Boa tarde, a Bolsa de Chicago inicia semana em baixa nos principais ativos após o relatório baixista do USDA e com as novidades na guerra comercial. A soja e o milho operam nos menores níveis em pouco mais de 1 mês. Durante o fim de semana o presidente dos EUA, Donald Trump, disse à repórteres que as negociações comerciais com a China seguem “muito bem”, mas que os EUA só fecharão um acordo se fosse o negócio certo para os EUA: “As negociações comerciais com a China estão indo muito bem eu acho, muito bem, e se fizermos o acordo que queremos, será um grande acordo, e se não for um grande acordo, não o farei; Eu gostaria de fazer um acordo, mas tem que ser o acordo certo; A China quer muito fazer um acordo; Eles estão tendo o pior ano que tiveram em 57 anos. A cadeia de suprimentos deles está quebrada como um ovo, eles querem fazer um acordo, talvez eles tenham que fazer um acordo, eu não sei, não ligo, isso é com eles”. Trump disse também que não concordou em reverter as tarifas sobre a China, mas que Pequim gostaria que ele o fizesse.


Devido ao feriado de Veteran’s Day (Dia dos Veteranos de Guerra) hoje nos EUA, o USDA divulga amanhã o relatório de andamento de safra dos EUA, com expectativa da colheita de soja em 83%, contra 87% do mesmo período de 2018 e 92% da média dos útimos 5 anos. Para o milho, expectativa da colheita em 65%, contra 84% de 2018 e da média. O USDA divulga amanhã também o relatório de embarques semanais de grãos dos EUA.

O plantio de soja no Brasil atingiu 58,1% até quinta-feira, contra 71,9% do mesmo período de 2018 e 62,4% da média dos últimos 5 anos, segundo a consultoria Arc Mercosul.

O plantio de soja no Mato Grosso atingiu 91,55% até sexta-feira, contra 96,25% de 2018 e 83% da média dos últimos 5 anos, segundo o IMEA.


A balança comercial brasileira registrou superavit US$ 1,206 bilhão, valor 80,1% inferior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 5,792bilhões, segundo a SECEX (Secretaria de Comércio Exterior). No mês, a exportação alcançou cifra de US$ 18,231 bilhões. Em relação a outubro de 2018, as exportações registraram retração de 20,4%, e em relação a setembro de 2019, diminuição de 11,2%, pela média diária. As importações totalizaram US$ 17,025 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, as importações apresentaram aumento de 1,1%, e sobre setembro de 2019, decréscimo de 5,8%, pela média diária. No acumulado de 2019, as exportações apresentaram valor de US$ 185,437 bilhões. Sobre 2018, as exportações registraram queda de 7,7%, pela média diária, quando totalizou US$ 198,980. As importações somaram US$ 150,614 bilhões, diminuição de 1,5%, pela média diária, sobre o mesmo período do ano anterior, US$ 151,452 bilhões. No ano, o saldo comercial registra superavit de US$ 34,823 bilhões, valor 27,4% inferior, pela média diária, ao alcançado em igual período de 2018, US$ 47,528 bilhões.


As exportações de soja do Brasil somaram 4,87 milhões de toneladas em outubro, contra 4,45 milhões em setembro e 5,22 milhões de outubro de 2018. As exportações de milho foram de 6,14 milhões de toneladas, cotra 6,5 milhões de setembro e 3,11 milhões de outubro de 2018.


O dólar opera em baixa frente a outras moedas realizando as altas recentes. O presidente do Federal Reserve de Boston, Eric Rosengren, disse hoje que a economia dos EUA está em boa forma e que acredita que o último corte nos juros era desnecessário: “Eu vejo a economia dos EUA como em muito boa forma no momento; O PIB parece que vai crescer em torno do potencial”.


No Brasil a moeda recua acompanhando o exterior e realizando parte da alta da última semana com frustração no megaleilão do pré-sal e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar a prisão depois de condenação em segunda instância, culminando com a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite da sexta-feira. Na sexta-feira a moeda subiu 1,82%, a R$ 4,166, acumulando alta de 4,31% na semana. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,08% na primeira prévia de novembro, de 0,68% no mesmo período de outubro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Dentre os subíndices que compõe o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,09%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou 0,06%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,29% na primeira leitura de novembro.


