação Espacial Internacional, o oxigênio é gerado usando uma célula eletrolítica que divide a água em hidrogênio e oxigênio, mas então você tem que tirar esses gases do sistema. Uma análise relativamente recente de um pesquisador da NASA Ames concluiu que adaptar a mesma arquitetura em uma viagem a Marte teria penalidades de massa e confiabilidade tão significativas que não faria sentido usar.”

Dr. Katharina Brinkert do Departamento de Química da Universidade de Warwick e Centro de Tecnologia Espacial Aplicada e Microgravidade (ZARM) na Alemanha diz que “a separação de fases eficiente em ambientes gravitacionais reduzidos é um obstáculo para a exploração espacial humana e conhecido desde os primeiros voos para o espaço na década de 1960. Esse fenômeno é um desafio particular para o sistema de suporte à vida a bordo da espaçonave e da Estação Espacial Internacional (ISS), pois o oxigênio para a tripulação é produzido em sistemas eletrolisadores de água e requer a separação do eletrodo e do eletrólito líquido.”

A questão subjacente é a flutuabilidade.

Imagine um copo de refrigerante com gás. Na Terra, as bolhas de CO2 flutuam rapidamente para o topo, mas na ausência de gravidade, essas bolhas não têm para onde ir. Em vez disso, eles ficam suspensos no líquido.

A NASA atualmente usa centrífugas para forçar a saída dos gases, mas essas máquinas são grandes e exigem massa, potência e manutenção significativas. Enquanto isso, a equipe realizou experimentos demonstrando que os ímãs poderiam alcançar os mesmos resultados em alguns casos.

Embora as forças diamagnéticas sejam bem conhecidas e compreendidas, seu uso por engenheiros em aplicações espaciais não foi totalmente explorado porque a gravidade dificulta a demonstração da tecnologia na Terra.

Entre no Centro de Tecnologia Espacial Aplicada e Microgravidade (ZARM) na Alemanha. Lá, Brinkert, que tem pesquisas em andamento financiadas pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR), liderou a equipe em testes experimentais bem-sucedidos em uma instalação especial de torre de queda que simula condições de microgravidade.

Aqui, os grupos desenvolveram um procedimento para separar bolhas de gás de superfícies de eletrodos em ambientes de microgravidade gerados por 9,2s na Bremen Drop Tower. Este estudo demonstra pela primeira vez que as bolhas de gás podem ser ‘atraídas’ e ‘repelidas’ de um simples ímã de neodímio em microgravidade, imergindo-o em diferentes tipos de solução aquosa.

A pesquisa pode abrir novos caminhos para cientistas e engenheiros que desenvolvem sistemas de oxigênio, bem como outras pesquisas espaciais envolvendo mudanças de fase líquido-gás.

Dr. Brinkert diz que “esses efeitos têm consequências tremendas para o desenvolvimento de sistemas de separação de fases, como para missões espaciais de longo prazo, sugerindo que a produção eficiente de oxigênio e, por exemplo, hidrogênio em sistemas de (foto-)eletrolisadores de água pode ser alcançado mesmo na quase ausência da força de empuxo.”

O professor Hanspeter Schaub, da Universidade do Colorado Boulder, diz que “após anos de pesquisa analítica e computacional, poder usar essa incrível torre de queda na Alemanha forneceu uma prova concreta de que esse conceito funcionará no ambiente espacial zero-g”.

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