Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera entre ganhos e perdas nesta sexta-feira. O USDA divulga na próxima sexta-feira (9) o relatório de oferta e demanda agrícola global (WASDE). A Conab divulga na próxima quinta-feira (8) o 1º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21 do Brasil.


O USDA divulgou ontem o relatório de vendas semanais para exportação dos EUA, com números acima do esperado para a soja e milho. Na semana encerrada no dia 24 de setembro, as vendas de soja 2020/21 foram de 2,59 milhões de toneladas, contra 3,19 milhões da semana anterior e 2 milhões do mesmo período do ano passado. Na temporada as vendas de soja somam 38,13 milhões de toneladas, contra 14,16 milhões do mesmo período da temporada anterior.


As vendas de milho 2020/21 foram de 2,03 milhões de toneladas, contra 2,14 milhões da semana anterior e 563 mil do mesmo período de 2019. Na temporada as vendas de milho dos EUA somam 24,62 milhões de toneladas, contra 9,71 milhões do mesmo período da temporada anterior.


O plantio de milho 2020/21 na Argentina atingiu 15,4% dos 6,3 milhões de hectares projetados para esta safra, segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. Em relação ao mesmo período do ano passado o plantio está atrasado 5,2 pontos percentuais.


As condições hídricas das lavouras de trigo 2020/21 da Argentina tiveram melhora de 17 pontos percentuais durante a última semana com chuvas sobre o centro-oeste e sul da região agrícola. A colheita do cereal começou no norte do país, com produtividades entre 0,3-1 tonelada por hectare em alguns lotes, que devem deixar de ser colhidos por não cobrirem os custos da colheita.


O número de mortos em todo o mundo causados pelo novo coronavírus (COVID-19) subiu para 1.024.739 hoje, de 1.016.050 até ontem, com 34.411.708 casos confirmados. Desde ontem são pouco mais de 300.000 novos casos confirmados em todo o mundo. O número de recuperados da pneumonia causada pelo vírus chegou a 23.905.675 hoje, de 23.691.260 até ontem.


No Brasil, o número de casos de COVID-19 subiu para 4.847.092 hoje, de 4.813.586 até ontem, segundo o consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O número de mortos chegou a 144.680, de 143.952 até ontem. O número de pacientes recuperados somam 4.180.376, de 4.135.088 até ontem.


O dólar opera em alta frente a outras moedas. O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania, testaram positivo para Covid-19. O anúncio foi feito pelo próprio presidente no Twitter e confirmado pela Casa Branca, que informou que os dois apresentam “sintomas leves” da doença. Após a confirmação, a Casa Branca cancelou eventos políticos desta sexta-feira e futuros eventos também devem ser cancelados, podendo colocar Trump em desvantagem na corrida presidencial contra o candidato do Partido Democrata, Joe Biden, a poucas semanas da votação.


O setor não-agrícola dos EUA criou 661.000 vagas de emprego em setembro, após criação de 1,489 milhão em agosto, segundo o Departamento de Trabalho. O número veio abaixo do esperado pelo mercado, que era a criação de 850 mil postos. A taxa de desemprego caiu de 8,4% para 7,9%, abaixo da expectativa de 8,2%.


No Brasil o dólar segue em alta após Trump testar positivo para a COVID-19. Ontem a moeda subiu 0,65%, a R$5,6546. O Banco Central anunciou hoje que a alíquota do compulsório (dinheiro dos bancos que não pode ser movimentado) permanecerá em 17% até abril de 2021. O BC havia reduzido emergencialmente o compulsório em março de 25% para 17%, liberando R$ 68 bilhões para os bancos para combater os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus. A previsão do BC era de que a alíquota voltaria a subir para o patamar anterior de 25% em dezembro deste ano. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse ontem em evento virtual promovida pelo JP Morgan que no caso de violação do teto de gastos por conta do Renda Cidadã, a autoridade monetária abrirá mão da ferramenta chamada “forward guidance” e que os juros podem subir no país. Campos Neto afirmou que a manutenção do teto é muito importante para a preservação do atual regime fiscal.


