Boa tarde, a Bolsa de Chicago inicia a semana em alta nos principais ativos com compras de soja pela China e expectativa de aumento na demanda. O milho recua com expectativa de menor consumo do cereal para a produção de etanol.


O número de mortos causados pelo novo coronavírus (COVID-19) subiu para 15.436 hoje, de 11.113 até sexta-feira, com 354.677 casos confirmados em 167 países e territórios. Desde sexta-feira são quase 100.000 novos casos confirmados. O número de recuperados da pneumonia causada pelo vírus subiu para 100.462 hoje, de 87.351 até sexta-feira.


No Brasil, o número de casos de COVID-19 subiu para 1.629 hoje, de 654 até sexta-feira, em 26 estados e Distrito Federal, segundo as secretarias estaduais de Saúde. Último balanço oficial do Ministério da Saúde aponta 1.546 casos. O número de mortos chegou a 25 no Brasil, 22 em São Paulo e 3 no Rio de Janeiro.


A colheita de soja 2019/20 no Brasil atingiu 68,4% até sexta-feira, contra 68,1% do mesmo período do ano passado e 64,9% da média dos últimos 5 anos, segundo a consultoria Safras & Mercado.

A colheita de soja 2019/20 no Mato Grosso está praticamente finalizada, com 98,38% colhido até sexta-feira, contra 98,38% de 2019 e 92,67% da média dos últimos 5 anos, segundo o IMEA.


O plantio do milho 2019/20 no Mato Grosso está finalizado, com 5,1 milhões de hectares semeados, área 4,98% superior em relação à safra 2018/19, segundo a última estimativa do IMEA. Nesta safra a produção deve chegar a 32,44 milhões de toneladas, um acréscimo de 0,55% ante a safra anterior.


O USDA divulgou hoje o relatório de embarques semanais de grãos dos EUA. Na semana encerrada no dia 19 de março, os embarques de soja foram de 571 mil toneladas, contra 495 mil da semana anterior e 860 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques de soja somam 31,2 milhões de toneladas, contra 28,57 milhões do mesmo período da temporada anterior. Os embarques de milho foram de 817 mil toneladas, contra 985 mil da semana anterior e 996 mil de 2019. Na temporada os embarques de milho dos EUA somam 16,75 milhões de toneladas, contra 28,42 milhões do mesmo período da temporada 2018/19.


Os fundos foram majoritariamente vendedores de commodities na CBOT na semana encerrada no dia 17 de março, segundo o relatório de comprometimento de traders (COT). Os fundos aumentaram as posições vendidas na soja em 4.171 contratos, a 30.646 contratos. No milho os fundos aumentaram as posições vendidas em 31.476 contratos, a 91.846 contratos. No trigo os fundos passaram de 16.682 posições compradas para 5.659 posições vendidas. No óleo de soja as posições compradas foram reduziras em 9.749 contratos, a 1.712 contratos. No farelo de soja os fundos compraram 18.234 contratos, passando de vendidos a 16.100 posições compradas.


O dólar opera em baixa frente a outras moedas após as altas recentes. O Federal Reserve anunciou hoje que se comprometerá a compras ilimitadas de títulos do Tesouro dos EUA e de títulos garantidos por agências e criou ferramentas de empréstimo adicionais para fortalecer empresas e mercados financeiros em dificuldades. “O Federal Reserve está comprometido em usar toda a sua gama de ferramentas para apoiar famílias, empresas e a economia dos EUA em geral neste momento desafiador”, afirmou o Fed em comunicado.


No Brasil o dólar inicia a semana em alta, próximo dos R$5,10. Na sexta-feira a moeda recuou 1,5%, a R$5,0260, acumulando alta de 4,43% na semana, a maior alta semanal desde agosto de 2018. O Banco Central anunciou hoje mudanças na regra do compulsório, liberando R$68 bilhões para empréstimos. A parcela dos depósitos que os bancos precisam manter sem movimentação cairá de 25% para 17% de 30 de março a 14 de dezembro deste ano. Em nota, o BC disse que “em 14 de dezembro, caso a economia tenha atravessado a pandemia do Covid-19, a alíquota do compulsório sobre recursos a prazo será recomposta ao patamar anterior de 25%”.

