Bom dia, a Bolsa de Chicago incia a semana em baixa nos principais ativos com expectativa de chuvas generalizadas e temperaturas mais amenas nos EUA nesta semana.

O USDA divulga hoje o relatório de andamento de safras nos EUA, com expectativa de melhora de 1 ponto percentual na soja e milho.

Fundos compradores na sexta-feira estimados em 9.000 contratos de óleo de soja e 5.000 contratos de soja. Fundos vendedores estimados em 3.000 contratos de farelo e 2.000 contratos de trigo.

Os fundos aumentaram as posições compradas na soja, milho e óleo na semana encerrada no dia 25. Os fundos compraram 12.533 contratos de soja, aumentando as posições compradas para 50.885 contratos. Compras de 2.146 contratos de milho, para 106.815 contratos comprados. Compras de 13.680 contratos de óleo de soja, para 62.628 contratos comprados. Vendas de 8.076 contratos de trigo, reduzindo as posições comprados para 27.850 contratos. No farelo de soja, vendas de 3.744 contratos, para 4.381 contratos vendidos.

O dólar opera em alta frente a outras moedas. Nesta semana, destaques para os dados de empregos nos EUA. Na quarta-feira (2) será divulgado o relatório de empregos ADP, e na sexta-feira (4), o relatório de empregos mais importante dos EUA, o Payroll.

No Brasil, a moeda abriu com leve alta e agora vale R$3,1340, +0,05% (10h15). Em setembro não há vencimento de contratos de swap cambial tradicional, e em outubro vencem US$8,205 bilhões, portanto a atuação do BC no mercado deve ser menor nos próximos 2 meses. Nesta semana, destaque para a votação na Câmara da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer por corrupção passiva, com sessão marcada para quarta-feira (2). Amanhã o BC divulga a ata da reunião do Copom da semana passada, quando reduziu a Selic em 1 ponto percentual. Na sexta-feira, a moeda caiu 0,68%, a R$3,1347, com recuo de 0,19% na semana.

O Banco Central divulgou hoje o novo boletim de mercado Focus, com expectativa de redução da Selic para o fim de 2018. Para 2017, a estimativa para a inflação subiu de 3,33% para 3,4%, com o PIB estável em 0,34%. O dólar deve terminar o ano em R$3,22 e a meta da taxa Selic em 8%. Para 2018, a estimativa para a inflação permaneceu em 4,2% e para o crescimento da economia em 2%. O dólar deve terminar o ano em R$3,43 e a meta da Selic em 7,75%, contra 8% da semana anterior.

As bolsas mundiais operam majoritariamente em alta. No Brasil, o Ibovespa futuros abriu em alta e agora nos 66.200 pontos, +0,5% (10h). Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 0,34%, acumulando alta de 1,25% na semana.

A inflação ao consumidor da zona do euro medido pelo índice de preços ao consumidor (CPI) ficou estável em 1,3% em julho, segundo a Eurostat. O núcleo do índice, que exclui itens voláteis como alimentação e energia, subiu para 1,2%, após subir 1,1% em junho.

A taxa de desemprego da zona do euro caiu para 9,1% em junho, de 9,2% em maio, atingindo o menor patamar desde fevereiro de 2009, segundo a Eurostat.

Os futuros do petróleo iniciam a semana com leve baixa após as altas recentes. Mais cedo o WTI chegou a operar acima dos US$50.

O setor industrial da China medido pelo índice dos gerentes de compras (PMI) recuou de 51,7 em junho para 51,4 em julho. O recuo veio maior do que a expectativa média do mercado, de 51,6. Já o PMI do setor de serviços caiu de 54,9 em junho para 54,5 em julho, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do país.


CLIMA

 

No Brasil, as chuvas volta a atingir a região Sul nesta semana. Mapas climáticos mostram que agosto deve ter chuvas acima da média para região.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Previsão de Desvio de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo segue predominantemente seco nesta próxima semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Previsão de Desvio de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chuvas generalizadas nesta semana em boa parte dos EUA, com os maiores volumes de chuva entre Minnesota e Wisconsin. No Golfo do México, a tempestade tropical Emily provoca ventos fortes e chuvas.

Previsão de precipitação EUA, 5 dias, em polegadas.

As temperaturas ficam mais amenas nesta semana.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.


PRÊMIOS


MATÉRIA DO DIA

 

O que faz o mel ser ‘eterno’ e não estragar?
de BBC Brasil


Desenho antigo mostra um homem pendurado em um cipó e alcançando uma colmeia para coletar mel de abelhas selvagens.

