Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera mista com a soja em alta recuperando parte da queda da véspera enquanto o milho e trigo seguem recuando com preocupações sobre a China no radar.


A colheita de soja 2021/22 nos EUA atingiu 6% até domingo, contra 5% do mesmo período de 2020 e 6% da média dos últimos 5 anos, segundo o USDA. A perda de folhas atinge 58% das lavouras, contra 56% de 2020 e 48% da média. As condições das lavouras tiveram leve melhora durante a última semana, com as lavouras em condições boas/excelentes passando de 57% para 58%.


A colheita do milho 2021/22 nos EUA atingiu 10%, com avanço semanal de 6 pontos percentuais, contra 8% do mesmo período de 2020 e 9% da média. As condições das lavouras de milho também tiveram melhora de 1 ponto percentual durante a última semana, para 59% boas/excelentes.


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 0,376 bilhão e corrente de comércio de US$ 10,446 bilhões na 3ª semana de Setembro de 2021, resultado de exportações no valor de US$ 5,411 bilhões e importações de US$ 5,035 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 14,468 bilhões e as importações, US$ 12,061 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,408 bilhões e corrente de comércio de US$ 26,529 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 203,408 bilhões e as importações, US$ 148,889 bilhões, com saldo positivo de US$ 54,519 bilhões e corrente de comércio de US$ 352,297 bilhões.


As exportações brasileiras de soja somam 3,24 milhões de toneladas em setembro, até a 3a semana, contra 4,26 milhões de todo o mês de setembro de 2020. A média diária de exportações está em 270 mil toneladas, contra 203 mil do mesmo período do ano passado. As exportações de milho somam 1,7 milhão de toneladas, contra 6,37 milhões de setembro de 2020. A média diária de exportações está em apenas 141 mil toneladas, contra 303 mil do ano anterior.


O número de mortos em todo o mundo causados pelo novo coronavírus (Covid-19) subiu para 4.703.434 hoje, de 4.695.184 até ontem, com 229.241.384 casos confirmados. Desde ontem são quase 500.000 novos casos confirmados. Em todo o mundo já foram administradas 5.957.819.430 vacinas.


No Brasil, o número de casos de COVID-19 subiu para 21.247.667 hoje, de 21.239.783 até ontem, segundo o consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O número de mortos chegou a 590.955, de 590.752 até ontem. O número de pacientes recuperados somam 20.230.891, de 20.253.273 do dia anterior. Balanço da vacinação contra Covid-19 aponta que o Brasil já aplicou a primeira dose da vacina em 142.115.868 pessoas, o que representa 66,62% da população brasileira, e 81.158.244 pessoas (38,05% da população do país) já estão completamente imunizadas com a segunda dose ou com a dose única.


O dólar opera próximo à estabilidade frente a outras moedas. Começou hoje a reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve para a decisão de política monetária. Os investidores estão preocupados que o banco central sinalize que está pronto para começar a retirar o estímulo monetário em meio ao aumento da inflação e melhoria no mercado de trabalho nos EUA.


No Brasil o dólar recua após a alta de ontem. Ontem a moeda subiu 0,87%, a R$ 5,3327. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje a reunião de dois dias para a decisão dos juros, com expectativa de alta de 1 ponto percentual na meta da Selic, para 6,25% ao ano. Os membros do Copom também sinalizaram, na ata da última reunião, que devem manter a elevação da Selic no mesmo patamar de 1 ponto percentual, mantendo uma política monetária mais contracionista diante da piora recente dos índices de preços.


As bolsas globais operam em alta após o tombo da véspera em dia de aversão ao risco com receio de que um calote da gigante chinesa Evergrande. No Brasil o Ibovespa retoma os 110 mil pontos.


Os futuros do petróleo também sobem recuperando parte da baixa de ontem.


No Brasil, tempo estável amanhã.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.



Na Argentina, tempo predominantemente estável nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Nos EUA, tempo chuvoso no Leste do país amanhã.

