Bom dia, a Bolsa de Chicago abre logo mais às 10h30 no pregão regular.

O USDA divulga hoje o relatório de andamento de safra dos EUA, com expectativa de piora nas condições das lavouras de soja, milho e trigo de primavera.

O USDA divulga hoje o relatório de esmagamento de soja dos EUA em maio, com expectativa de 158,5 milhões de bushels processados.

A colheita do milho 2ª safra no Paraná segue lenta, com apenas 7,78% colhido, contra 19% da média dos últimos 3 anos. As condições das lavouras passaram de 93% bom para 89% nesta semana.

O plantio de milho no Paraná está praticamente finalizado, com 94,67% semeado dos 997,3 mil hectares projetados para esta safra, contra 1.099,7 mil de 2016, com safra estimada em 3,07 milhões de toneladas, contra 3,49 milhões de 2016.

O dólar opera em alta frente a outras moedas. Destaque hoje para a divulgação da ata da última reunião do FOMC, às 15 horas.

No Brasil, a moeda abriu com leve alta e agora vale R$3,3141, +0,16% (10h05). O Banco Central segue sem anunciar a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional com vencimento agosto. Ontem o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) foi escolhido como relator do pedido de denúncia de Michel Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. O Senado aprovou ontem a urgência da reforma trabalhista por 46 votos a 19, e com isso, a votação da reforma no plenário deve ocorrer na próxima semana. Em dia de baixo volume de negócios, ontem o dólar fechou com alta de 0,15%, a R$3,3102.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, ainda em dia de baixa liquidez. O restante das bolsas mundiais operam majoritariamente em alta.

Os futuros do petróleo opera em baixa após 8 sessões de correção.

O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu de 56,8 em maio para 56,3 em junho, segundo a IHS Markit. O PMI de serviços da zona do euro passou de 56,3 em maio para 55,4 em junho. As vendas no varejo da zona do euro subiram 0,4% de abril para maio, segundo a Eurostat.

O setor de serviços da China medido pelo índice dos gerentes de compras (PMI) caiu para 51,6 em junho de 52,8 em maio, segundo a IHS Caixin e pela Markit, ficando abaixo das expectativas do mercado.


CLIMA

 

No Brasil, tempo predominantemente seco e frio hoje.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.

Na Argentina, chuvas na região central hoje.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chuvas isoladas no Meio-oeste hoje.

Previsão de precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.

No noroeste do Meio-oeste, chuvas abaixo da média e temperaturas acima da média para o período nos próximos dias.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.


PRÊMIOS

 


MATÉRIA DO DIA

 

O que as pessoas comem nas regiões com as expectativas de vida mais altas do mundo?
BBC Brasil


Pessoas que moram nas regiões com as maiores expectativas de vida do mundo têm alguns hábitos em comum

Qual é o segredo para uma vida longa? Essa pergunta desperta a curiosidade de cientistas e leigos.
Alimentar-se bem pode ser uma das respostas – se não para viver eternamente, ao menos para passar dos cem anos de idade.
E é justamente a alimentação que chama a atenção em cinco regiões do planeta onde a população atinge uma idade média superior a cem anos.
“O que descobrimos é que as pessoas nessas regiões não só vivem mais tempo – cerca de dez anos acima da média – mas vivem melhor a sua velhice”, disse à BBC o cientista americano Dan Buettner, que batizou essas cinco regiões de “zonas azuis”.
Especialista diz que pessoas que moram nas chamadas “zonas azuis” vivem melhor sua velhice
Em seu livro As Zonas Azuis, Buettner estudou os hábitos alimentares na ilha de Okinawa, no Japão, na cidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), na ilha de Ikaria, na Grécia, na Sardenha (Itália) e na península de Nicoya, na Costa Rica.
Mas de que se alimentam essas pessoas para ajudar em sua longevidade?
“A maioria dos alimentos que consomem vêm de plantas. Mas, acima de tudo, são alimentos não processados ​ou muito pouco processados”, disse Buettner, que contou ter partido da “bastante estabelecida” noção de que apenas 20% da nossa longevidade média pode ser atribuída à genética. “Os 80% restantes (se devem) ao estilo de vida e ao ambiente.”

