Bom dia, a Bolsa de Chicago inicia a semana em baixa nos principais ativos.

O USDA divulga hoje o relatório de andamento de safra dos EUA. As chuvas da última semana atrapalharam o andamento da semeadura da soja e milho. Expectativa do plantio de soja em torno de 13%, contra 22% do ano passado e 17% da média dos últimos anos. Para o milho, expectativa de plantio em torno de 40%, contra 63% do ano passado e 50% da média.

O USDA divulga nesta quarta-feira (10) o relatório de oferta e demanda de maio, com a primeira estimativa para a temporada 2017/18. Os estoques de soja da safra velha devem ter leve queda enquanto os estoques de milho devem ter leve alta. Para a safra 2017/18 de soja, expectativa dos estoques em 555 milhões de bushels e de 2,12 bilhões de bushels para o milho. Para a safra Sul-americana, expectativa de leve aumento na produção de soja e milho do Brasil e manutenção na safra da Argentina.

Os fundos reduziram as posições vendidas na soja, milho e trigo na semana encerrada no dia 2 de maio. Os fundos compararam 608 contratos de soja, 11.627 contratos de milho e 37.687 contratos de trigo, ficando com 47.667 contratos vendidos na soja, 184.630 no milho e 124.638 no trigo.

As inundações no estado do Arkansas causaram perdas de aproximadamente US$64,5 milhões, segundo estimativa preliminar da Divisão de Agricultura da Universidade do Arkansas. Em todo o estado, quase 2,5 milhões de hectares de lavouras foram afetadas, com quase 1 milhão de hectares perdidos, entre as culturas do arroz, soja, milho e algodão.

A colheita de soja na Argentina atingiu 49% na quinta-feira, contra 32,2% da semana anterior e 41,5% da média dos últimos anos. A estimativa de produção se mantém em 56,5 milhões de toneladas. A colheita de milho atingiu 29% na quinta-feira, um avanço de 3,6 pontos perntuais na semana. A estimativa de produção de milho está mantida em 37 milhões de toneladas, contra 38,5 milhões da última estimativa do USDA.

O dólar opera em alta frente a outras moedas após as eleições na França. O ex-banqueiro europeísta e liberal de 39 anos, Emmanuel Macron, venceu as eleições presidenciais na França neste domingo. Mais cedo, o euro chegou a operar no maior valor desde novembro de 2016.

No Brasil, a moeda abriu com quase 0,5% de alta e agora vale R$3,1869, +0,36% (10h40). O Banco Central segue em intervir no mercado de câmbio neste início de mês. Em junho, vencem US$ 4,4 bilhões em swap cambial tradicional. No cenário político, destaque para o depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro em Curitiba na manhã desta quarta-feira (10). Mercado atento também para a conclusão da análise do relatório na comissão especial da reforma da Previdência, após a sessão ter sido interrompida na última quarta-feira (3) com a invasão de agentes penitenciários pela não inclusão entre os beneficiários de aposentadoria especial. A votação no plenário da Câmara ainda não foi definida e o governo está longe dos 308 votos necessários para a aprovação do projeto. Na sexta-feira a moeda caiu 0,24%, a R$3,175, após subir 0,77% na quinta-feira.

O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado Focus. A estimativa para a inflação deste ano passou de 4,03% para 4,01% e a estimativa para o crescimento da economia passou de 0,46% para 0,47%. O dólar deve terminar o ano em R$3,18 e a meta da taxa Selic em 8,5%. Para 2018, a expectativa para a inflação passou de 4,3% para 4,39% e a expectativa para o PIB permaneceu em 2,5%. A expectativa para o dólar no fim de 2018 está em R$3,40 e para a meta da Selic em 8,5%.

As Bolsas Asiáticas fecharam majoritariamente em alta, repercutindo as eleições na frança. O restante das bolsas mundiais operam majoritariamente em baixa.

No Brasil o Ibovespa abriu com leve baixa e opera nos 66.200 pontos, -0,36% (10h30). Na sexta-feira o Ibovespa subiu 1,31%, aos 65.709 pontos, acumulando alta de 0,47% na semana.

