Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos, ainda repercutindo o relatório do USDA de sexta-feira e de olho no clima do noroeste do Meio-oeste dos EUA, com forte atuação dos fundos na ponta compradora.

Fundos compradores na sexta-feira estimados em: 20.000 contratos de milho; 20.000 contratos de trigo; 15.000 contratos de soja; 10.000 contratos de farelo de soja; 5.000 contratos de óleo de soja.

Devido ao feriado de 4 de julho nos EUA (Dia da Independência) no dia de amanhã, os grãos e derivados na Bolsa de Chicago terão fechamento mais cedo hoje, às 14:05 (horário de Brasília) para os contratos cheios e às 14:30 nos minicontratos, e não haverá pregão noturno hoje, nem o pregão regular e noturno de amanhã. Na quarta-feira (5), o pregão noturno inicia às 08:30, e o pregão regular inicia no horário normal, às 10:30.

O USDA divulgou na sexta-feira o relatório de área oficial de plantio 2017/18 e de estoques trimestrais em 1º de junho. Tanto a área de soja quanto os estoques trimestrais vieram abaixo do esperado pelo mercado, fazendo a soja fechar com mais de 25 pontos de alta nos principais vencimentos na sexta-feira. A área de soja veio em 89,513 milhões de acres, ante expectativa média de 89,75 milhões e 89,482 milhões da estimativa de março. Os estoques trimestrais da soja ficaram em 963,37 milhões de bushels, ante expectativa média de 983 milhões e 872 milhões de 1º de junho de 2016. Já no milho, área e estoques ficaram acima do esperado porém a forte alta no trigo puxou as cotações do cereal. A área de milho deve ficar em 90,886 milhões de acres, ante expectativa média de 89,9 milhões e 89,996 da estimativa de março. Os estoques trimestrais ficaram em 5,225 bilhões de bushels, ante expectativa média de 5,123 bilhões e 4,711 bilhões de junho de 2016. A área de todos os trigos dos EUA deve ficar em 45,657 milhões de acres, ante expectativa média de 46,07 milhões e 46,059 da estimativa de março. Já os estoques ficaram em 1,184 bilhão de bushels, ante expectativa de 1,137 bilhão e 976 milhões de junho de 2016.

A soja nov/17 inicia a semana com mais de 20 pontos de alta, em região de forte resistência.

O trigo set/17 opera com mais de 10 pontos nesta segunda-feira, nos maiores níveis em mais de 1 ano. Na sexta-feira, os futuros do trigo fecharam com mais de 29 pontos de alta nos principais vencimentos. Na véspera, os futuros do cereal já tinham subido mais de 20 pontos com a divulgação do relatório de área de cultivo de trigo no Canadá, que deve ficar abaixo da área de canola pela primeira vez na história.

O milho acompanha a forte alta do trigo, ignorando o relatório do USDA, também de olho no clima dos EUA.

A colheita de milho no Mato Grosso avançou quase 10 pontos percentuais na última semana, para 29,25% colhido, à frente dos anos anteriores. A região mais adiantada é da do Médio-norte com 11,37 p.p. em relação ao ano anterior, enquanto a região Nordeste apresenta atraso de 16,46 p.p..

A colheita do milho 2ª safra do Brasil atingiu 16,2% na última sexta-feira, contra 12,4% da média dos últimos 4 anos, segundo a AgRural.

Os fundos aumentaram as posições vendidas de soja e milho na semana encerrada no dia 27 e praticamente zeraram as posições vendidas no trigo. Os fundos venderam 31.542 contratos, aumentando as posições vendidas para 118.683; Vendas de 52.293 contratos de milho, para 106.119 contratos vendidos; Compras de 10.812 contratos de trigo, ficando com apenas 10.158 contratos vendidos. Compras de 5.742 contratos de óleo de soja e 9.320 contratos de farelo de soja.

O dólar opera em alta frente a outras moedas após as quedas recentes. Nesta semana, destaque para a ata do FOMC, na quarta-feira, e os relatórios empregos ADP e Payroll nos EUA, na quinta e sexta-feira.

No Brasil, a moeda abriu com leve alta e agora vale R$3,3035%, -0,26% (10h20). O Banco Central inicia o mês sem intervenções no mercado. Em agosto vencem US$6,181 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente a 123.620 contratos. O mercado segue de olho no cenário político, com a votação do pedido de urgência para a reforma trabalhista no Senado e a defesa do presidente Michel Temer na Câmara. Na sexta-feira, a moeda fechou com alta de 0,14%, a R$3,3128, acumulando alta de 2,36% no mês de junho.

