Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos com movimento especulativo. 

O USDA divulgou ontem o relatório de oferta e demanda de abril. Assim como esperado, praticamente não tivemos mudanças na safra dos EUA. O USDA elevou em 10 milhões de bushels os estoques finais da soja 2016/17 dos EUA, para 445 milhões de bushels. Na safra de milho dos EUA não tivemos alterações. Nos números da China, as importações foram elevadas em 1 milhão de toneladas, para 88 milhões.

Na safra do Brasil, a estimativa de produção de soja 2016/17 foi elevada de 108 milhões para 111 milhões de toneladas, com as exportações passando de 61 milhões para 61,9 milhões de toneladas. A safra de milho foi revisada de 91,5 milhões para 93,5 milhões de toneladas, com as exportações elevadas de 31 milhões para 32 milhões de toneladas.

Na safra da Argentina, a produção de soja 2016/17 foi revisada de 55,5 milhões para 56 milhões de toneladas e a safra de milho foi elevada de 37,5 milhões para 38,5 milhões de toneladas, com as exportações passando de 25,5 milhões para 26 milhões de toneladas.

Destaque também para a safra de soja 2016/17 do Paraguai, que deve colher safra recorde de 10,1 milhões de toneladas.

Fundos vendedores ontem estimados em 6.500 contratos de milho e 5.500 contratos de soja. Fundos compradores estimados em 4.000 contratos de trigo.

A exportação de carne bovina do Brasil subiu 20% em março frente a fevereiro, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Em relação ao mesmo período do ano passado, as exportações caíram 8%.

O dólar opera em baixa frente a outras moedas. No Brasil, a moeda abriu com leve alta e agora vale R$3,1481, +0,19% (10h30). Cenário político na mira dos investidores após o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizar a Procuradoria-Geral da República a investigar 8 dos 28 ministros do governo Temer, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados federais, com base nas delações de 77 executivos da Odebrecht entregue por Rodrigo Janot no dia 14 de março. Ontem a moeda subiu 0,29%, a R$3,1480. O Copom anuncia hoje, após fechamento dos mercados, a decisão da taxa básica de juros. Expectativa de corte entre 1-1,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 12,25%.

As Bolsas Asiáticas fecharam em sentidos opostos. Os investidores acompanham de perto as tenções geopolíticas. O restante das bolsas mundias operam sem sentido único.

Os futuros do petróleo operam em alta na manhã de hoje. A OPEP informou hoje que a produção de petróleo caiu 153 mil barris diários em março, para média de 31,93 milhões barris por dia. Ontem o Instituto Americano de Petróleo (API) estimou que os estoques de petróleo nos EUA recuaram 1,3 milhão de barris na semana passada, enquanto o mercado previa um leve crescimento. Os estoques de gasolina caíram 3,7 milhões de barris e os estoques de destilados tiveram recuo de 1,6 milhão de barris. Já os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing (Oklahoma) tiveram alta de 400 mil barris. Hoje o Departamento de Energia dos EUA (DoE) divulga dados oficiais do país.

A inflação ao consumidor da China, medido pelo índice de preços ao consumidor (CPI), avançou 0,9% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas. Na comparação mensal o CPI apresentou recuo de 0,3%. Já o índice de preços ao produtor (PPI) avançou 7,6% em março ante o mesmo período do ano passado.

Os EUA abriram 5,743 milhões de postos de trabalho em fevereiro, segundo a pesquisa JOLTS, do Escritório de Estatísticas do Trabalho. O resultado representa uma leve alta em relação aos 5,626 milhões de vagas criadas em janeiro e também acima dos 5,566 milhões de postos abertos em fevereiro de 2016.


CLIMA

 

No Brasil, a frente fria avança e provocas chuvas em boa parte do país. Nos próximos dias o tempo deve firmar mas as temperaturas ficam mais amenas.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.

Na Argentina, tempo seco hoje após a passagem da frente fria.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Acumulada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chuvas em parte do Meio-oeste hoje.

Previsão de precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.

Precipitação Acumulada EUA, 24 horas, em milímetros.