Sem leite ou refrigerante
De acordo com Buettner e uma pesquisa que contou com o apoio da National Geographic, os três alimentos básicos são as folhas verdes (vegetais), oleaginosas e grãos.
Mas existem muitas variações e complementos que dependem exclusivamente de cada região.
“Eles comem carboidratos, mas não processados como bolos ou donuts, mas sim grão de trigo ou batatas”, disse o pesquisador.
No Japão existem várias regiões onde as mulheres são as que mais vivem no planeta
Uma das coincidências nas dietas é a ausência total de refrigerantes e produtos derivados do leite de vaca.
“Muitas dessas pessoas que conseguiram ter uma vida tão longa só conheceram os refrigerantes há cerca de dez anos. E comem queijo, mas os que vêm de cabra ou pecorino, de ovelhas”, disse ele.
Quando se trata de proteína, o peixe é rei.
“Eles consomem cerca de três porções de peixe por semana, a mesma frequência dos ovos. Mas comem pouca carne vermelha, cerca de cinco porções por mês”, disse Buettner.
“É o que eles têm ao seu alcance. Seu consumo se limita muito ao que eles são capazes de produzir localmente.”

E o que bebem?
Em 2013, perguntaram a Stamatis Moratis, um morador da ilha de Ikaria de 98 anos de idade, qual era o segredo para viver tanto.
E sua resposta não era peixe nem grãos ou vegetais. “É o vinho.”
Vinho é uma das bebidas que fazem parte das tradições de muitas dessas regiões

“O vinho que eu tomo é puro, nada é adicionado. O vinho produzido comercialmente têm conservantes, que não são bons”, disse ele na época à BBC.
De acordo com Buettner, as bebidas preferidas das pessoas dessas áreas são água e vinho.
“Tomam, em média, seis copos de água e muitos deles têm, dentro de suas culturas, o hábito de tomar umas três porções de vinho por semana”, detalhou.
Mas há uma outra surpresa: o café também tem lugar cativo.
“Vimos que em algumas destas zonas azuis o consumo de café é bastante comum, especialmente porque o consideram um potente antioxidante”, acrescentou o pesquisador.

Influência dos processados
Uma das conclusões da pesquisa de Buettner é a péssima influência de alimentos processados ​​em dietas ao redor do mundo – algo que se expandiu pela influência dos EUA. A ponto de algumas das zonas azuis estarem perto de perderem tal “status” por força da incorporação de comidas processadas em suas dietas.
Ao mesmo tempo, é curioso que uma dessas zonas azuis esteja localizada precisamente nos Estados Unidos: Loma Linda, na Califórnia.
E talvez a resposta para a longevidade dali seja a religião.
Cerca de metade dos 24 mil habitantes desta cidade são membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia. E vivem dez anos a mais do que a maioria dos americanos.
A cidade de Loma Linda, nos Estados Unidos, é uma das zonas azuis ao redor do mundo

“Acho que cheguei a esta idade (101 anos em 2015) porque não bebo ou fumo, vou para a cama cedo e agradeço a Deus por sua bondade”, disse Betty Streifling à BBC.
Nesse sentido, Buettner diz que ninguém pode mudar seus hábitos alimentares da noite para o dia, mas sim o ambiente.
“É muito difícil tentar mudar a atitude das pessoas frente à comida, mas se em vez de se depararem com uma hamburgueria ou sorveteria a cada duas quadras elas tivessem a seu alcance lojas de alimentos saudáveis, certamente as taxas de longevidade aumentariam”, opinou.
“Além disso, nessas áreas azuis, a ideia de ‘alimentação saudável’, que para muitos é uma imposição, para eles é simplesmente ‘comer normalmente’, como têm feito há anos”, concluiu.
“O segredo é dedicar o tempo a preparar esses alimentos básicos que os humanos consomem há milhares de anos, torná-los saborosos – considerando que nosso paladar foi destruído pelo açúcar, pelo sal e pela gordura (dos alimentos processados).”


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