Bom dia, a Bolsa de Chicago inicia semana com leves perdas com guerra comercial em foco. Após os EUA decidirem impor tarifas de 25% em US$50 bilhões em produtos importados da China na noite de quinta-feira (14), na sexta-feira a China respondeu com a imposição de tarifas de 25% sobre 659 produtos dos EUA, também avaliados em US$50 bilhões. As tarifas impostas pela China devem entrar em vigor no dia 6 de julho. A China ameaçou ainda sobretaxar petróleo, gás natural e outros produtos de energia dos EUA. Atualmente a China é o maior importador de petróleo dos EUA, com 363 mil barris diários.

A soja jul/18 opera no menor nível desde fevereiro de 2016, com suporte nos US$8,90 e nos US$8,75, mínima do contrato.

O USDA divulga hoje o relatório de andamento de safra dos EUA, com expectativa de manutenção ou leve piora nas condições das lavouras de soja e milho durante a última semana.
Fundos vendedores na sexta-feira estimados em: 16.000 contratos de soja; 7.000 contratos de óleo de soja; 6.000 contratos de milho; 6.000 contratos de farelo de soja; 3.500 contratos de trigo.
O esmagamento de soja nos EUA foi de 163,572 milhões de bushels em maio, segundo relatório da NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas), um pouco abaixo das expectativas do mercado, porém 7,4% acima do último recorde para o mês, de maio de 2016. Os estoques caíram de 2,092 bilhões para 1,856 bilhão de libras-peso.

Com tensões comerciais, os fundos foram grandes vendedores de commodities na CBOT na semana encerrada no dia 12 de junho, segundo o relatório de comprometimento de traders (COT). Soja (na semana -59.429; posição total +12.870); Milho (-77.383; +36.216); Trigo (-1.383; +14.903); Farelo de soja (-11.330; +89.517); Óleo de soja (-16.135; -73.745).

A colheita de milho no Mato Grosso começa a ganhar força, com 6,25% colhido até sexta-feira, segundo o IMEA.

O dólar opera em alta frente a outras moedas. Discursos de dirigentes do Federal Reserve devem movimentar o mercado no dia de hoje.

No Brasil, a moeda abriu com leve alta e agora vale R$3,7460, +0,43% (10h25). Na última semana o BC anunciou a continuidade na intervenção no mercado de câmbio para esta semana. “O BC continuará acompanhando as condições de mercado de câmbio e atuando para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento. Da mesma forma, o BC e o Tesouro Nacional continuarão a atuar de forma coordenada no mercado de juros para prover liquidez e contribuir para seu bom funcionamento. Para a semana que vem, o BC estima oferecer montante em torno de US$10 bilhões em contratos de swaps. Esse montante poderá ser ajustado para cima ou para baixo, dependendo das condições de mercado. O Banco Central reafirma que não vê restrições para que o estoque de swaps cambiais exceda consideravelmente os volumes máximos atingidos no passado”. Inicia amanhã a reunião de dois dias do Copom (Comitê de Política Monetária) para decisão da taxa de juros do Brasil, com a maioria do mercado avaliando o aumento de 0,25 ponto percentual na Selic, para 6,75% ao ano. Na sexta-feira a moeda caiu 2,16%, a R$3,7289, acumulando alta de 0,58% na semana.
O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de maior inflação e menor crescimento da economia para 2018 e 2019. Para este ano, a expectativa para a inflação subiu de 3,82% para 3,88%, enquanto a expectativa para o crescimento da economia caiu de 1,94% para 1,76%. O dólar deve terminar o ano em R$3,63 e a meta da taxa Selic em 6,50%. Para 2019, a expectativa para a inflação subiu de 4,07% para 4,10%, e a expectativa para o crescimento da economia caiu de 2,8% para 2,7%. O dólar deve terminar o ano em R$3,60 e a meta da Selic em 8%.

As bolsas mundiais iniciam a semana em baixa com tensões comerciais.

No Brasil, o Ibovespa futuros abriu com leve baixa e agora opera nos 70.550 pontos, -0,82% (10h25).

Os futuros do petróleo operam em alta, recuperando parte das perdas da sexta-feira com aumento das tensões entre EUA e China.

CLIMA
No Brasil, tempo predominantemente estável nesta semana.
Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, tempo predominantemente estável nesta semana.
Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Nos EUA, alerta de temporais no Meio-Oeste e Golfo do México nesta semana.
Previsão de Precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.

PRÊMIOS