PRÊMIOS

 

Paranaguá

Golfo do México – EUA


MATÉRIA DO DIA

 

Ônibus movido a eletricidade e hidrogênio está pronto para uso no Brasil
Por Any Karolyne Galdino, Engenharia É


Imagem: divulgação

Com 8 mil quilômetros rodados, o projeto de ônibus híbrido elétrico-hidrogênio, que transportou mais de 30 mil pessoas, está apto para uso comercial.

Os resultados dos testes do projeto – iniciado em 2012 – fruto do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica, foram apresentados na última quarta-feira, 5 de abril, no Rio de Janeiro (RJ).

O projeto foi desenvolvido pela Coppe/UFRJ em parceria com Furnas e a Tracel. O investimento no ônibus demandou cerca de R$ 10 milhões.

A autonomia do veículo é de 330 quilômetros e ele teve disponibilidade de mais de 90% e consumo de 6,7 kg de Hidrogênio a cada 100 km, com o ar condicionado ligado. Nos jogos olímpicos, ele transportou atletas para a Vila Olímpica.

Aspectos como a tecnologia, sistemas de tração e armazenamento de energia poderão ser usados por Furnas no futuro. A estatal pode usar as patentes criadas e pode aplicar as tecnologias em outros projetos em outras áreas de conhecimento. O professor Paulo Emílio de Miranda, coordenador do laboratório de hidrogênio da Coppe, considerou o trabalho como exitoso.

O projeto vem colecionando prêmios internacionais. Segundo ele, o arranjo tecnológico propiciado por ele, criou um diferencial grande. “O veículo é aquele que tem a melhor eficiência energética dentre os dados já reportados de desenvolvimento de ônibus desse tipo”, aponta.

Dados apresentados por Miranda mostram que apenas 0,4% da eletricidade usada no país vai para o setor de transporte. “Vivemos uma era da eletrificação do transporte. Mais e mais vamos ver notícias sobre veículos elétricos, dos mais diferentes tipos, com ônibus, embarcações, caminhões e automóveis”. Ele aposta na inserção de veículos elétricos no mercado.

O custo total por quilômetro ficou em US$ 2,61, envolvendo manutenção, equipamento e consumo. Para a evolução do projeto, é necessária a consolidação das inovações realizadas, por meio de uma frota pioneira, mais testes de longa duração e capacitação tecnológica.

De acordo com Nelson de Araújo Santos, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento de Furnas, a produção comercial do ônibus em escala depende do reconhecimento de um parceiro privado. Segundo ele, esse passo só pode ser dado com o envolvimento da cadeia produtiva de transporte. ‘Há necessidade de se buscar o parceiro. Depende da vontade da indústria”, afirma. Com a criação da escala, os custos seriam cada vez mais reduzidos. Ele acredita que haverá uma aproximação natural da indústria, uma vez que muitos componentes do veículo são de fabricantes tradicionais, que tiveram boa impressão do projeto.

O projeto abrange ainda o desenvolvimento de um ônibus híbrido movido a etanol e elétrico e um totalmente elétrico. Este último, cujo fase de testes deverá terminar ainda esse ano, foi desenvolvido visando o transporte escolar e será mostrado para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Segundo Jacinto Pimentel, coordenador do projeto, caso o ônibus receba uma sinalização positiva da FNDE, ele terá mais chances de entrar em escala. ‘O próprio mercado vai abraçar isso, é um mercado que abre para quem tem a expertise do equipamento”, avisa. Em julho ele deve começar a sua fase de testes e serão verificados aspectos como capacitação, custo, aplicabilidade, período de manutenção e de carga.

Na apresentação dos resultados do ônibus híbrido elétrico-hidrogênio, também foi anunciada a criação da Associação Brasileira do Hidrogênio, que será presidida pelo professor Paulo Emílio de Miranda. A Associação vai organizar bancos de dados com informações sobre o insumo e vai integrar a Associação Internacional para a Energia do Hidrogênio, que possui entidades de vários países. Em 2018, conferência mundial será realizada no Brasil.


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