O Banco Central antecipou para hoje a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando reduziu a meta da Selic em 0,5 ponto percentual, para 3,75% ao ano. Segundo o BC, “a pandemia causada pelo novo coronavírus está provocando uma desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos financeiros. Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulo monetário pelas principais economias, o ambiente para as economias emergentes tornou-se desafiador; Dados de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom vinham em linha com o processo de recuperação gradual da economia brasileira. Entretanto, esses dados ainda não refletem os impactos da pandemia de COVID-19 na economia brasileira.” O BC chegou a ponderar uma redução da taxa básica de juros além de 0,50 ponto percentual, porém a decisão “poderia tornar-se contraproducente e resultar em apertos nas condições financeiras, com resultado líquido oposto ao desejado. Com base nas informações disponíveis até o momento, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar. No entanto, o Comitê reconhece que novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos.”

O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de menor inflação e crescimento da economia para este ano. As instituições financeiras reduziram a expectativa para a inflação deste ano de 3,10% para 3,04% e reduziram a estimativa para o crescimento do PIB de 1,68% para 1,48%, embora muitas instituições já preveem contração por conta do COVID-19. O dólar deve encerrar o ano em R$4,50 e a meta da taxa Selic em 3,75% ao ano. Para 2021, a expectativa para a inflação recuou de 3,65% para 3,60%, enquanto a expectativa para o crescimento da economia permaneceu em 2,50%. O dólar deve encerrar o próximo ano em R$4,29 e Selic em 5,25%.


As bolsas globais voltam a registrar perdas em meio a temores sobre o coronavírus. As bolsas chinesas fecharam hoje no menor nível em mais de 1 ano.

Os futuros do petróleo iniciam a semana em baixa com temores sobre queda na demanda.


No Brasil, tempo chuvoso no Centro-Norte do país nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, tempo chuvoso em parte do país nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

45

60

Mai

38

50

Jun

35

45

Jul

45

55

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

-11

-7

Mai

-14

-10

Jun

-19

-14

Jul

-20

-15

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-40

80

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

52

60

Mai

53

59

Jun

54

61

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Abr

53

61

Mai

52

60

Jun

51

59

Coronavírus: Quanto tempo o Sars-Cov-2 consegue sobreviver em diferentes superfícies

BBC Brasil


Conforme a covid-19 se espalha, também aumenta o receio de tocar em superfícies.

Em locais públicos ao redor mundo, tornou-se comum ver gente tentando abrir as portas com os cotovelos, passageiros de trens evitando segurar em barras e alças e pessoas limpando suas mesas no escritório todas as manhãs.

Nas áreas mais atingidas pelo novo coronavírus, trabalhadores com roupas de proteção pulverizam desinfetante em praças, parques e ruas.

Os serviços de limpeza em empresas, hospitais, lojas e restaurantes foram ampliados. Em algumas cidades, voluntários até se aventuram à noite para higienizar os teclados de caixas eletrônicos.

Como muitos vírus respiratórios, incluindo o da gripe, o Sars-Cov-2 pode se espalhar por meio de pequenas gotículas liberadas pelo nariz e pela boca de uma pessoa infectada quando ela tosse ou espirra. Uma única tosse pode produzir até 3 mil gotículas.

Essas partículas pousam em outras pessoas, roupas e superfícies ao redor, mas algumas partículas menores podem permanecer no ar.

Também há evidências de que o vírus é excretado por meio das fezes, por isso uma pessoa que não lave bem as mãos após ir ao banheiro pode contaminar qualquer coisa que toque.

Mas, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), tocar uma superfície ou objeto que contenha o vírus e depois tocar o próprio rosto “não é considerado o principal meio de propagação do vírus”.

Mesmo assim, o CDC, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras autoridades em saúde enfatizam que lavar as mãos e limpar e desinfetar superfícies frequentemente é essencial para impedir a propagação do Sars-Cov-2.