Previsão de Precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

230

240

Out

230

240

Fev 22

45

55

Mar 22

25

35

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

120

130

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

180

200

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

78

85

Out

82

77

Nov

86

93

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

78

85

Dez

72

77

Jan

70

75

Crise na Evergrande: por que o mercado está em alerta e quais as possíveis consequências para o Brasil e o mundo

Conglomerado de construção civil tem dívida de US$ 300 bilhões e dá indícios que pode dar calote, comprometendo mercado de commodities, bancos e todo o financiamento da economia chinesa.

Por Raphael Martins, G1


O mercado financeiro global abriu a segunda-feira (20) em derretimento com notícias preocupantes do grupo de construção chinês Evergrande, levantando preocupações com um possível “alerta de quebradeira” na China – e no mundo.

A reportagem responde abaixo as seguintes perguntas:

Quem é a Evergrande?

O que está acontecendo com a empresa?

Como começou a crise?

Quais os efeitos de um possível calote da Evergrande?

O que pode acontecer agora?

Quais as consequências para o Brasil?

1. Quem é a Evergrande?

A empresa é segunda maior do imenso mercado chinês, a ponto de fazer parte da lista Global 500, da revista Fortune, que reúne as maiores companhias do mundo em receita.

A Evergrande foi fundada em 1996 e alcançou a prosperidade no mercado imobiliário. A empresa assina projetos de construção em 280 cidades, tem uma subsidiária no mercado de veículos elétricos, uma empresa de mídia, um parque de diversões e um time de futebol, o Guangzhou Evergrande.

2. O que está acontecendo com a empresa?

A expansão da Evergrande foi patrocinada por um endividamento sem precedentes. A empresa tem mais de US$ 300 bilhões em débitos abertos, com juros rolando acima da capacidade de pagamento.

Dívida alta costuma ser característica comum em empresas de construção pela própria natureza do negócio. É necessário colocar dinheiro à frente para financiar projetos e aguardar o recebimento aos poucos, conforme os compradores financiam seus imóveis.

A Evergrande, contudo, esticou demais o comprometimento de caixa e a crise mundial causada pela pandemia abalou o faturamento previsto.

3. Como começou a crise?

O primeiro sinal de que havia desajuste aconteceu em agosto do ano passado, quando a construtora pediu socorro ao governo de Guandong (onde está sediada), pois não teria fundos para pagar dívidas com vencimento em janeiro. Um dos grandes investidores da empresa capitaneou o alívio e esticou o prazo de pagamento de US$ 13 bilhões.

Ainda assim, a crise de solvência seguiu. A empresa chegou a desenhar um plano para cortar US$ 100 bilhões da dívida até meados de 2023, mas até agosto havia cortado apenas US$ 8 bilhões. A agência de classificação de risco Fitch diz que algum tipo de calote é “provável”.

A situação chegou ao ponto de, segundo o jornal The New York Times, a empresa “forçar” os próprios funcionários a fazerem empréstimos de curto prazo em setembro deste ano para garantir o pagamento de bônus ao fim de 2021.

Neste sábado, a empresa disse em uma postagem do WeChat que os investidores interessados ​​em resgatar produtos de gestão de fortunas com ativos físicos devem entrar em contato com seus consultores de investimento ou visitar escritórios locais.

4. Quais os efeitos de um possível calote da Evergrande?

Listada na bolsa de Hong Kong, a empresa já perdeu quase 85% do seu valor de mercado. A queda no último pregão, desta segunda, foi de 10%. E o risco de calote de um grupo gigante de construção gera uma série de ameaças, tanto à economia chinesa como aos mercados internacionais.

