Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera em baixa nos principais ativos.


Fundos vendedores ontem estimados em 5.000 contratos de soja; 5.000 contratos de milho; 4.000 contratos de óleo de soja; 3.000 contratos de trigo. Fundos compradores estimados em 2.000 contratos de farelo de soja.

O USDA divulga na próxima terça-feira (30) o relatório de área oficial de plantio 2020/21 e o relatório de estoques trimestrais em 1o de junho. A área de soja deve ficar em 84,754 milhões de acres, de milho em 95,318 milhões de acres, e de trigo total em 45,019 milhões de acres. Os estoques trimestrais da soja estão estimados em 1,403 bilhão de bushels, do milho em 4,849 bilhões de bushels, e de trigo em 984 milhões de bushels.

A colheita de milho 2a safra 2019/20 no Paraná atingiu 4,12%, levemente atrasada em relação à média dos últimos anos, segundo a SEAB/Deral. As condições das lavouras tiveram leve melhora durante a última semana, passando de 42% para 44% as lavouras em boas condições. As lavouras em condições médias somam 39% e as lavouras em condições ruins somam 17%. A maturação atinge 39% das lavouras.


O plantio de trigo 2019/20 no Paraná atingiu 88,91%, levemente atrasado em relação aos anos anteriores. As condições das lavouras tiveram leve melhora durante a última semana, passando de 85% para 88% as lavouras em boas condições. As lavouras em condições médias somam 10% e as lavouras em condições ruins somam 2%.


A produção semanal de etanol de milho nos EUA subiu a 893 mil barris diários na semana encerrada no dia 19 de junho, de 841 mil da semana anterior, segundo a Agência de Informação de Energia (EIA). Já os estoques caíram de 21,346 milhões para 21,034 milhões de barris, contra 21,567 milhões do mesmo período do ano passado.


O número de mortos em todo o mundo causados pelo novo coronavírus (COVID-19) subiu para 484.092 hoje, de 478.289 até ontem, com 9.491.799 casos confirmados. Desde ontem são quase 200.000 novos casos confirmados em todo o mundo. O número de recuperados da pneumonia causada pelo vírus chegou a 4.782.910 hoje, de 4.661.118 até ontem.

No Brasil, o número de casos de COVID-19 subiu para 1.207.721 hoje, de 1.157.451 até ontem, segundo o consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O número de mortos chegou a 54.434, de 52.951 até ontem. O número de pacientes recuperados somam 649.908, de 613.345 até ontem.


O dólar opera em alta frente a outras moedas. A economia dos EUA registrou queda de 5% no primeiro trimestre de 2020, de acordo com a terceira e última estimativa do Departamento de Análises Econômicas dos EUA (BEA). O resultado veio em linha com o esperado. No quarto trimestre de 2019 o PIB dos EUA havia registrado crescimento de 2,1%.


Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA tiveram recuo de 60.000 na semana encerrada no dia 20 de junho, para taxa sazonalmente ajustada de 1,48 milhão de pedidos. A média móvel de 4 semanas caiu 160.750, a 1.620.750 pedidos. A taxa de desemprego na semana encerrada no dia 13 ficou em 13,4%.


No Brasil o dólar sobe acompanhando o exterior. Ontem a moeda subiu 3,36%, a R$5,3246. O Banco Central (BC) revisou sua projeção para o PIB deste ano de estável (0%), da estimativa de março, para retração de 6,4%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje. Para a inflação, o BC revisou de 2,6% para 2,4% o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. Em relação à Selic, atualmente na mínima histórica de 2,25% ao ano, o BC informou que “a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que o espaço remanescente para a utilização de política monetária é incerto e deve ser pequeno. O Comitê avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo”.

A prévia da inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,02% em junho, após deflação histórica de 0,59% em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o IPCA-15 desacelerou de alta de 1,96% para 1,92%. No ano o índice sobe 0,37%.


As bolsas globais operam majoritariamente em alta.


Os futuros do petróleo sobem recuperando parte da baixa de ontem.


No Brasil, tempo chuvoso no Sul nos próximos dias com a chegada de uma massa de ar polar, que também deve derrubar as temperaturas com possibilidade de geadas e queda de granizo.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.




Na Argentina, tempo estável amanhã.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, tempo chuvoso em parte do Meio-Oeste amanhã.

Previsão de Precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Jun

120

135

Jul

120

130

Ago

120

130

Set

121

131

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-1

5

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

210

360

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Jun

64

69

Jul

65

70

Ago

69

75

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Jun

55

59

Jul

54

58

Ago

56

60

Nuvem de gafanhotos: o que se sabe até agora sobre a infestação que pode chegar ao Brasil

Insetos se deslocam pela Argentina e destino mais provável até o momento é o Uruguai. Gafanhotos não fazem mal ao ser humano e nem são vetores de doenças. Controle deve ser feito e indicado pelas autoridades.

Por G1


A nuvem de gafanhotos que se desloca pela Argentina e se aproxima do Brasil e do Uruguai chegou ao território argentino no último fim de semana e, desde então, há monitoramento de autoridades e produtores do país vizinho para avaliar estragos e para qual direção os insetos vão seguir.

Diante do risco, o governo brasileiro já prepara um plano de ação para controlar a nuvem de gafanhotos, que pode causar prejuízos a lavouras e pastagens.

De onde surgiu a nuvem?