Portanto, embora ainda não saibamos exatamente quantos casos estão sendo causados diretamente pelo contato com superfícies contaminadas, os especialistas aconselham ter cuidado.

Mas um aspecto que não está claro é exatamente quanto tempo o novo coronavírus sobrevive fora do corpo humano.

Tipo resistente

Alguns estudos sobre outros coronavírus, incluindo aqueles por trás das epidemias da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês) descobriram que eles podem sobreviver em superfícies de metal, vidro e plástico por até nove dias, a menos que elas sejam desinfetadas adequadamente. Esse período pode se estender a até 28 dias em baixas temperaturas.

Sabe-se que os coronavírus são particularmente resistentes em termos de onde podem sobreviver. E os pesquisadores agora estão começando a entender mais sobre como isso afeta a disseminação do novo tipo de coronavírus.

Neeltje van Doremalen, virologista do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), e seus colegas do Rocky Mountain Laboratories em Hamilton, no Estado de Montana, fizeram alguns dos primeiros testes para analisar quanto tempo o Sars-Cov-2 pode sobreviver em diferentes superfícies.

O estudo, que ainda não foi publicado em uma revista científica, aponta que o vírus pode sobreviver em gotículas por até três horas após ser expelido no ar por uma tosse.

Gotas finas, entre 1 e 5 micrômetros de tamanho, cerca de 30 vezes menores do que um fio de cabelo humano, podem permanecer no ar por várias horas.

Isso significa que o vírus que circula em sistemas de ar-condicionado não filtrados só sobreviverá por algumas horas, principalmente porque as gotículas tendem a se depositar em superfícies mais rapidamente quando há circulação de ar.

Mas o estudo do NIH descobriu que o Sars-Cov-2 sobrevive por mais tempo quando depositado sobre papelão — até 24 horas — e de dois a três dias sobre superfícies de plástico e aço inoxidável.

Os resultados sugerem que o vírus pode sobreviver por este tempo em maçanetas de portas, bancadas e outras superfícies duras. Os pesquisadores descobriram, no entanto, que as superfícies de cobre tendem a matar o vírus em cerca de quatro horas.

Higiene é a melhor arma

Mas a pesquisa também mostrou que os coronavírus podem ser neutralizados em um minuto ao se desinfectar superfícies com álcool 62-71%, água oxigenada 0,5% ou água sanitária contendo 0,1% de hipoclorito de sódio.

Temperaturas e umidade mais elevadas também tendem a fazer com que outros coronavírus morram mais rapidamente, embora pesquisas tenham mostrado que um coronavírus que causa Sars morre com temperaturas acima de 56°C, mais quente do que uma água capaz de provocar queimaduras.

Embora não haja dados sobre quantas partículas de vírus podem ser encontradas em uma única gotícula de tosse expelida por uma pessoa infectada, pesquisas sobre o vírus da gripe apontam que gotículas podem conter dezenas de milhares de cópias do vírus influenza.

No entanto, isso varia de acordo com o tipo de vírus, onde é encontrado no trato respiratório e em que estágio da infecção a pessoa está.

Em roupas e outras superfícies mais difíceis de desinfetar, ainda não está claro por quanto tempo o vírus pode sobreviver. Embora seja possível detectá-lo nas roupas, as fibras naturais absorventes podem fazer com que o vírus resseque rapidamente, diz Vincent Munster, chefe da seção de ecologia de vírus do Rocky Mountain Laboratories e um dos responsáveis pelo estudo do NIH.

“Especulamos que, devido ao material poroso, ele desidrata rapidamente e fica preso às fibras”, diz Munster.

As mudanças de temperatura e umidade também podem afetar o tempo de sobrevivência de um vírus, e isso pode explicar por que é menos estável em gotículas suspensas no ar. “No momento, estamos realizando experiências para investigar o efeito da temperatura e umidade mais detalhadamente.”

A capacidade do vírus de sobreviver por tanto tempo apenas ressalta a importância da higiene das mãos e da limpeza de superfícies, de acordo com Munster. “Existe a possibilidade de esse vírus ser transmitido de várias formas”, diz ele.

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