Os futuros do petróleo iniciam a semana em baixa, dando sequência a baixa de quase 5% acumulada na semana passada, acompanhando a queda nos preços do minério de ferro na China e com os temores de aumento na produção de petróleo nos EUA.

Os futuros do minério de ferro na China operam nos menores valores desde o fim do ano passado com a expectativa de redução na demanda no país.

As exportações da China medidas em dólares tiveram expansão anual de 8%, após crescimento de 16,4% em março, segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país. O número veio abaixo das expectativas do mercado, que previam crescimento de 10,4%. As importações subiram 11,9% em abril ante igual mês do ano passado, após alta de 20,3% em março. Já o superavit comercial subiu para US$ 38,05 bilhões em abril, de US$ 23,93 bilhões em março, acima das expectativas do mercado.


CLIMA

 

No Brasil, instabilidades provocam chuvas no RS e SC, divisa com Argentina e Paraguai neste início de semana. No restante do país, um sistema de alta pressão deixa o tempo seco, com umidade relativa do ar baixa na região central.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

As chuvas ficam abaixo da média em boa parte do país nesta semana.

Previsão de Desvio de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, instabilidades provocam chuvas de grande volume no Noroeste, com chuvas de menor volume nas províncias de Santa Fé, Entre Rios e Buenos Aires.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

As chuvas ficam acima da média na região Noroeste da Argentina.

Previsão de Desvio de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chove na faixa central dos EUA, principalmente entre o Colorado, Kansas e Nebraska. Nos estados mais ao norte do Meio-oeste o plantio deve acelerar nesta semana com o tempo mais seco.

Previsão de precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.


PRÊMIOS

 

Paranaguá

Golfo do México – EUA


MATÉRIA DO DIA

 

Cientista transforma CO2 em combustível e desencadeia fotossíntese artificial para limpar o ar
Por Any Karolyne Galdino, Engenharia É

Imagem: UCF

Um professor da Universidade da Flórida, Fernando Uribe-Romo, desenvolveu uma forma de desencadear artificialmente o processo de fotossíntese em um material sintético, transformando gases do efeito estufa em ar limpo, e produzindo energia ao mesmo tempo.

Durante anos, os cientistas têm procurado uma maneira de fazer a luz visível desencadear a fotossíntese. Enquanto os raios UV são a melhor opção, eles só formam cerca de 4 por cento da luz que a Terra recebe do sol. A faixa de luz visível compõe a maior parte dos raios solares. No entanto, os materiais que podem efetivamente pegar essas ondas são caros. A platina, o rênio e o irídio são ótimas opções, mas Uribe-Romo observou que eles são muito caros.

Ele optou por titânio composto com moléculas orgânicas que atuam como antenas para “colher” a luz. As moléculas da antena, chamadas N-alquil-2-aminotereftalatos, podem ser projetadas para absorver cores específicas de luz quando incorporadas no MOF. Neste caso, os pesquisadores as projetaram para a cor azul.

“A adaptação de materiais que absorvem uma cor específica de luz é muito difícil do ponto de vista científico, mas estamos contribuindo para o desenvolvimento de uma tecnologia que pode ajudar a reduzir os gases de efeito estufa”, disse Uribe-Romo.

O objetivo final seria aumentar a tecnologia. Os proprietários poderiam um dia ter telhas feitas do material. Essas telhas poderiam produzir ar limpo para a vizinhança e produzir a energia necessária para alimentar casas. Poderia até funcionar em um ambiente corporativo.

“A idéia seria montar estações que capturam grandes quantidades de CO2, como se fosse uma usina”, disse Uribe-Romo. “O gás seria sugado para a estação, passando pelo processo e reciclando os gases de efeito estufa enquanto produz energia que seria colocada de volta na usina”.

A equipe montou um fotorreactor LED (imitando o comprimento de onda azul do sol) para testar sua hipótese. Quando a máquina é alimentada com dióxido de carbono, os cientistas observaram uma reação química ocorrer, transformando-o em duas formas reduzidas de carbono, formiato e formamidas (dois tipos de combustível solar).

Caso a ideia funcione mesmo, isso poderia reduzir os gases de efeito estufa em grande escala. Para assistir ao professor Uribe-Romo falar mais sobre o projeto, confira o vídeo abaixo:


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