Boa tarde, a Bolsa de Chicago inicia a semana com forte baixa com foco no clima dos EUA. Bons volumes de chuva atingiram as principais regiões produtoras de soja e milho dos EUA durante o fim de semana, reduzindo os temores sobre possíveis perdas em locais atingidos pela seca nas últimas semanas.


Fundos vendedores na sexta-feira estimados em: 35.000 contratos de milho; 9.000 contratos de soja; 4.000 contratos de farelo de soja; 1.000 contratos de óleo de soja. Fundos compradores estimados em 8.000 contratos de trigo.

O USDA divulga no final da tarde de hoje o relatório de andamento de safra dos EUA, com expectativa de leve piora nas condições das lavouras de soja e milho durante a última semana.

A colheita do milho 2a safra 2019/20 no Brasil alcançou 34,9% até quinta-feira, contra 49% do mesmo período do ano passado e 30,9% da média histórica, segundo a Arc Mercosul.

A colheita de milho 2019/20 no Mato Grosso atingiu 61,13% até sexta-feira, contra 76,16% do mesmo período de 2019 e 50,58% da média dos últimos 5 anos, segundo o IMEA.


O USDA divulgou na sexta-feira o relatório de oferta e demanda agrícola global (WASDE). Na safra dos EUA, os estoques finais de soja 2019/20 foram elevados de 15,92 milhões para 16,87 milhões de toneladas, elevando os estoques finais 2020/21 de 10,76 milhões para 11,56 milhões de toneladas, leve acima do esperado pelo mercado. Na safra de milho os estoques finais da safra velha foram revisados de 53,42 milhões para 57,10 milhões de toneladas. Já na nova safra o USDA reduziu a estimativa de produção de 406,29 milhões para 381,02 milhões de toneladas, reduzindo os estoques finais da nova safra de 84,41 milhões para 67,26 milhões de toneladas, redução bem maior do que a esperada.


Na safra do Brasil o USDA elevou a estimativa de exportação de soja 2019/20 de 85 milhões para 89 milhões de toneladas e reduziu a estimativa de exportação de milho 2019/20 de 35 milhões para 34 milhões de toneladas.


Na safra da Argentina a estimativa de exportação de milho 2019/20 foi elevada em 2 milhões de toneladas, a 37 milhões de toneladas.


Na safra da China o USDA elevou a estimativa de importação de soja 2019/20 de 94 milhões para a 96 milhões de toneladas.


O número de mortos em todo o mundo causados pelo novo coronavírus (COVID-19) subiu para 569.878 hoje, de 555.531 até sexta-feira, com 12.945.828 casos confirmados. Desde sexta-feira pouco mais de 650.000 novos casos confirmados em todo o mundo. O número de recuperados da pneumonia causada pelo vírus chegou a 7.147.818 hoje, de 6.761.933 até sexta-feira.


No Brasil, o número de casos de COVID-19 subiu para 1.866.176 hoje, de 1.759.103 até sexta-feira, segundo o consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O número de mortos chegou a 72.151, de 69.254 até sexta-feira. O número de pacientes recuperados somam 1.213.512, de 1.152.467 até sexta-feira.


O dólar opera com leve baixa frente a outras moedas. A cidade de Nova York registrou ontem o primeiro dia sem mortes ligadas ao coronavírus desde o início da pandemia. Por outro lado, o estado da Flórida registrou 15.300 novos casos em um único dia, o maior número registrado até o momento em um estado do país.


No Brasil a moeda opera com leve alta. Na sexta-feira a moeda recuou 0,35%, a R$5,3208, fechando a semana praticamente estável, com alta de 0,05%. O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de maior inflação e menor retração da economia para este ano. As instituições financeiras elevaram a expectativa para a inflação deste ano de 1,63% para 1,72%, e reduziram a expectativa para a retração do PIB de 6,50% para 6,10%. O dólar deve encerrar o ano em R$5,20 e a meta da taxa Selic em 2,00% ao ano. Para 2021 as estimativas para a inflação e crescimento do PIB ficaram inalteradas em 3% e 3,50%, respectivamente. O dólar deve encerrar o próximo ano em R$5,00 e a meta da Selic em 3,00%.


As bolsas globais iniciam a semana em alta. No Brasil o Ibovespa futuros segue acima dos 100 mil pontos.


Na sexta-feira o Ibovespa fechou com alta de 0,88%, aos 100.031 pontos, fechando acima dos 100 mil pontos pela primeira vez desde 5 de março, início da pandemia de coronavírus no Brasil.


Os futuros do petróleo operam próximo à estabilidade. Expectativa nesta quarta-feira para uma reunião técnica da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que deve recomendar menor corte de produção da commoditie para os próximos meses.


No Brasil, tempo chuvoso no Sul nesta semana, com alerta de geadas.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.



Na Argentina, tempo predominantemente estável nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, tempo chuvoso em boa parte do país nesta semana.

Previsão de Precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.


As temperaturas seguem acima da média nos próximos dias.


Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Jul

98

120

Ago

105

115

Set

115

125

Out

115

126

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-1

5

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

230

380

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Jul

63

70

Ago

67

73

Set

68

74

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Jul

55

59

Ago

56

60

Set

59

64

Coronavírus pode estar presente nos esgotos do mundo desde 2019

Luiz Nogueira, Olhar Digital


Amostra coletada em março do ano passado na Espanha possuía assinaturas do vírus; material analisado no Brasil também apresentou resquícios da doença

O novo coronavírus ainda é considerado um mistério em muitos aspectos. Mesmo que vários avanços em relação às características da doença tenham sido feitos, ainda há muito a se descobrir. O verdadeiro início do surto é um exemplo disso.

Isso porque, pesquisadores de cinco países – incluindo do Brasil – descobriram a presença do vírus em amostras de esgoto coletadas antes mesmo do primeiro caso ser registrado no local que foi considerado o epicentro da doença, a cidade de Wuhan, na China.

Os estudos encontraram indícios do novo coronavírus circulando semanas ou até meses antes do primeiro caso vir à tona.

A pesquisa mais intrigante foi feita em Barcelona. Lá, pesquisadores analisaram amostras de esgoto coletadas em duas ocasiões: 15 de janeiro de 2020 e 12 de março de 2019. O resultado colocou em xeque o que se sabia até o momento.

Na amostra do dia 15, o vírus foi detectado, o que pode ser considerado normal, considerando que o material foi coletado 41 dias antes do primeiro caso oficialmente registrado. Com isso, pode-se concluir que a doença já estava circulando pela Espanha antes de explodir em um surto.

No entanto, o que mais chamou a atenção dos cientistas é que a amostra de 12 de março, nove meses antes do primeiro caso de Wuhan ser registrado, possuía assinaturas da doença. Para explicar o que pode ter ocorrido, os especialistas levantaram algumas hipóteses.

A primeira delas diz respeito aos diagnósticos errados atribuídos às doenças respiratórias – algo que teria ajudado na disseminação da doença. Outra razão pode estar ligada ao fato de que o vírus não se espalhou suficientemente bem para iniciar um surto.

Mais dois possíveis motivos foram indicados como problemas de análise. Pode ser que a amostra foi contaminada de alguma forma ou temos o que é conhecido como falso positivo, isso porque há uma grande similaridade entre a doença atual e outros vírus respiratórios.

Em uma análise mais ampla, algumas pessoas acreditam que o vírus já estava presente no mundo todo há meses, só esperando ser ativado. É o que defende Tom Jefferson, epidemiologista do Centro de Medicina Baseada em Evidências da Universidade de Oxford. Ele aponta que “talvez estejamos vendo um vírus dormente que foi ativado por condições ambientais”.

Pesquisa brasileira

Como citado, há um estudo brasileiro que fez a mesma descoberta dos especialistas de Barcelona. Por aqui, a equipe liderada por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve acesso a seis amostras de esgoto congelado. O material foi coletado em Florianópolis, em um período que foi de 30 de outubro de 2019 a 4 de março de 2020.

A pesquisa ainda não passou por revisão. No entanto, foi descoberta a presença do vírus nas amostras a partir de 27 de novembro. De acordo com os resultados, o material possuía 100 mil cópias do genoma do vírus por litro. Esse valor é cerca de um décimo do que foi identificado na coleta mais recente, de 4 de março.

Para detectar a doença nas amostras, os pesquisadores informam que utilizaram o teste RT-PCR, que consegue detectar a presença do vírus a partir de 24 horas da contaminação do indivíduo. O que o teste faz é, basicamente, transformar o material genético do novo coronavírus, chamado de RNA, em DNA para que seja identificado.

Com as descobertas, os autores do artigo indicam que o “Sars-Cov-2 circulava na comunidade meses antes de o primeiro caso ser reportado no continente americano”. No entanto, mesmo com o resultado, ainda é muito difícil saber exatamente quando a doença surgiu. Para responder a essas questões, novos estudos ainda serão necessários.

Contaminação pelo esgoto

A detecção de amostras do vírus no esgoto aponta para um cenário possivelmente perigoso, em que várias pessoas podem ser contaminadas se tiverem contato com o material. Em 2003, por exemplo, durante um surto de Sars-Cov em Hong Kong, vários moradores de um prédio foram contaminados pela doença. Essa onda de infectados foi atribuída a um vazamento encontrado na tubulação de esgoto da construção.

Na situação atual, ainda não há confirmação de que algo semelhante tenha ocorrido – e nem mesmo que essa transmissão seja viável.

No entanto, se a contaminação pelo esgoto for comprovada, pode ser que descarte de material contaminado esteja ocorrendo há meses em rios de vários países. Pesquisas recentes indicam que o tratamento adequado do esgoto pode ser eficaz para eliminar a presença do vírus. Porém, vários locais, incluindo o próprio Brasil, possuem sistemas de tratamento bastante precários, e que não chegam a todas as localidades.

Dados divulgados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2018, por exemplo, indicam que apenas 46% do esgoto produzido pelos residentes do país é tratado e descartado de maneira adequada. Por conta disso, mais de 300 mil pessoas precisam ser internadas anualmente por conta do contato com esgoto sem tratamento.

Via: G1

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