A produção industrial do Brasil cresceu 3,2% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, após alta de 8% em julho, segundo o IBGE. Mesmo com quatro altas consecutivas, o indicador ainda não eliminou totalmente a perda de 27,0% acumulada entre março e abril, no início da pandemia do Covid19, quando a produção industrial caiu ao patamar mais baixo da série. Em relação a agosto de 2019 (série sem ajuste sazonal), a indústria recuou 2,7%, décimo resultado negativo seguido nessa comparação. Com isso, o setor acumula perda de 8,6% no ano e de 5,7% em doze meses.


As bolsas globais operam sem sentido definido nesta sexta-feira.


Os futuros do petróleo aprofundam as perdas após Trump testar positivo para a COVID-19, colocando em dúvida o novo pacote de estímulos à economia.


No Brasil, o tempo segue seco na região central do país até a próxima semana. A previsão é de que o bloqueio atmosférico perca força a partir do dia 8, permitindo o retorno das chuvas.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.


Na Argentina, tempo predominantemente estável até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Nos EUA, tempo chuvoso no Meio-Oeste durante o fim de semana.

Previsão de Precipitação EUA, 72 horas, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Out

180

190

Nov

180

190

Mar

65

75

Abr

65

75

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

19

20

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

400

450

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Out

74

78

Nov

80

84

Dez

81

86

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Out

69

73

Nov

69

73

Dez

70

75

Um novo evento da extinção em massa foi descoberto; e isso desencadeou a ascensão dos dinossauros

Por Ademilson Ramos, Engenharia É


Enormes erupções vulcânicas há 233 milhões de anos lançaram dióxido de carbono, metano e vapor d’água na atmosfera. Essa série de explosões violentas, no que hoje conhecemos como costa oeste do Canadá, levou a um aquecimento global massivo.

Nossa nova pesquisa revelou que este foi um evento de extinção em massa que mudou o planeta que matou muitos dos tetrápodes dominantes e anunciou o alvorecer dos dinossauros.

A extinção em massa mais conhecida ocorreu no final do período Cretáceo, há 66 milhões de anos. Foi quando os dinossauros, pterossauros, répteis marinhos e amonites morreram.

Este evento foi causado principalmente pelo impacto de um asteróide gigante que escureceu a luz do sol e causou escuridão e congelamento, seguido por outras perturbações maciças nos oceanos e na atmosfera.

Geólogos e paleontólogos concordam com uma lista de cinco desses eventos, dos quais a extinção em massa do fim do Cretáceo foi o último. Portanto, nossa nova descoberta de uma extinção em massa até então desconhecida pode parecer inesperada.

No entanto, esse evento, denominado Episódio Pluvial Carniano (CPE), parece ter matado tantas espécies quanto o asteróide gigante. Os ecossistemas terrestres e marítimos foram profundamente alterados, à medida que o planeta ficava mais quente e seco.

Em terra, isso desencadeou mudanças profundas nas plantas e herbívoros. Por sua vez, com o declínio dos tetrápodes herbívoros dominantes, como rincossauros e dicinodontes, os dinossauros tiveram sua chance.

Os dinossauros se originaram cerca de 15 milhões de anos antes e nosso novo estudo mostra que, como resultado do CPE, eles se expandiram rapidamente nos 10 milhões a 15 milhões de anos subsequentes e se tornaram a espécie dominante nos ecossistemas terrestres. O CPE desencadeou a “era dos dinossauros”, que durou mais 165 milhões de anos.

Não foram apenas os dinossauros que tiveram uma posição segura. Muitos grupos de tetrápodes modernos, como tartarugas, lagartos, crocodilos e mamíferos, datam dessa época de revolução recém-descoberta.