O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de maior inflação para este ano. As instituições financeiras elevaram a expectativa para a inflação deste ano de 3,29% para 3,31%, enquanto mantiveram inalterado a expectativa para o crescimento da economia em 0,92%. O dólar deve encerrar o ano em R$4,00 e a meta da taxa Selic em 4,5% ao ano. Para 2020, a expectativa para a inflação permaneceu em 3,6% enquanto a expectativa para o crescimento do PIB subiu de 2,00% para 2,08%. O dólar deve encerrar o próximo ano em R$4,00 e a meta da Selic em 4,5%.


As bolsas globais operam majoritariamente em baixa.


No Brasil o Ibovespa opera com leve alta recuperando parte da perda do último pregão. Na sexta-feira o Ibovespa caiu 1,78%, aos 107.628 pontos.


Os futuros do petróleo operam em baixa. O Presidente do Irã, Hassan Rohani, anunciou no fim de semana a descoberta de imenso campo de petróleo capaz de produzir mais de 50 bilhões de barris e aumentar em um terço as reservas do país.


A economia do Reino Unido subiu 0,3% no terceiro trimestre, após recuo de 0,2% no segundo trimestre, segundo a Agência Nacional de Estatísticas. A expectativa estava em uma alta de 0,4%. Na comparação anual, o PIB britânico subiu 1%, abaixo do crescimento de 1,3% do segundo trimestre e abaixo do crescimento de 1,1% esperados pelo mercado.


No Brasil, tempo chuvoso em boa parte do país nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.



Na Argentina, tempo chuvoso em parte das regiões produtoras nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.


Nos EUA, tempo na porção leste do país nesta semana.

Previsão de Precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.


As temperaturas ficam de acima a abaixo da média para o período.


Previsão de neve para os próximos dias nas regiões produtoras.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

75

90

Fev

40

50

Mar

30

39

Abr

25

35

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

-26

-18

Dez

-26

-18

Fev

-23

-20

Mar

-21

-16

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

110

130

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

54

60

Dez

57

61

Jan

55

59

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

47

50

Dez

46

52

Jan

53

57

Físicos russos criam uma fórmula para produzir gasolina a partir de algas

Por Ademilson Ramos, Engenharia É

Uma equipe científica da Rússia conseguiu decifrar a composição química do combustível criado a partir de algas unicelulares, de acordo com um estudo publicado no European Journal of Mass Spectrometry.

Nosso trabalho futuro deve se concentrar no uso de algas com o máximo teor de gordura, bem como a criação de tais espécies de algas através de modificações genéticas. Desta forma, podemos escolher a matéria-prima mais eficaz para a produção futura de biocombustível “, disse um dos responsáveis ​​pelo estudo, Evgueni Nikolaev.

Como explicou Nikolaev, a composição química do biocombustível produzido por algas ‘liquefeito’ tem muitas características em comum com os assim – chamados ‘zelionka’ – um líquido frequentemente usado como um anti-séptico na Rússia, e não com produtos petrolíferos.

De acordo com os cientistas russos, o biocombustível de algas é produzido por aquecimento do plâncton unicelular para 300 Cº e subsequente processo de prensagem, que na verdade imita o processo de desenvolvimento de óleo no interior da Terra. Como resultado, a biomassa é dividida em combustível líquido e uma espécie de “resina” que se acumula no fundo do reator. Assim, cientistas russos decidiram “mergulhar” as algas nos vapores de água pesada e álcalis para examinar a composição do combustível e, assim, melhorar suas características.

Águas pesadas e álcalis contêm átomos de deutério, em cujo núcleo não só está presente um próton, mas também um nêutron. Dessa forma, os pesquisadores tiveram a oportunidade de examinar a estrutura tridimensional dos componentes do biocombustível.

De acordo com o físicos russos, pesquisas futuras poderão permitir entender melhor o que tipos de algas são mais apropriados para a produção de biocombustíveis e como elas podem ser modificados para substituir a gasolina e outros combustíveis.

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