Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos recuperando parte das baixas de ontem em dia de pânico generalizado nas bolsas mundiais por conta de uma possível recessão global causada pelo COVID-19.


O número de mortos causados pelo novo coronavírus (COVID-19) subiu para 7.519 hoje, de 7.057 até ontem, com 190.535 casos confirmados em 155 países e territórios. Desde ontem são pouco mais de 10.000 novos casos confirmados. O número de recuperados da pneumonia causada pelo vírus subiu para 80.648 hoje, de 78.073 até ontem.


No Brasil, o número de casos de COVID-19 subiu para 314 hoje, de 220 até ontem, em 17 estados e Distrito Federal, segundo as secretarias estaduais de Saúde e do Hospital Albert Einstein. Último balanço oficial do Ministério da Saúde aponta 234. Em São Paulo, foi registrada a 1ª morte pelo coronavírus no Brasil.

O esmagamento de soja dos EUA foi de 166,288 milhões de bushels em fevereiro, segundo a NOPA (Associação Nacional de Processadores de Óleo de Soja), contra 165 milhões da expectativa, 176,94 milhões de janeiro e 154,49 milhões de fevereiro de 2019. Os estoques de óleo caíram de 2,013 bilhões para 1,922 bilhão de libras-peso, contra expectativa de 2,037 bilhões e 1,752 bilhão do mesmo período do ano passado.


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 329 milhões e corrente de comércio de US$ 7,371 bilhões na segunda semana de março de 2020, resultado de exportações no valor de US$ 3,850 bilhões e importações de US$ 3,521 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 8,660 bilhões e as importações, US$ 7,333 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,327 bilhão e corrente de comércio de US$ 15,993 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 39,517 bilhões e as importações, US$ 36,768 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,749 bilhões e corrente de comércio de US$ 76,284 bilhões.


As exportações brasileiras de soja somam 4,29 milhões de toneladas em março, até a segunda semana, contra 5,12 milhões de todo o mês de fevereiro e 8,46 milhões de todo o mês de março do ano passado. As exportações de milho somam 346 mil toneladas, contra 346 mil de fevereiro e 827 mil de março de 2019.


Os embarques de soja dos EUA foram de 436 mil toneladas na semana encerrada no dia 12 de março, contra 579 mil da semana anterior e 850 mil do mesmo período do ano passado, segundo o USDA. Na temporada, os embarques de soja somam 30,57 milhões de toneladas, contra 27,71 milhões do mesmo período da temporada anterior. Os embarques de milho foram de 978 mil toneladas, contra 830 mil da semana anterior e 813 mil do mesmo período de 2019. Na temporada, os embarques de milho dos EUA somam apenas 15,93 milhões de toneladas, contra 27,42 milhões do mesmo período da temporada 2018/19.


O dólar segue em alta frente a outras moedas. O Federal Reserve anunciou hoje que relançará compras de dívida corporativa de curto prazo por meio do Mecanismo de Financiamento de Papéis Comerciais. O mecanismo foi utilizado pela primeira vez em 2008. Em comunicado, o Fed disse que “Ao eliminar grande parte do risco de que os emissores elegíveis não conseguirão pagar os investidores ao reverter suas obrigações de papel comercial vencidas, esse mecanismo deve incentivar investidores a se envolverem novamente em empréstimos a prazo no mercado de papéis comerciais. Um mercado melhorado de papéis comerciais aumentará a capacidade das empresas de manter emprego e investimento à medida que o país lida com o surto de coronavírus”.


As vendas do varejo dos EUA recuaram 0,5% em fevereiro, segundo o Departamento de Comércio. O resultado contrariou a expectativa dos analistas, que previam alta de 0,2%. O dado de janeiro foi revisado de alta de 0,3% para alta de 0,6%.


A produção industrial dos EUA subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro, após recuo de 0,5% em janeiro, segundo o Federal Reserve. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que era de alta de 0,4%. A taxa de utilização da capacidade da indústria subiu de 76,8% em janeiro para 77% em fevereiro, em linha com o esperado.


No Brasil o dólar segue em alta e bate nos R$5,08 na máxima do dia. Ontem a moeda subiu 5,16%, a R$5,0612, novo recorde de fechamento. Foi a maior alta diária desde o 18 de maio de 2017. O governo anunciou ontem, após o fechamento dos mercados, medidas que preveem injeção de R$ 147,3 bilhões na economia nos próximos 3 meses para conter os efeitos econômicos do COVID-19. Entre as medidas, a antecipação das duas parcelas do 13º de aposentados e pensionistas do INSS, liberando R$46 bilhões na economia. Para o Bolsa Família o governo deve liberar R$3 bilhões com a inclusão de mais 1 milhão de famílias entre os beneficiários. As empresas poderão adiar, em três meses, o pagamento do Simples Nacional e o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne hoje e amanhã para a decisão de política monetária, com expectativa de novo corte na meta da Selic, atualmente em 4,25% ao ano.


As bolsas globais operam majoritariamente em alta recuperando parte do tombo de ontem com temores sobre uma recessão global.


No Brasil o Ibovespa sobe após recuar 13,92% na véspera.


Os futuros do petróleo seguem em baixa com expectativa de excesso de oferta pelo aumento da produção na Arábia Saudita e queda na demanda por conta de uma recessão global.


A taxa de desemprego no Reino Unido subiu para 3,9% em janeiro, de 3,8% em dezembro, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). A expectativa dos analistas estava em uma manutenção da taxa.


No Brasil, tempo chuvoso em boa parte do país amanhã.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.




Na Argentina, tempo chuvoso na porção leste do país amanhã.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.


Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

39

49

Mai

40

50

Jun

45

55

Jul

40

50

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

-10

-5

Mai

-14

-10

Jun

-19

-14

Jul

-20

-15

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

20

50

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

51

59

Mai

53

60

Jun

54

61

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

55

63

Mai

53

60

Jun

52

59

Cientistas ressuscitam vermes congelados há mais de 40 mil anos

Rafael Rigues, Olhar Digital


Nematoides foram encontrados em amostras de solo permanentemente congelado (permafrost) na Rússia.

Pesquisadores do Instituto de Problemas Físico-Químicos e Biológicos da Ciência do Solo, parte da Academia Russa de Ciências, e da Universidade Estadual de Moscou conseguiram ressuscitar exemplares de vermes nematoides congelados há mais de 40 mil anos em trechos de solo permanentemente congelado (permafrost) na Rússia.

Esta é a primeira evidência de organismos multi-celulares voltando à vida após milênios de hibernação, embora algo similar já tenha sido conseguido com vírus. Os nematoides pertencem a duas espécies conhecidas pela ciência (Panagrolaimus detritophagus e Plectus parvus), e tem cerca de 1 mm de comprimento.

Os cientistas analisaram mais de 300 amostras de permafrost, e encontraram os nematoides em duas delas, uma com idade estimada em 32 mil anos e outra com 42 mil anos. Depois de isolar os vermes, todos fêmeas, eles foram descongelados e os cientistas os observaram se movendo e se alimentando.

O mecanismo biológico que permitiu que os nematoides sobrevivessem por tanto tempo não é conhecido, mas será objeto de estudo. Entender seu funcionamento pode ter utilidade em áreas como a criomedicina, criobiologia e astrobiologia.

Fonte: Live Science

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