Bom dia, a Bolsa de Chicago inicia a semana em alta nos principais ativos.

Os fundos reduziram as posições vendidas na CBOT na semana encerrada no dia 13 de junho. Os fundos compraram: 15.065 contratos de soja, ficando com 79.673 contratos vendidos; 120.831 contratos de milho, ficando com apenas 17.929 contratos vendidos; 23.278 contratos de trigo, ficando com 82.859 contratos vendidos; 6.196 contratos de farelo de soja, ficando com 44.746 contratos vendidos; 17.461 contratos de óleo de soja, ficando com 16.840 contratos vendidos.

Na sexta-feira, o USDA reportou a venda de 120.000 toneladas de milho 2017/18 para o México.

A soja jul/17 volta na região dos US$9,50 para fazer um segundo teste de resistência. O fechamento acima deste nível pode levar as cotações até os US$9,80. Um falso rompimento do topo pode dar continuidade à tendência de baixa de médio prazo.

O USDA divulga hoje o relatório de andamento de safra dos EUA com o último relatório de plantio de soja, com expectativa de plantio acima dos 95%. Com a finalização do plantio da soja e milho, o mercado foca nas condições das lavouras, que devem ter melhorado até 2 pontos percentuais na última semana.

A colheita do milho 2ª safra no Centro-sul atingiu 4,9%, contra 4,6% da média dos últimos 4 anos, segundo a AgRural.

O dólar opera em baixa frente a outras moedas. Na quarta-feira da semana passada, o Fed elevou a taxa básica de juros dos EUA em 0,25 ponto percentual, para taxa entre 1,00%-1,25%. Hoje iniciam as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, que deve ser efetivado somente em 2019.

No Brasil, a moeda abriu com leve alta e agora vale R$3,3098, +0,55% (10h). A semana começa agitada com o mercado repercutindo a entrevista de Joesley Batista à revista Época envolvendo o presidente Michel Temer e outros políticos. Em entrevista, o empresário disse que “Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil”. O Banco Central segue com a rolagem de contratos de swap cambial tradicional com vencimento em julho, com a oferta de até 8.200 contratos no dia de hoje, equivalente a US$410 milhões. Nesta semana, destaque para a votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais amanhã, Relatório Trimestral de Inflação na quinta-feira e para a inflação medida pelo IPCA-15 na sexta-feira. Na sexta-feira o dia foi de baixo volume de negócios devido ao feriado na quinta-feira. A moeda oscilou entre os R$3,280 e os R$3,295, e fechou o dia praticamente no mesmo nível de abertura, nos R$3,2871, alta de 0,21%, fechando a semana com 0,15% de baixa.

O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado Focus. O mercado reduziu as estimativas para a inflação e crescimento da economia em 2017 e 2018. A estimativa para a inflação deste ano caiu de 3,71% para 3,64% e a estimativa para o PIB caiu de 0,41% para 0,40%. O dólar deve terminar o ano em R$3,30 e a meta da taxa Selic em 8,5%. Para 2018, a estimativa para a inflação caiu de 4,37% para 4,33% e a estimativa para o crescimento do PIB caiu de 2,3% para 2,2%. O dólar deve terminar 2018 em R$3,40 e a meta da taxa Selic em 8,5%.

As bolsas mundiais iniciam a semana em alta. No Brasil o Ibovespa futuros abriu com leve alta e agora opera nos 62.765, +0,14% (10h). Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,48%, a 61.626 pontos, acumulando queda de 0,93% na semana.

Os futuros do petróleo operam com leve alta após a baixa na semana passada com o relatório do Departamento de Energia dos EUA mostrando queda menor do que o esperado dos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana anterior.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve queda de 0,61% na segunda prévia de junho, ante queda de 0,89% na segunda prévia de maio, segundo a FGV. Com o resultado, o índice acumula recuo de 1,89% no ano e em 12 meses, queda de 0,72%.


CLIMA

 

No Brasil, tempo predominantemente seco nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Previsão de Desvio de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, chuvas isoladas de baixo volume nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Previsão de Desvio de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chove em todo o Meio-oeste, com volume reduzido nas Dakotas e Nebraska. Alerta de temporais no Golfo do México.

Previsão de precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.

As temperaturas ficam abaixo da média em boa parte do Meio-oeste.

Probabilidade de temperaturas EUA, 6-10 dias.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.


PRÊMIOS

 


MATÉRIA DO DIA

 

Engenheiro britânico cria asfalto 60% mais resistente que é feito de plástico
Por Any Karolyne Galdino, Engenharia É

Cerca de 24,8 milhões de quilômetros de estradas atravessam a superfície da Terra. E foram utilizados centenas de milhões de barris de petróleo para esse desenvolvimento. Com isso, o engenheiro Toby McCartney encontrou uma solução para esse desperdício de recursos naturais e o crescente problema da poluição global.

A empresa do engenheiro, a MacRebur, coloca estradas que são até 60 por cento mais fortes do que as convencionais e duram 10 vezes mais – e são feitos com plástico reciclado.

As estradas da cidade exigem muita manutenção ao longo do tempo, enquanto o tempo as deteriora e os buracos se abrem. Enquanto isso, existem cerca de cinco trilhões de pedaços de plástico no oceano. McCartney então, apresentou uma solução para ambos os problemas. Ele transforma 100% de plástico reciclado em o que ele chama de grânulos MR6, substituindo o betume, o material usado para ligar as estradas (extraído do petróleo bruto) e vendido por companhias de petróleo como a Shell.

As estradas normais são constituídas por cerca de 90% de rocha, areia e pedra calcária, com 10% de betume. O processo da MacRebur substitui a maior parte do betume, usando resíduos de lixo doméstico, resíduos agrícolas e resíduos comerciais. Muito do lixo teria acabado em um aterro sanitário.

Nas plantas de asfalto, os grânulos de MR6 são misturados com rocha extraída e um pouco de betume, e um trabalhador da fábrica disse à BBC que o processo é realmente o mesmo “como a mistura da maneira convencional com adições em um produto de betume”.

McCartney foi inspirado a projetar estradas plásticas depois que a professora de sua filha perguntou à classe o que vive no oceano, e sua filha disse: “Plásticos”. Ele não queria que ela crescesse em um mundo onde isso fosse verdade.

A primeira estrada de MacRebur foi a própria calçada de McCartney, e agora as estradas da empresa foram colocadas no município de Cumbria, no Reino Unido.


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