Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em baixa nos principais ativos.

A soja ignora o relatório do USDA e corrige as altas recentes.

O milho corrige pressionado pelo relatório baixista do USDA.

O USDA divulgou ontem o relatório de Oferta e Demanda de julho (WASDE). O departamento enfim elevou a estimativa de exportações de soja 2016/17 dos EUA, passando de 55,79 milhões para 57,15 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais 16/17 caíram de 450 milhões para 410 milhões de bushels (11,17 milhões de toneladas), reduzindo consequentemente, o estoque final 2017/18 de 495 milhões para 460 milhões de bushels (12,53 mi.t).

Na safra de milho dos EUA, o USDA reduziu o consumo animal e residual 2016/17 de 5,5 bilhões para 5,425 bilhões de bushels, fazendo os estoques finais subirem de 2,295 bilhões para 2,37 bilhões de bushels (60,2 mi.t). Na safra 2017/18, a área de plantio foi elevada de 90 milhões para 90,9 milhões de acres (36,79 milhões de hectares), elevando a estimativa de produção de 357,27 milhões para 362,09 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais 17/18 passaram de 2,11 bilhões para 2,325 bilhões de bushels (59,06 mi.t).


Na safra do Brasil, o USDA manteve inalterado as estimativas de produção da soja e milho. Já as exportações 2016/17 foram reduzidas de 62,4 milhões para 61,5 milhões de toneladas, e a as exportações 17/18 foram elevadas de 63,5 milhões para 64 milhões de toneladas.

Na safra da Argentina as estimativas de produção e exportação de soja e milho ficaram inalteradas.

Para a China, o USDA elevou as estimativas de importação de soja 16/17 e 17/18 para 91 milhões e 94 milhões, respectivamente.

O USDA divulgou na manhã de hoje o relatório de vendas semanais de grãos para exportação dos EUA. As vendas de soja 2016/17 foram de 228,04 mil toneladas, contra 365,5 mil da semana anterior e 364,2 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, as vendas somam 59,95 milhões de toneladas, contra 51,66 milhões do mesmo período de 2016. As vendas 2017/18 foram de 455 mil toneladas, quase o dobro das expectativas do mercado, acumulando 3,97 milhões de toneladas na temporada.

As vendas semanais 2016/17 de milho dos EUA foram de 161,05 mil toneladas, contra 140,27 mil da semana anterior e 667,77 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques somam 55,76 milhões de toneladas, contra 47,92 milhões do mesmo período de 2016. As vendas 17/18 foram de 279,66 mil toneladas, acumulando 3,3 milhões de toneladas, contra 6,17 milhões de 2016.

O dólar opera com leve baixa frente a outras moedas. Hoje é o segundo dia do discurso de Yellen no Congresso dos EUA. Ontem Yellen adotou um tom mais “dovish”, fazendo cair as expectativas de elevação dos juros nos EUA.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA foram de 247.000, uma queda de 3.000 da última semana, revisado de 248.000 para 250.000. A média móvel de 4 semanas subiram 2.250, para 245.750 pedidos.

No Brasil, a moeda abriu com estável e agora vale R$3,2092, +0,01% (10h20). O Banco Central segue com a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional com vencimento em agosto, com a oferta de até 8.300 contratos no dia de hoje. Na tarde de ontem, a condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro fez a moeda cair e a bolsa subir. A provação da reforma trabalhista na véspera também ajudou na queda da moeda. Ontem a moeda caiu 1,4%, a R$3,2075, menor fechamento desde maio.

As bolsas mundiais operam majoritariamente em alta hoje.

Os futuros do petróleo operam com leve alta após o relatório de estoques nos EUA. Os estoques de petróleo bruto dos EUA tiveram queda de 7,564 milhões de barris na semana passada, para 495,35 milhões de barris, segundo o Departamento de Energia (DoE). O mercado previa recuo de 3,2 milhões de barris. Os estoques de petróleo em Cushing caíram 1,948 milhão barris, para 57,561 milhões de barris.


CLIMA

 

No Brasil, tempo predominantemente seco hoje.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.

Na Argentina, chuvas na província de Buenos Aires hoje.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chuvas do Colorado ao Michigan no dia de hoje. Tempo quente e seco no norte do Meio-oeste.

Previsão de precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.

Mapa de monitoramento da seca nos EUA mostra piora nas condições de umidade nas Dakotas, Montana, MN, NE, IA e IL na última semana.

 


PRÊMIOS

 


MATÉRIA DO DIA

 

França irá proibir a venda de todos os carros movidos a gasolina e diesel em um futuro próximo
Por Any Karolyne Galdino, Engenharia É

Imagem: shutterstock

Nos anos 90, as empresas de automóveis lutaram para acabar com carros elétricos, garantindo uma dependência contínua do petróleo. Isso parece ter sido em vão, já que o motor a combustão – e a poluição que ele causa – pode estar chegando ao fim.

Isso porque a França anunciou que proibirá a venda de gasolina e veículos a diesel até 2040, uma decisão extremamente emocionante para quem quiser um mundo mais verde e limpo. Isso foi revelado pelo governo de Emmanuel Macron.

O anúncio foi feito por Nicolas Hulot, ministro da ecologia da França. Em uma conferência de imprensa, ele disse : “Estamos anunciando o fim da venda de carros a gasolina e diesel até 2040.”

A França agora se junta outros países que planejam proibir os carros a gasolina e diesel nos próximos anos. Alguns deles incluindo Holanda e Noruega (2025), Alemanha e Índia (2030).

Os detalhes do plano ainda não estão claros. Enquanto a França proibirá a venda desses veículos em 2040, impulsionando os carros elétricos, desconhece-se o que acontecerá com os carros existentes em combustíveis fósseis. De acordo com a BBC News, as famílias mais pobres receberão assistência financeira para substituir seus carros mais antigos por novos e mais limpos.

Isso está acontecendo depois da decisão da Volvo de fazer apenas carros que sejam pelo menos parcialmente elétricos até 2019. Hulot disse que esperava que outros fabricantes de automóveis também anunciassem iniciativas similares.

E este é apenas um dos vários planos que a França está prestes a fazer para tornar-se neutra em carbono. Eles estão planejando parar de usar o carvão para produzir eletricidade até 2022, embora também tenham dito que planejam reduzir sua dependência de energia nuclear 75 por cento da energia do país para 50 por cento até 2025.

É muito excitante pensar que, até 2040, nosso mundo poderá ser muito diferente. Os dias de carros movidos a gasolina poluente podem desaparecer – e vamos olhar para trás e nos perguntamos por que demorou tanto para mudar para eletricidade em primeiro lugar.


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