Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera entre ganhos e perdas após ataque do Irã à bases militares dos EUA no Iraque e com discurso de Trump. O Irã lançou pelo menos uma dúzia de mísseis de seu território na noite de terça-feira em duas bases militares no Iraque que abrigam forças militares e de coalizão dos EUA em retaliação pelo assassinato do general Qasem Soleimani. Em discurso no dia de hoje, o presidente dos EUA, Donald Trump disse que ninguém ficou ferido e que o Irã “parece estar recuando” depois do ataque. Trump afirmou também que os EUA continuam examinando suas opções e “imediatamente imporão sanções econômicas punitivas adicionais ao regime iraniano”. “Enquanto eu for presidente dos EUA, o Irã nunca poderá ter uma arma nuclear; Todos devemos trabalhar juntos para fazer um acordo com o Irã que torne o mundo um lugar mais seguro e mais pacífico.”


O USDA divulga nesta sexta-feira (10) o relatório de Oferta e Demanda Global Agrícola (WASDE). Expectativa de queda na produtividade da soja 2019/20 dos EUA para 46,5 bushels por acre, de 46,9 da estimativa de dezembro. A produção total deve cair a 3,513 bilhões de bushels (95,6 milhões de toneladas), de 3,55 bilhões da estimativa de dezembro. No milho, a produtividade deve ser reduzida a 166 bpa, de 167, e a produção deve recuar a 13,502 bilhões de bushels (342,97 milhões de toneladas), de 13,661 bilhões de dezembro.

O USDA divulga também na sexta-feira o relatório de estoques trimestrais dos EUA.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou hoje o 4o Levantamento da Safra de Grãos 2019/20 do Brasil. A estimativa de produção total de grãos é de 248 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% ou 6,1 milhões de toneladas em relação a 2018/19, novo recorde da série histórica. A área semeada deve chegar a 64,2 milhões de hectares, um aumento de 1,5% em comparação à da safra anterior. Segundo a Conab: “As condições climáticas, que apresentaram certa instabilidade no início do plantio de verão na maioria das regiões produtoras, tomaram agora um novo ritmo de normalização. A perspectiva é que os níveis de produtividade apresentem bom desempenho nessa etapa.” Na safra de soja, a Conab elevou a estimativa de produção a 122,23 milhões de toneladas, contra 121,09 milhões da estimativa de dezembro e 115,03 milhões da safra anterior.


No milho, a Conab revisou levemente pra cima a estimativa de produção da primeira safra, que passou de 26,31 milhões para 26,62 milhões de toneladas. Assim, a estimativa de produção total de milho 2019/20 está em 98,71 milhões de toneladas, contra 98,41 milhões da estimativa de dezembro e 100,05 milhões da safra 2018/19.


O USDA reportou hoje a venda de 207.000 toneladas de milho 2020/21 para destinos desconhecidos.

A colheita de soja 2019/20 iniciou no Paraná, com 495 mil hectares colhidos em Pato Branco até segunda-feira, segundo a SEAB/Deral. Nesta safra o estado deve colher 5,48 milhões de hectares, e a produção deve chegar a 19,7 milhões de toneladas, 22% maior do que a safra anterior. Começou também o plantio do milho 2a safra, com registro de plantio em Francisco Beltrão, Irati e União da Vitória. A área plantada soma menos do que 1%. Nesta safra o Paraná deve cultivar 2,12 milhões de hectares na segunda safra, contra 2,23 milhões da safra 2018/19.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,599 bilhões em dezembro, valor 17,0% inferior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 6,428 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 18,155 bilhões e as importações totalizaram US$ 12,555 bilhões. No ano o saldo comercial acumulou superávit de US$ 46,674 bilhões, valor 20,5% inferior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 58,033 bilhões. As exportações somaram US$ 224,018 bilhões, uma queda de 7,5% em relação à 2018, e as importações somaram US$ 177,344 bilhões, queda de 3,3% em relação ao ano anterior.


As exportações brasileiras de soja somaram 3,44 milhões de toneladas em dezembro, contra 5,16 milhões de novembro e 4,07 milhões de dezembro de 2018. As exportações de milho foram de 4,37 milhões de toneladas, contra 4,29 milhões de novembro e 3,64 milhões de dezembro de 2018.


O complexo portuário de Paranaguá exportou 20,23 milhões de toneladas de granéis sólidos em 2019, 2,4% acima do recorde anterior, registrado em 2018. A soja foi o principal produto exportado, com 10,6 milhões de toneladas, sendo que 89% foi destinado à China. As exportações de milho somaram 5,36 milhões de toneladas, sendo os maiores destinos o Irã (42%), ao Japão (29,7%) e a Coreia do Sul (7,1%). As exportações de farelo de soja somaram 4,19 milhões de toneladas, com os principais destinos sendo a Holanda (25,69%), França (17,67%) e Coreia do Sul (15,28%).

O dólar opera com leve alta frente a outras moedas com tensão EUA-Irã.


No Brasil o dólar passa a operar em baixa após Trump acalmar os mercados. Ontem a moeda subiu 0,06%, a R$ 4,0645. O presidente Jair Bolsonaro sancionou hoje, sem vetos, a lei que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central. O Coaf é uma unidade de inteligência do governo que atua principalmente na prevenção e combate à lavagem de dinheiro. A inflação do Brasil medida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), subiu 1,74% em dezembro, após alta de 0,85% em novembro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano o IGP-DI acumulou alta de 7,70%, a leitura mais alta desde 2015, quando o índice subiu 10,70%.