Em resumo, os primeiros efeitos seriam os seguintes:

A maior parte dos enormes empréstimos tomados pela Evergrande saiu de bancos e instituições financeiras chinesas. Um calote generalizado no setor pode causar insolvência de todo o sistema chinês de financiamento;

Um prejuízo ao financiamento de empresas chinesas pode causar paralisação de atividade em todo o mundo, mais grave ainda nos principais parceiros comerciais do país;

A construção civil é um dos motores de emprego e de retomada da economia chinesa após a pandemia do coronavírus no último ano e meio;

O setor é um dos principais consumidores de commodities, como minério de ferro, cobre, entre outros materiais. Um baque nas cotações internacionais pode impactar países emergentes e exportadores desses produtos, inclusive o Brasil.

5. O que pode acontecer agora?

Para analistas de mercado consultados pelo G1, são dois os aspectos em que o mundo estará atento nos próximos dias. Primeiro, como será (se houver) o plano de resgate da empresa e qual será o impacto nos bancos financiadores e nos setores adjacentes na economia chinesa.

A construção civil responde por cerca de 7% do PIB do país e chega a quase 25% contando fornecedores e indiretos. Tem sido uma máquina de crescimento da China e de mercados globais”, diz Luís Sales, estrategista-chefe da Guide Investimentos.

O analista afirma que há ainda uma crise de confiança causada pelo caso Evergrande, em que a disposição de negociar cai. Estima-se que a empresa tenha mais de 1,4 milhão de imóveis em construção, que podem nunca ser entregues.

E que, como a empresa tem um enorme estoque de ativos que precisarão ser liquidados às pressas — que vão de terrenos a casas não vendidas, passando pelo estádio de seu clube de futebol —, haverá uma pressão de desvalorização geral no setor.

O preço de imóveis cai, isso desvaloriza garantias dadas por hipotecas, os bancos vão segurar crédito e ainda não há sinais de uma intervenção forte do governo. Entramos em um estado de crise, em que cada dia conta”, diz Sales.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetava alta de 8,1% do PIB chinês em 2021, segundo maior avanço entre os países analisados para este ano. Um espalhamento da crise da Evergrande pode colocar não só esse número em revisão, como de toda a cadeia global.

É um risco sistêmico. A empresa é tão grande que impacta toda a cadeia. É um risco de quebra de várias empresas do mercado”, diz Renato Breia, sócio da Nord Research.

Toda a situação da Evergrande cria um dilema especial ao governo chinês. Por um lado, o presidente Xi Jinping precisa decidir nos próximos dias se cria um plano de resgate à empresa e se torna conivente com os excessos no sistema financeiro. Por outro, deixa a Evergrande afundar e coloca em risco toda a economia chinesa, que ainda se recupera da pandemia.

Difícil medir agora o tamanho dos desdobramentos, mas a história diz que o governo chinês terá que intervir”, afirma Breia.

6. Quais as consequências para o Brasil?

A China é a principal parceira comercial do Brasil, em especial pela compra de commodities. Em plena pandemia do coronavírus, a balança comercial brasileira colheu superávit de US$ 50,9 bilhões, dos quais US$ 68 bilhões foram em exportações aos chineses.

Segundo a FGV, o superávit comercial do Brasil com a China equivale a 70,4% do saldo do país de janeiro a maio deste ano.

Nesta tarde, o resultado se mostrava na cotação das principais empresas exportadoras com ações listadas na bolsa de valores de São Paulo, a B3. Às 15h, a Vale acumulava queda de 5%. A Petrobras, de 3%. Braskem caía 9%. O Ibovespa, índice das principais ações da bolsa, recuava mais de 3%.

O ponto positivo da economia brasileira em todo esse ambiente turbulento do último ano foi a exportação. A desaceleração da China prejudica a balança comercial, a arrecadação e o PIB brasileiro”, afirma Sales, da Guide Investimentos.

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Esse material é somente como base de informações e deve ser considerado como um comentário de mercado, meramente uma observação do cenário econômico, politico e de notícias atuais e históricas. Não há nenhuma intenção de solicitação de compra ou venda de ativos de commodities, mas somente uma visão geral de possíveis estratégias de mercado. Não sendo responsável por qualquer resultado de decisões de trading, mas sendo apenas mais uma fonte de informações para aqueles que acreditam na fonte de informações.

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