A imagem acima é de uma pintura rupestre, talvez a mais famosa, que ficava nas paredes de cavernas de Araña em Valência, na Espanha. Ela mostra uma pessoa pendurado em uma espécie de cipó, se esticando para alcançar uma colmeia e coletar mel de abelhas silvestres.
Estima-se que foi pintada há cerca de 8 mil anos, prova de que, ao menos desde então, nós nos arriscamos para conseguir essa delícia que as abelhas produzem com a ajuda das flores.
O sabor do mel, a segunda coisa mais doce que se encontra na natureza depois das tâmaras, encanta o ser humano desde que ele passou a ficar na posição ereta.
E o mais assustador é que, se o autor dessa pintura oito milênios atrás tivesse deixado um pote de mel no mesmo lugar, é muito provável que ele ainda estivesse bom para comer – no caso, o professor Jaime Garí Poch, que descobriu as cavernas onde estava a pintura no início do século 20, teria sido o agraciado com o pote.
Mas o que tem no mel para que se mantenha fresco por tanto tempo?
Em toda parte
Ao longo da história, a humanidade já se alimentou, se banhou e até se tratou com mel.
Em uma tábua de argila de Nippur, o centro religioso dos sumérios no Vale do rio Eufrates, que data aproximadamente do ano 2000 a.C., há uma receita escrita para cuidar de machucados desta forma: “Moer até que a areia do rio vire pó (faltam algumas palavras) e amassar com água e mel, azeite puro e óleo de cedro e colocar quente sobre a ferida”.
No Antigo Testamento, a terra de Israel é chamada “terra que corre leite e mel”. Depois, no Novo Testamento, conta-se que João Batista comia gafanhotos com mel silvestre.
O grande guerreiro cartaginês Aníbal deu ao seu exército mel e vinagre quando cruzaram os Alpes em elefantes para lutar contra Roma.
Ao longo da história, a humanidade já se alimentou, se banhou e até se tratou com mel
Para a medicina chinesa, o mel tem uma característica equilibrada (não é yin nem yang) e atua de acordo com os princípios do elemento Terra, entrando no pulmão, no baço e nos canais intestinais, segundo textos antigos.
Durante a dinastia Zhou Oriental (770-256 a.C.), um dos manjares reservados para a realeza era uma mistura de mel com larvas de abelha. Nas Poesias de Chu, uma antologia antiga (século 11 a.C-223 a.C.), se fala de vinho e mel.
E, no antigo Egito, os faraós partiam para outro mundo carregados de mel. Arqueólogos modernos encontraram uma vez ou outra nas antigas tumbas egípcias vasilhas de mel de milhares de anos que estavam perfeitamente conservadas.
São poucos os alimentos que sobrevivem com o passar do tempo. As batatas dessecadas dos incas são um exemplo, mas, diferentemente do mel, elas foram processadas. Se você encontra sal ou arroz seco em uma tumba antiga, no meio do nada, é provavel que você consiga utilizá-los para preparar um prato sem problemas.
Mas a diferença está aí: você precisará preparar algo. O mel guardado de maneira apropriada dura por um tempo indefinido, e, se você encontra um pote em uma tumba no meio do nada, supostamente pode se lambuzar com ele.
Como é possível?
A “magia” acontece por uma série de fatores que operam na mais perfeita harmonia.
O mel é um açúcar, e os açúcares são higroscópicos. Isso significa que eles têm pouca água, mas podem absorver a umidade se expostos a ela.
Para obter o néctar na célula da colméia, as abelhas desencadeiam o processo que fará com que o seja mel é anti-séptico

São raros os microorganismos que podem sobreviver em um ambiente assim. Para que algo estrague, é preciso haver algo que gere esse processo – mas o mel é um “hospedeiro” ruim para eles, então, costumam se manter longe dele. Ao mesmo tempo, o mel é extremamente ácido. Seu pH fica entre 3 e 4,5 (7 seria neutro), e essa acidez mata microorganismos.
Quando as abelhas fazem o mel, elas coletam com o néctar das flores e, depois, o regurgitam no favo. Ao fazer isso, há uma mistura com uma enzima que elas têm no estômago, a glicose oxidase.
O néctar se decompõe em ácido glucônico e peróxido de hidrogênio, a famosa água oxigenada, muitas vezes usada para limpar feridas por matar bactérias e que protege o mel de coisas que queiram “crescer” nele.
Assim, esse “tesouro dourado” é eterno por ser extremamente doce e ácido, o que impede que qualquer bicho sobreviva – além disso, tem um antiséptico natural.


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