A informação mais precisa até o momento é de que a nuvem de gafanhotos se formou no Paraguai. Como é um fenômeno espontâneo e que só é possível monitorá-lo depois que se forma, não dá para saber em que cidade exatamente isso ocorreu.

O que se sabe é que os insetos entraram no território da Argentina pela província de Formosa, que faz divisa com o Paraguai, na última sexta-feira (19).

O gafanhotos, da espécie Schistocerca cancellata, nativa da América do Sul e, segundo o governo argentino, há registros dela no país desde 1891.

Os insetos trouxeram muitos problemas para lavouras da Argentina e do Brasil nas décadas de 1930, 40 e 60. Desde 2015, os argentinos voltaram a relatar a formação de nuvens de gafanhotos.

Por que ela se forma?

O pesquisador Ivo Pierozzi Júnior explica que os insetos têm um mecanismo genético de gregarismo, ou seja, agregados. É um comportamento natural dos gafanhotos viverem próximos, especialmente na época de reprodução.

Se encontram condição de reprodução, sobrevivência e alimentação, elas se agregam mais, para ter mais chances de se reproduzir. É como se aproveitassem o momento favorável para potencializar (o aumento da população). É uma ‘tempestade perfeita.”

Após esse ciclo de expansão, a tendência é que os insetos se dispersem, a chamada fase isolada, e o nível populacional se estabilize. Os gafanhotos podem viver de meses até um ano, tudo varia conforme a espécie, o clima e as condições do enxame.

Que estragos causaram na Argentina?

As principais regiões atingidas na Argentina são as províncias de Santa Fé, Formosa e Chaco, onde existe produção de cana-de-açúcar e mandioca e a condição climática é favorável, segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar argentino (Senasa)


Os gafanhotos se alimentam de vegetação, seja ela nativa ou plantada, então qualquer lavoura, pastagem ou área de floresta pode ser consumida pelos insetos.

Em aproximadamente um quilômetro quadrado podem ter até 40 milhões de insetos, que consomem em um dia pastagens equivalentes ao que 2 mil vacas ou 350 mil pessoas comem, afirma o engenheiro agrônomo argentino Héctor Medina, chefe de monitoramento do Senasa.

Apesar da imagem impressionar, causando pânico nas pessoas, os argentinos reforçam que o inseto não traz nenhum risco aos humanos e nem é vetor de doenças.

Onde está agora e pode chegar ao Brasil?

No último boletim divulgado pelo governo da Argentina na quarta-feira (24), a nuvem estava na cidade de Corrientes, porém os técnicos perderam o paradeiro dos insetos e não há uma localização precisa.

No início da quarta-feira, Medina, do Senasa, disse que a nuvem de gafanhotos estava a 130 km do município brasileiro de Barra do Quaraí, no oeste do Rio Grande do Sul, e de Bella Unión, no Uruguai. Há um risco, em menor escala, dos insetos chegarem ao oeste de Santa Catarina.


O destino da nuvem ainda é incerto. O mapa de movimentação dos insetos mostra que estão seguindo em direção ao Sul, o que aumentaria as chances deles migrarem para o Uruguai.

Neste momento, as autoridades brasileiras também estão em alerta porque o deslocamento depende muito do clima dos próximos dias. Mudanças na direção dos ventos e temperaturas mais quentes poderiam trazer a nuvem para o país.

Mas, até o momento, meteorologistas afirmam que a região Sul do Brasil deve ter clima frio e chuvoso, o que afastaria esses insetos do território brasileiro.

Segundo as informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, até quarta-feira (24), os ventos favoreciam a chegada dos insetos no estado. Com o avanço de uma frente fria e da chuva, o rumo foi alterado e a nuvem deve permanecer na Argentina por enquanto.

Nenhum produtor rural do Rio Grande do Sul avistou o inseto na Fronteira Oeste.

Como se mata tantos gafanhotos?

O controle mais efetivo conhecido é o uso de agrotóxicos. Segundo o pesquisador da Embrapa Soja Adeney de Freitas Bueno, uma forma de combater a nuvem de gafanhotos é utilizar inseticidas específicos nas plantações para matar os insetos.

“Porém, o uso de inseticida é paliativo e pode não ter um resultado tão bom, pois são muitos insetos, que voam de forma muito rápida a longas distâncias, em grande quantidade”, explica o pesquisador.

O uso desses pesticidas deve ser feito e indicado pelas autoridades, pois a utilização de agrotóxicos é controlada, exige receita e pode causar danos à saúde das pessoas e de outros insetos, como as abelhas. Por isso, a recomendação é para que a população não tome a iniciativa.

Como o Brasil está se preparando para a chegada da nuvem?

Desde terça-feira (23), o Ministério da Agricultura está em contato com as autoridades da Argentina para saber sobre o deslocamento da nuvem de gafanhotos.

Nesta quinta-feira, o ministério declarou emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A medida garante a contratação de profissionais temporários para controle da praga e facilita a importação de pesticidas.

O ministério também pediu que a Superintendências Federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que realizem o monitoramento das lavouras e orientem os agricultores a adotarem eventuais medidas de controle da praga, caso a nuvem chegue ao Brasil.

O governo brasileiro também estuda outras medidas para controlar os insetos. O sindicato que representa as empresas de aviação agrícola (Sindag) colocou à disposição do Ministério da Agricultura os 426 aviões pulverizadores que o Rio Grande do Sul possui.

A aviação agrícola é considerada mundialmente uma das principais armas no combate a nuvens de gafanhotos”, disse em nota o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

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