O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado Focus, com redução nas expectativas para a inflação deste e do próximo ano. Para este ano, a estimativa para a inflação passou de 3,48% para 3,46% enquanto a estimativa para o crescimento da economia se manteve em 0,39%. O dólar deve terminar o ano em R$3,35 e a meta da taxa Selic em 8,5%. Para 2018, a expectativa para a inflação caiu de 4,30% para 4,25% e a expectativa para o crescimento do PIB caiu de 2,10% para 2%. O dólar deve terminar 2018 em R$3,40 e a meta da taxa Selic em 8,25%, contra 8,50% da estimativa anterior.

As bolsas mundiais iniciam o segundo semestre em alta. No Brasil, o Ibovespa abiu com leve alta e agora opera nos 63.930, +0,69% (10h05).

Os futuros do petróleo operam em alta, ainda em correção das altas recentes. A produção de petróleo da Rússia ficou em 10,95 milhões de barris por dia em junho, assim como em maio, segundo dados do Ministério da Energia do país, cumprindo o acordo global da OPEP.

O setor industrial da China medido pelo índice de gerentes de compras (PMI) da Caixin Media, subiu de 49,6 em maio para 50,4 em junho, voltando a mostrar expansão.

O setor industrial do Reino Unido medido pelo índice dos gerentes de compra (PMI) do IHS Markit, caiu de 56,3 em maio para 54,3 em junho, enquanto os analistas previam leve alta no indicador.


CLIMA

 

No Brasil, tempo predominantemente seco nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

As chuvas ficam abaixo da média no Sul do país.

Previsão de Desvio de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, chove na região central nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, tempo predominantemente seco e quente no noroeste do Meio-oeste nesta semana, o que deve piorar as condições das lavouras da região. Chove no restante das regiões produtoras de soja e milho.

Previsão de precipitação EUA, 72 horas, em polegadas.

Probabilidade de temperaturas EUA, 6-10 dias.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.


PRÊMIOS

 


MATÉRIA DO DIA

 

Feijão agora pode ser rastreado pelo celular do consumidor

Nova linha de feijão selecionado segue o conceito premium e promete levar ao consumidor informações sobre os locais de produção

Giorgio Dal Molin, Gazeta do Povo

Feijão selecionado terá produção com conceito premium no maior produtor de feijão do Brasil: o estado do Paraná


Bovinos são rastreados e marcados para atestar a qualidade sanitária e origem do rebanho. Com o feijão, isso não acontece. Ou melhor, não acontecia, pois neste mês começou a circular o “feijão premium”, com origem na região de Castro, no Paraná – maior produtor de feijão do Brasil. Se “moda pega”, o consumidor brasileiro será beneficiado, já que é o povo que mais consome o cereal no mundo, com média de quase 15 kg por pessoa ao ano. Apesar da quantidade, “os empacotadores não sabem de onde vem o produto, nem como foi produzido”, explica diretor de operações da Castrolanda, Marcos Antônio Prado. “Nessa nova linha que estamos produzindo, acompanhamos todo processo de produção do feijão-preto e carioquinha”, completa, referindo ao lançamento da empresa, o Feijão Tropeiro Seleção.
Feijão com QR Code As informações coletadas são repassadas ao consumidor pelo próprio pacote do feijão, da seguinte maneira:  Ao final da colheita, é feita uma seleção dos maiores e melhores feijões. O cereal é, então, empacotado e distribuído ao varejo com uma embalagem diferente. A partir de uma espécie de código de barras (QRCode), basta apontar a câmera do celular para ser redirecionado ao site do produto, que apresenta informações do processo de produção da linha Premium de feijão da Castrolanda. A promessa, contudo, é que ainda neste ano o consumidor tenha mais informações e conheça com mais precisão, a partir do QR Code, de qual propriedade saiu o feijão que está no pacote que está sendo adquirido.Feijão premium: selecionado da terra ao celular A ideia da cooperativa é acompanhar o produtor desde que a semente selecionada especialmente para a produção é colocada na terra. Outra meta é diminuir o uso de agroquímicos. Tudo com o acompanhamento da Fundação ABC, uma ONG de soluções tecnológicas para o agronegócio. Willem Bauwman é um dos escolhidos para produzir o alimento. Ele irá plantar sua primeira safra premium em outubro, para colher em janeiro. “Existem pequenas diferenças de cultivo e uso de defensivos”, conta. A motivação, segundo ele, vai além do recebimento de um valor extrapor plantar sementes diferenciadas. “Indica que sou um produtor confiável”, completa.  Nessa primeira distribuição, foram produzidas cerca de 1 mil toneladas em 300 hectares de feijão-preto e carioquinha. “O produto está sendo inicialmente ofertado em três redes de supermercados de Curitiba”, informa Cleverson Castilhos, coordenador de vendas para o varejo. “E queremos evoluir para outras variedades, como o feijão-vermelho”, completa Everson Lugarezio gerente de negócios de feijão da Castrolanda. A intenção é expandir a produção para cooperados em São Paulo e no Centro-Oeste, a fim de oferecer feijão durante todo o ciclo anual e também expandir a linha para outras regiões do Brasil.


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