Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos na volta do feriado nos EUA, recuperando parte das baixas registradas na sexta-feira após os relatórios do USDA.


Segundo o relatório semanal do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da ESALQ), “em queda neste início de 2024, os preços da soja voltaram aos patamares observados em 2020. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado à desvalorização externa, ao recuo nos prêmios de exportação da oleaginosa no Brasil e à menor demanda internacional, sobretudo da China. Além disso, a pressão também vem de estimativas indicando aumento na produção da América do Sul na safra 2023/24, embora esses dados contrariem a expectativa de muitos agentes, que acreditam em expressiva redução na oferta, tendo em vista os impactos do clima desfavorável sobre as lavouras brasileiras; Pressionadas pelo avanço da colheita da safra verão e sobretudo pela menor demanda, as cotações do milho caíram nos últimos dias. Além disso, a desvalorização externa reduziu a paridade de exportação, reforçando as quedas dos preços domésticos. Segundo pesquisadores do Cepea, compradores esperam que a entrada da safra de verão limite novas altas, enquanto muitos vendedores acreditam em recuperação nos próximos meses – de fato, os contratos negociados na B3 apontam valores médios próximos de R$ 70/saca de 60 kg para o segundo semestre. Vale lembrar que a produção brasileira deve ser menor na atual temporada, tendo em vista as adversidades climáticas enfrentadas durante a safra verão e a perspectiva de redução na área semeada em 2023/24. No entanto, voltou a chover em parte das regiões, gerando expectativas de certa recuperação nas condições das lavouras.”

A colheita de soja 2023/24 no Brasil atingiu 2,38% até a última sexta-feira, no ritmo mais adiantado desde 2017, segundo a consultoria Pátria Agronegócios. No mesmo período do ano passado a colheita estava em 1,68% e em 1,10% na média dos últimos cinco anos, “Apesar do plantio lento, a colheita se mostra acelerada no Mato Grosso”, disse o diretor da consultoria, Matheus Pereira.

A colheita de soja 2023/24 no Mato Grosso atingiu 6,46% até sexta-feira, contra 2,38% do mesmo período do ano passado e 2,95% da média dos últimos 5 anos, segundo o IMEA.


O dólar opera em alta frente a outras moedas com o aumento dos rendimentos do tesouro dos EUA enquanto os traders aguardam para ouvir comentários de vários dirigentes do Federal Reserve esta semana para avaliar melhor a trajetória da política monetária do banco central. Expectativa na noite de hoje para os dados econômicos da China, com o PIB e vendas no varejo em destaque.


No Brasil o dólar sobe acompanhando o exterior. Ontem a moeda subiu 0,18%, a R$ 4,8657, em dia de liquidez reduzida por conta do feriado nos EUA. O Banco Central divulgou ontem o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de menor inflação para este ano. As instituições financeiras reduziram a expectativa para a inflação deste ano, que passou de 3,90% para 3,87%. A expectativa para o crescimento da economia ficou inalterada em 1,59%. O dólar deve encerrar este ano em R$4,95 e a meta da taxa Selic em 9% ao ano. A expectativa é de que a balança comercial registre superavit de US$ 75 bilhões em 2024, contra projeção de US$ 94,4 bilhões do governo. O investimento direto no Brasil deve alcançar US$ 65 bilhões em 2024 e a dívida líquida do setor público chegue a 64,25% do PIB. Para 2025 as expectativas ficaram inalteradas, com a inflação em 3,5%, crescimento do PIB em 2%, dólar em R$5,00 e a Selic em 8,5%. Em 2025, a superavit da balança comercial deve recuar para US$68,5 bilhões, com os investimentos diretos no país subindo a US$70 bilhões. A dívida líquida do setor público também deve crescem em relação à 2024, para 66,55% do PIB.


As bolsas globais recuam com o fortalecimento no rendimento dos títulos do tesouro dos EUA.


Os futuros do petróleo sobem com o aumento das tensões no Oriente Médio. O grupo rebelde Houthis do Iêmen disse ontem que expandirá seus alvos na região do Mar Vermelho para incluir navios dos EUA e que manterá os ataques após os ataques liderados pelos EUA no Iêmen.


No Brasil, tempo predominantemente estável hoje.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.



Na Argentina, o tempo segue chuvoso em boa parte do país nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.


Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Fev 24

-88

-62

Mar 24

-88

-68

Mai 24

-77

-60

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

13

20

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-10

-2

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

74

77

Fev

72

76

Mar

68

72

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

58

62

Fev

61

65

Mar

62

66

A dança cósmica da Lua em um fantástico vídeo da NASA

Além de um detalhado e fiel retrato da Lua a cada hora durante todo esse ano, o vídeo também exibe em textos e gráficos

Por Marcelo Zurita, editado por Bruno Capozzi, Olhar Digital


https://www.youtube.com/watch?v=dyDIogWH9uE

Poucas coisas são mais prazerosas na vida do que bailar nos braços da amada. E ela, sempre linda, sempre nos mirando hipnoticamente nos atrai com sua beleza, seus mistérios e sua intangibilidade. A Lua, apesar do fascínio que exerce em toda a humanidade, é uma conquista reservada à poucos. Mas felizmente, podemos contemplar toda a beleza e complexidade dessa dança cósmica através de um vídeo disponibilizado todos os anos pela agência espacial americana.

