Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos após novidades positivas na guerra comercial entre os EUA e China. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem que os EUA e a China anunciarão em breve um novo local onde ele e o presidente chinês, Xi Jinping, assinarão a “Fase Um” do acordo comercial depois que o Chile cancelou a cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), marcada para acontecer entre os dias 16 e 17 de novembro. O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse hoje em entrevista que a “Fase Um” parece estar bem e deve ser assinada em meados de novembro: “Estamos bastante confortáveis de que a Fase Um esteja bem; Haverá anúncio de algumas transações, algumas transações de ótimo tamanho, enquanto eu estiver nessa viagem”. O assessor da Casa Branca, Larry Kudlow, também concedeu entrevista hoje dizendo que a “Fase Um” ainda não está concluído porém está bem otimista com o progresso nas negociações.

O USDA reportou hoje a venda de 132.000 toneladas de soja 2019/20 para a China.

Fundos compradores ontem estimados em 5.000 contratos de soja e 4.000 contratos de farelo de soja. Fundos vendedores estimados em 4.000 contratos de óleo de soja, 1.000 contratos de milho e 1.000 contratos de trigo.

A consultoria FCStone elevou a estimativa de produção de soja 2019/20 do Brasil a 121,78 milhões de toneladas, de 121,4 milhões da estimativa do início de outubro e 115 milhões da safra anterior. A área teve um reajuste de 100 mil hectares para cima, totalizando 36,5 milhões de hectares.

O USDA divulgou hoje o relatório de Projeções Agrícolas até 2029. A estimativa é de que os EUA semeiem 84 milhões de acres de soja (33,99 milhões de hectares) na safra 2020/21, contra 76,5 milhões da safra atual. A produção da próxima safra deve chegar a 4,2 bilhões de bushels (114,31 milhões de toneladas), contra 3,55 bilhões (96,62 milhões de toneladas) desta safra.

No milho, a projeção é de área de 94,5 milhões de acres (38,24 milhões de hectares) na safra 2020/21, contra 89,9 milhões da safra atual. A produção total deve chegar a 15,545 bilhões (394,86 milhões de toneladas) de bushels na próxima safra, contra 13,779 bilhões (350 milhões de toneladas) da safra atual.

O plantio de milho 2019/20 na Argentina atingiu 40,2% dos 6,4 milhões de hectares projetados para esta safra, segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. Na semana, o avanço foi de 5,6 pontos percentuais, e assim, se manteve 4,8 pontos percentuais adiantado em relação ao mesmo período do ano passado. A colheita de trigo 2018/19 atingiu 3,5%, contra 4,6% do mesmo período do ano passado. A estimativa de produção é de 18,8 milhões de toneladas.

A produção semanal de etanol de milho nos EUA subiu a 1.004 barris diários na semana encerrada no dia 25 de outubro, de 996 mil da semana anterior e 1.059 mil do mesmo período do ano passado, segundo a Agência de Informação de Energia (EIA). Já os estoques caíram de 21,364 milhões para 21,099 milhões de barris, contra 22,746 milhões do mesmo período de 2018.

O dólar opera em baixa frente a outras moedas após Payroll.

O setor não-agrícola dos EUA criou 128 mil postos de trabalho em outubro, após criação de 180 mil postos em setembro (revisado de 136 mil), segundo o relatório de empregos Payroll, do Departamento de Estatísticas Trabalhistas (BLS). A criação de empregos veio maior do que a esperada, que era de 90 mil postos. A taxa de desemprego subiu de 3,5% para 3,6%. O salário médio por hora dos trabalhadores aumentou 0,21% em outubro ante setembro, ou US$ 0,06, para US$ 28,18 por hora.

No Brasil a moeda cai abaixo dos R$4,00 acompanhando o exterior após forte criação de empregos nos EUA e dados positivos na China. O Banco Central vendeu hoje 10 mil dos 12 mil contratos de swap cambial reverso ofertados e vendeu também US$500 milhões dos US$600 milhões em moeda à vista ofertados. Ontem a moeda subiu 0,57%, a R$4,0098.

A produção industrial do Brasil cresceu 0,3% em setembro ante agosto, após alta de 1,2% em agosto (dado revisado de alta de 0,8%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano e nos últimos 12 meses o setor industrial recua 1,4%. Na comparação anual houve alta de 1,1% em setembro.

