Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em baixa nos principais ativos com forte correção e expectativa de melhora nas condições de clima dos EUA.

Os fundos aumentaram as posições compradas na CBOT na semana encerrada no dia 18 de julho. Os fundos compraram: 19.303 contratos de soja, para 38.351 comprados; 3.705 contratos de milho, para 104.670 comprados; 8.759 contratos de trigo, para 35.926 comprados; 6.573 contratos de farelo de soja e 5.951 contratos de óleo de soja.

Fundos vendedores na sexta-feira estimados em: 21.000 contratos de milho; 6.000 contratos de soja; 5.000 contratos de trigo; 3.000 contratos de óleo de soja; 2.000 contratos de farelo de soja.

As importações chinesas de soja foram de 7,69 milhões de toneladas em junho, 7% menor que maio, segundo dados da Alfândega da China. De janeiro a junho, as importações de soja somam 44,8 milhões de toneladas, volume 14% maior do que no ano anterior.

A colheita de milho no Mato Grosso teve avanço de 13,17% na última semana, alcançando 75,19%, segundo o IMEA.

A colheita do milho 2ª safra no Centro-Sul alcançou 50% na quinta-feira (20), segundo a AgRural, contra 57% do ano anterior e 47% da média dos últimos 4 anos. Por estado: MT 78%; GO 41%; MG 40%; PR 36%; MS 24%; SP 12%.

A safra de soja 2017/18 do Brasil deve totalizar 113,2 milhões de toneladas, segundo estimativa da Safras & Mercado. A área semeada deve alcançar 35,49 milhões de hectares, a maior área da história, porém a produtividade deve ficar em 3,2 toneladas por hectare, contra 3,38 t.ha-1 da safra 2016/17. No milho, a produção total deve atingir 93,8 milhões de toneladas, com área de 16,35 milhões de hectares.

A Informa Economics IEG reduziu a estimativa de produção de milho dos EUA pelas condições de seca e altas temperaturas no noroeste do Meio-oeste. A estimativa de produção de milho caiu 287 milhões de bushels, para 13,9 bilhões de bushels (353,07 milhões de toneladas), com produtividade estimada em 166,2 bushels por acre, contra 162,7 bu.ac-1 da estimativa anterior.

O dólar opera com leve alta frente a outras moedas após as quedas recentes e divulgação de dados econômicos da zona do euro. Amanhã inicia a reunião de dois dias do FOMC do Federal Reserve, com expectativa de manutenção da taxa básica de juros dos EUA nos níveis atuais, entre 1%-1,25%. As principais apostas para a próxima elevação dos juros está para a reunião de dezembro, com pouco mais de 50% do mercado.

No Brasil, a moeda abriu estável e agora vale R$3,1490, +0,25% (10h45). O Banco Central segue com a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional com vencimento em agosto, com a oferta de até 8.300 contratos no dia de hoje, assim como nas últimas semanas. Amanhã inicia a reunião de dois dias do Copom, com expectativa de corte na taxa Selic em 1 ponto percentual, para 9,25% a.a.. Na sexta-feira, a moeda fechou com alta de 0,45%, a R$3,1408, acumulando queda de 1,38% na semana.

O Banco Central divulgou na manhã de hoje o novo boletim de mercado focus. Após elevação do PIS/Cofins sobre os combustíveis, o mercado elevou a estimativa de inflação deste ano de 3,29% para 3,33%, enquanto a estimativa para o crescimento da economia se manteve em 0,34%. O dólar deve terminar o ano em R$3,30 e a meta da taxa Selic em 8%. Para 2018, a expectativa para a inflação se manteve em 4,2% e o PIB em 2%. O dólar deve terminar 2018 em R$3,43 e a meta da taxa Selic em 8%.

O Fundo Monetário Internacional elevou a estimativa de crescimento do PIB 2017 do Brasil em 0,1 ponto percentual, para 0,3%, e redução a estimativa para o crescimento 2018 em 0,4 ponto, para 1,3%. Para os EUA, o FMI reduziu tanto o crescimento 2017 e 2018, para 2,1%. A China deve ter crescimento de 6,7% em 2017 e 6,4% em 2018. A Índia deve ter crescimento de 7,2% em 2017 e 7,7% em 2018.

As bolsas mundiais operam em campo misto nesta segunda-feira. No Brasil, o Ibovespa futuros abriu com leve alta e agora opera nos 65.200, +0,22% (10h10). Na sexta-feira o Ibovespa fechou com queda de 0,39%, acumulando queda de 1,15% na semana. Ainda assim, o principal indicador da B3 sobe 2,84% em julho.

Os futuros do petróleo iniciam a semana em alta após a Nigéria voluntariamente concordar em limitar a produção de petróleo em 1,8 milhão de barris diários.

O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu para 55,8 em julho, de 56,3 em junho, segundo dados preliminares da IHS Markit. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. O PMI industrial da zona do euro recuou para 56,8 em julho, de 57,4 em junho, e o PMI de serviços ficou em 55,4 na prévia de julho, inalterado ante o mês anterior.


CLIMA

 

No Brasil, tempo predominantemente seco nesta semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Previsão de Desvio de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo predominantemente seco nesta semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Previsão de Desvio de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chove em todo o Meio-oeste nesta semana, porém as regiões mais afetadas pela seca (Dakotas, Nebraska e Iowa) devem receber os menores volumes de chuva.

Previsão de precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.

As temperaturas ficam abaixo da média em todo o Meio-oeste, o que não quer dizer que as temperaturas ficarão amenas, podendo ultrapassar os 30º C em toda a região.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.


PRÊMIOS

 


MATÉRIA DO DIA

 

Cinema coreano é o primeiro a substituir projetores por uma ‘TV gigante’
Lucas Carvalho, Olhar Digital
A indústria do cinema, que movimenta cerca de US$ 40 bilhões por ano em todo o mundo, deu um primeiro passo, nesta semana, rumo a um futuro totalmente digital. O Lotte Cinema World Tower, na Coreia da Sul, foi o primeiro a trocar projetores tradicionais por uma “TV gigante”.
Normalmente, a tela de um cinema é feita de um tecido ou uma simples parede branca capaz de refletir a luz que é jogada sobre ela a partir de um projetor que fica do lado oposto da sala. O que este cinema na Coreia fez foi instalar um enorme painel de LED para exibir as imagens como uma TV comum faz, sem precisar refletir luz de projetores.
O painel é obra da também coreana Samsung, que anunciou em março o projeto com o pouco criativo nome de Samsung Cinema Screen, e que agora anuncia o primeiro uso comercial da tecnologia. A tela tem pouco mais de dez metros de altura e é capaz de reproduzir imagens digitais em resolução 4K (4.096 x 2.160), além de oferecer suporte à tecnologia HDR.
Os defensores do cinema digital dizem que a substituição de projetores por painéis gigantes de LED é a melhor forma de concorrer com o avanço do entretenimento doméstico, além de melhorar a resolução e qualidade geral das imagens. Já os opositores da ideia defendem que parte do “charme” da experiência do cinema está em detalhes analógicos como a forma como o filme é projetado.
De qualquer forma, essa transição do analógico para o digital vem acontecendo já há alguns anos na indústria: primeiro com as câmeras, que trocaram os filtros de película pelo registro digital; depois pelos próprios projetores, que não dependem mais de um rolo gigante de filme, mas apenas de discos Blu-ray e pen drives; e, agora, pode caminhar também para a reprodução das imagens diretamente na tela.


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