Além de um detalhado e fiel retrato de como nossa companheira espacial se apresenta para nós a cada hora durante todo esse ano, o vídeo também exibe em textos e gráficos, os dados detalhados sobre a iluminação, tamanho aparente, inclinação e distância da Lua ao longo do ano. O vídeo é produzido a partir de imagens e dados obtidos pelo LRO, o Lunar Reconnaissance Orbiter.

O LRO é uma sonda robótica da NASA que orbita a Lua há 15 anos, coletando imagens em alta definição e dados detalhados da sua superfície. Esses dados serão essenciais para o planejamento das futuras missões que levarão os próximos humanos a conquistar nossa companheira nesta dança cósmica. A partir desses dados foi possível criar uma modelagem tridimensional da superfície da Lua com uma fidelidade impressionante, o que nos permite ter essa visão incrível como se observássemos o astro diuturnamente durante todo o ano.

Primeiramente, percebemos que o tamanho aparente da Lua varia constantemente. Isso ocorre devido ao seu movimento de revolução, que é o que a Lua faz ao redor da Terra. A órbita da Lua ao redor da Terra é elíptica e por isso, há um momento em que ela está mais próxima, aparecendo maior no céu. Esse momento é chamado de perigeu e o momento em que o afastamento da Terra é maior, é conhecido como apogeu.

Nós podemos ver isso no gráfico em forma de barra que aparece por trás da Lua. Esse gráfico mostra a Terra e a Lua em escala de tamanho e distância. Veja que a distância varia entre aproximadamente 28 e 32 diâmetros terrestres ao longo de cada revolução.

É interessante notar que a face da Lua que nós vemos é sempre a mesma, como se ela nunca nos virasse as costas. Isso ocorre porque o período de rotação da Lua em torno de si mesma é o mesmo período de revolução em torno da Terra. Esse fenômeno, chamado de acoplamento de maré, ocorre em consequência da força gravitacional entre os dois corpos, que funciona como os braços que guiam a nossa parceira de dança. Só que a rotação da Terra também está sendo freada nesse abraço cósmico. Provavelmente, no futuro a Terra também estará acoplada à Lua e quando isso ocorrer, os dias terão umas 700 horas e ninguém vai poder reclamar da falta de tempo!

Mas ao contrário de muitos astrônomos apaixonados pela Lua, nossa bela companheira tem um rebolado envolvente. Devido à inclinação e ao formato da sua órbita, vemos a Lua de ângulos ligeiramente diferentes ao longo de um mês. E quando um mês é comprimido em apenas 24 segundos, como nesta animação, a nossa perspectiva faz com que a Lua pareça estar rebolando na sua apresentação solo em nosso salão cósmico. Esse rebolado é chamado cientificamente de “libração”.

O gráfico abaixo e à esquerda mostra justamente o movimento de libração da Lua. Nele também aparece o ponto subsolar e o subterrestre, onde o Sol e a Terra estão diretamente acima, quando vistos da Lua. O ponto subterrestre, em azul, é também o centro aparente do disco lunar quando observado da Terra. Já o ponto subsolar influencia diretamente na iluminação da Lua, o que determina suas fases.

A variação na iluminação da Lua também favorece a observação de diferentes feições do seu relevo a cada dia. As crateras, picos e vales que ficam próximo ao terminador da sombra, recebem a luz solar de forma mais rasa, projetando longas sombras na superfície. Por isso, em seu gráfico principal, os nomes dessas feições são adicionados, pois certamente serão alvo dos astrônomos amadores de todo o planeta. Além disso, também são exibidos os locais de pouso das 6 missões Apollo que levaram até lá os únicos 12 seres humanos que conquistaram nossa amada Lua entre 1969 e 1972.

Por fim, o gráfico acima e à esquerda apresenta a órbita da Lua vista “de cima”. Ele mostra a posição da Lua durante o ano. O plano orbital lunar é inclinado em relação ao plano da eclíptica, que é o plano orbital da Terra. Na metade azul clara desse gráfico a nossa companheira está acima da eclíptica, e na parte mais escura, abaixo. Os momentos em que ela cruza a eclíptica, são onde podem ocorrer os eclipses solares, se o Sol estiver na mesma direção, ou lunares, se estiver na direção oposta à Lua.

A direção do Sol pode ser vista na seta amarela do gráfico e na iluminação da Terra e da Lua. Também são marcados os momentos em que a Lua passa pelo perigeu e apogeu. E se você quer saber quando será a próxima superlua, é só ver em qual momento a Lua passa pelo Perigeu com o Sol na direção oposta a ela.

Todos os passos dessa magnífica dança entre nosso planeta e nossa companheira no Universo, podem ser vistos nessa fantástica animação divulgada pela NASA. Como um belo convite para que você também possa contemplar e entender todos os movimentos deste exuberante baile cósmico do qual temos o prazer de presenciar todas as noites. E então, vamos ver a Lua?

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