Seguindo as pistas

Este evento foi notado pela primeira vez de forma independente na década de 1980. Mas pensava-se que estava restrito à Europa. Primeiro, geólogos da Alemanha, Suíça e Itália reconheceram uma grande rotatividade entre as faunas marinhas há cerca de 232 milhões de anos, denominado evento Rheingraben.

Então, em 1986, reconheci isso independentemente como uma mudança em escala global entre tetrápodes e amonites. Mas, naquela época, o namoro por idade era muito mais fraco do que agora e era impossível ter certeza se ambos eram o mesmo evento.

As peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar quando um episódio de cerca de 1 milhão de anos de climas úmidos foi reconhecido em todo o Reino Unido e em partes da Europa pelos geólogos Mike Simms e Alastair Ruffell. Então, o geólogo Jacopo dal Corso identificou uma coincidência no momento do CPE com o pico das erupções dos basaltos de Wrangellia.

Wrangellia é um termo que os geólogos atribuem a uma placa tectônica estreita que está ligada à costa oeste do continente norte-americano, ao norte de Vancouver e Seattle.

Finalmente, em uma revisão das evidências de rochas com idade triássica, a assinatura do CPE foi detectada – não apenas na Europa, mas também na América do Sul, América do Norte, Austrália e Ásia. Este estava longe de ser um evento exclusivo para a Europa. Foi global.


Erupções vulcânicas

As enormes erupções do Wrangellia bombearam dióxido de carbono, metano e vapor d’água na atmosfera, levando ao aquecimento global e ao aumento das chuvas em todo o mundo. Houve até cinco pulsos de erupções associadas a picos de aquecimento de 233 milhões de anos atrás.

As erupções levaram à chuva ácida, pois os gases vulcânicos se misturaram à água da chuva para banhar a Terra em ácido diluído. Oceanos rasos também se acidificaram.

O forte aquecimento expulsou plantas e animais dos trópicos e a chuva ácida matou plantas em terra, enquanto a acidificação do oceano atacou todos os organismos marinhos com esqueletos carbonáticos. Isso removeu a superfície dos oceanos e da terra.

A vida pode ter começado a se recuperar, mas quando as erupções cessaram, as temperaturas permaneceram altas enquanto as chuvas tropicais cessaram. Isso é o que causou a subsequente secagem da terra em que os dinossauros floresceram.

O mais extraordinário foi a reformulação da fábrica de carbonato marinho. Este é o mecanismo global pelo qual o carbonato de cálcio forma grandes espessuras de calcários e fornece material para organismos como corais e moluscos construírem suas conchas.

O CPE marcou o início dos recifes de coral modernos, bem como de muitos dos grupos modernos de plâncton, sugerindo mudanças profundas na química dos oceanos.

Antes do CPE, a principal fonte de carbonato nos oceanos vinha de ecossistemas microbianos, como montes de lama dominados por calcário, nas plataformas continentais.

Mas depois do CPE, ele foi impulsionado por recifes de coral e plâncton, onde novos grupos de microrganismos, como dinoflagelados, apareceram e floresceram. Essa mudança profunda nos ciclos químicos fundamentais dos oceanos marcou o início dos modernos ecossistemas marinhos.

E haverá lições importantes sobre como ajudamos nosso planeta a se recuperar das mudanças climáticas. Os geólogos precisam investigar os detalhes da atividade vulcânica de Wrangellia e entender como essas erupções repetidas impulsionaram o clima e mudaram os ecossistemas da Terra.

Houve uma série de extinções em massa induzidas por vulcões na história da Terra e as perturbações físicas, como aquecimento global, chuva ácida e acidificação dos oceanos, estão entre os desafios que vemos hoje.

Os paleontólogos precisarão trabalhar mais de perto com os dados de registros fósseis marinhos e continentais. Isso nos ajudará a entender como a crise se desenrolou em termos de perda de biodiversidade, mas também a explorar como o planeta se recuperou. A conversa

Michael J. Benton, Professor de Paleontologia de Vertebrados, Universidade de Bristol.

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