As bolsas globais operam em alta com fala de Trump. As bolsas da China tiveram o maior recuo em 2 semanas após ataque do Irã a bases dos EUA.


Os futuros do petróleo têm forte recuo com fala de Trump e alta nos estoques dos EUA.


Os estoques de petróleo bruto dos EUA subiram 1,164 milhão de barris durante a última semana, segundo a Agência de Informação de Energia (EIA), ante expectativa de queda de 3,5 milhões de barris no período.


No Brasil, tempo chuvoso em todo o país amanhã.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.




Na Argentina, tempo chuvoso na porção centro-leste amanhã.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.


Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Fev

54

55

Mar

45

50

Abr

30

35

Mai

30

34

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Fev

-2

-1

Mar

-13

-10

Abr

-16

-12

Mai

-22

-18

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

240

270

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Fev

50

55

Mar

55

60

Abr

57

61

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Fev

56

60

Fev

53

58

Abr

57

61

Pentágono desenvolve sistema contra armas hipersônicas

Rafael Rigues, editado por Matheus Luque, Olhar Digital


Nova categoria de ameaças voa a pelo menos cinco vezes a velocidade do som e é capaz de alterar sua trajetória para escapar de sistemas de defesa e interceptores

Antes coisa de ficção científica, armas hipersônicas estão se tornando uma ameaça cada vez mais real. Capazes de viajar a pelo menos cinco vezes a velocidade do som e manobrar para atingir um alvo, elas podem destruir uma coluna de infantaria ou grupo de combate que acompanha um porta-aviões em questão de minutos, sem dar às vítimas tempo para reagir.

Segundo Michael Griffin, subsecretário de Defesa dos EUA para Pesquisa e Engenharia, em 2017 a China testou mais armas hipersônicas do que os EUA em uma década. E a Rússia já demonstrou o Avangard, um planador hipersônico capaz de viajar a nove vezes a velocidade do som, percorrendo 11.200 km em uma hora para entregar uma arma nuclear de 2 megatons, mais de 130 vezes a potência da bomba de Hiroshima.

Armas hipersônicas são “mísseis turbinados que não seguem uma trajetória balística padrão e podem manobrar em torno de defesas fixas ou voar junto à superfície abaixo da cobertura do radar. Essas são ameaças inerentemente imprevisíveis que podem ser disparadas de silos fixos, lançadores móveis ou navios no mar”, disse Ken Todorov, vice-presidente de Soluções de Defesa contra Mísseis da Northrop Grumman.

Para conter ameaças como esta, a Agência de Defesa de Mísseis (MDA – Missile Defense Agency) dos EUA está apostando em uma nova tecnologia de sensores especialmente projetada para rastrear continuamente mísseis hipersônicos, chamada Hypersonic Ballistic Missile Tracking Space Sensor (HBTSS, ou “Sensor Espacial Para Rastreamento de Mísseis Balísticos Hipersônicos”).

“O HBTSS se tornará parte principal de uma camada de rastreamento híbrido dentro da Arquitetura Espacial de Defesa Nacional, que consiste em sistemas em órbitas diferentes que fornecem a capacidade de detectar e rastrear tanto mísseis balísticos convencionais quanto ameaças emergentes”, disse a porta-voz da Agência de Defesa de Mísseis, Maria Njoku. .

O MDA recentemente deu às empresas L3Harris, Raytheon, Northrop Grumman e Leidos contratos para a “fase II” do HBTSS, que envolverá o desenvolvimento de protótipos e carga útil;

De acordo com os atuais parceiros industriais do Pentágono e dos EUA, o HBTSS pode tornar a defesa possível, apesar da velocidade e do poder destrutivo de um ataque hipersônico. O HBTSS está, entre outras coisas, sendo projetado com o propósito específico de estabelecer rastreamento contínuo, seguindo armas hipersônicas desde o lançamento até o impacto.

“A missão do HBTSS é detectar e rastrear ameaças hipersônicas e mísseis balísticos, fornecendo dados críticos com baixa latência ao Sistema de Defesa Contra Mísseis”, disse Njoku.

Os sistemas de radar existentes, que analisam o sinal refletido por uma ameaça, são limitados por uma trajetória linear e não podem “enxergar” além do horizonte sem um sensor no ar. Como resultado, o Pentágono continua aprimorando as tecnologias de rede projetadas para vincular e integrar uma variedade de diferentes radares.

O HBTSS é, por outro lado, projetado para estabelecer um rastreamento contínuo de um míssil que se aproxima, possibilitando melhores opções de contramedida, como interceptadores, sistema de guerra eletrônica projetado para tirar o míssil do rumo ou outras categorias de opções defensivas emergentes.

“O HBTSS será uma rede de sensores em uma constelação de satélites em órbita ao redor da Terra, com a capacidade de observar ameaças globais sem as limitações da linha de visão dos radares terrestres”, explicou Njoku.

Cada empresa contratada tem até 31 de Outubro de 2020 para demonstrar suas propostas de sensores para o HBTSS. Os contratos são avaliados em US$ 20 milhões cada.

Fonte: Defense Maven

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