As bolsas mundiais operam majoritariamente em alta com dados globais positivos e otimismo comercial.

Os futuros do petróleo operam em alta com otimismo comercial.

A produção industrial da China medido pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI) subiu a 51,7 em outubro, de 51,4 em setembro, segundo a Caixin/Markit. O dado surpreendeu os analistas, que previam desaceleração no setor para 51.

No Brasil, tempo chuvoso em boa parte do país até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo chuvoso no nordeste até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Nos EUA, tempo predominantemente estável no Meio-Oeste durante o fim de semana.

Previsão de Precipitação EUA, 72 horas, em polegadas.

As temperaturas ficam abaixo da média para o período.

Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

85

94

Fev

30

40

Mar

25

35

Abr

25

34

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

-25

-18

Dez

-25

-18

Fev

-22

-20

Mar

-21

-19

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

20

80

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

54

61

Dez

58

62

Jan

55

60

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

42

45

Dez

46

53

Jan

54

58

Fiat Chrysler e Peugeot traçam rumo para criação de 4ª maior montadora do mundo

Giulio Piovaccari Geert De Clercq

MILÃO/PARIS (Reuters) – A Fiat Chrysler e a controladora da Peugeot, PSA, planejam juntar forças em uma fusão de iguais que criará a quarta maior montadora de veículos do mundo, em busca de escala para bancarem pesados investimentos em novas tecnologias e enfrentarem desaceleração da demanda.

Fiat Chrysler (FCA) e PSA anunciaram nesta quinta-feira que pretendem alcançar um acordo vinculante para criarem um grupo automotivo de 50 bilhões de dólares e que terá ações listadas em Paris, Milão e Nova York. O presidente-executivo do novo grupo será o atual presidente da PSA, Carlos Tavares, e o presidente do conselho de administração será o atual presidente da FCA, John Elkann.

No Brasil, o grupo combinado deve ultrapassar General Motors e Volkswagen em vendas de veículos. No acumulado de janeiro a setembro, FCA e PSA registram 395,5 mil licenciamentos ante 345,75 mil da GM e 304,6 mil do grupo Volkswagen, segundo dados da Fenabrave.

No país, maior mercado da Fiat for a da Itália, a FCA possui duas fábricas de veículos – Betim (MG) e Goiana (PE) – com capacidade total para cerca de 1 milhão de carros por ano, além de duas fábricas de motores capazes de produzir 1,4 milhão de propulsores a cada ano. Já a PSA tem um polo automotivo em Porto Real (RJ), incluindo fábricas de veículos e motores.

O grupo terá as marcas Fiat, Jeep, Dodge, Ram, Chrysler, Alfa Romeo, Maserati, Peugeot, Citroen, DS, Opel e Vauxhall, incluindo carros populares, de luxo, utilitários esportivos e veículos comerciais.

O anúncio ocorreu menos de cinco meses depois que a FCA desistiu de negociações para uma fusão com a Renault.

Com a fusão, a FCA terá acesso a plataformas mais modernas de veículos da PSA, ajudando o grupo a cumprir normas mais rígidas contra emissão de poluentes, enquanto a PSA, concentrada na Europa, vai se beneficiar dos negócios lucrativos da FCA nos Estados Unidos e em grandes mercados como Brasil.

O analista Philippe Houchois, da Jefferies, afirmou que o atingimento de uma fusão de partes iguais significa que a PSA vai pagar um prêmio de 32 por cento para assumir o controle da FCA.

As ações da FCA saltavam mais de 11 por cento em Milão enquanto os papéis da PSA em Paris despencaram até 14 por cento.

Os acionistas da PSA estão assumindo mais risco que os da FCA”, disse Houchois, embora ele admita que uma fusão entre FCA e PSA ainda represente a combinação mais lógica e atraente da indústria.

PSA e FCA afirmaram que esperam concluir o acordo nas próximas semanas. O negócio criará um grupo com vendas de 8,7 milhões de veículos por ano e que ficará atrás de Volkswagen, Toyota e Renault-Nissan.

As duas montadoras, que possuem fábricas de veículos também no Brasil, têm como objetivo economia de 3,7 bilhões de euros, dos quais 80 por cento serão alcançados nos primeiros quatro anos do acordo. As empresas não mencionaram fechamento de fábricas.

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