Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos. Ontem o USDA trouxe as primeiras projeções para a safra 2017/18 dos EUA.

No 93rd Agricultural Outlook Forum, o USDA estimou que a área de soja em 88 milhões de acres (35,61 milhões de hectares) para a safra 2017/18, contra 83,4 milhões desta temporada. Com isso a produção de soja pode ultrapassar os 120 milhões de toneladas. Já a área de milho deve perder espaço para a soja, com redução de 94 milhões de acres para 90 milhões de acres (36,42 milhões de hectares).

A expectativa para o preço da soja está em US$9,60/bu, US$3,50/bu para o milho e US$4,30/bu para a temporada 2017/18.

As importações de soja da China devem atingir mais de 140 milhões de toneladas até 2025/26.

Os EUA manterá a posição de maior exportador de milho do mundo até 2026, seguido por Brasil, Argentina e Ucrânia.

Fundos vendedores ontem estimados em: 13.000 contratos de milho; 12.000 contratos de soja; 6.000 contratos de óleo de soja; 5.500 contratos de farelo de soja; 3.000 contratos de trigo.

A colheita de soja no Paraná atingiu 30,72%, dobrando em relação à semana anterior, segundo a SEAB/Deral. Ainda assim, a colheita segue bem atrasada em relação ao ano anterior, quando estava com quase 50% colhido. A colheita do milho 1ª safra também segue atrasada, com apenas 13,83% colhido, contra 37% do ano anterior. Já o plantio do milho 2ª safra segue acelerado, passando de 23,5% semeado na semana anterior para quase 50% nesta semana.

A colheita da soja no Rio Grande do Sul atingiu 13%, contra 1% da safra anterior e 10% da média, segundo a Emater/RS. A colheita do milho atingiu 43%, contra 42% da safra anterior e 39% da média. Segundo a Emater, as lavouras de soja apresentam, na sua grande maioria, excelente desenvolvimento e alto potencial produtivo, projetando aumento de produtividade e produção nesta safra. O estado deve colher 5,65 milhões de toneladas de milho e 15,4 milhões de toneladas de soja.

Condições precárias das rodovias brasileiras ameaçam escoamento da produção de grãos. Na BR-163, principal rota de escoamento da produção do Mato Grosso para os portos do Pará, atoleiros criaram um congestionamento que dura mais de 15 dias. Segundo relato do coordenador de Logística da Aprosoja, Antonio Galvan, mais de cinco mil caminhões estão no trecho de 70 quilômetros que separa as comunidades de Aruri e Caracol, no Pará.

O dólar opera em baixa frente a outras moedas. Ontem o presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a China de “grande campeã” da manipulação cambial. A declaração veio poucas horas após o novo secretário do Tesouro norte-americano, Stephen Mnuchin, assumir o cargo. Hoje a China respondeu as acusações de Trump, afirmando que não tem a intenção de usar a desvalorização cambial para sua vantagem no comércio. Hoje o yuan fechou com leve alta frente ao dólar após o Banco do Povo da China (PBoC) orientar a moeda para cima, por meio de uma taxa de referência diária. Trump discursa hoje nos EUA, podendo trazer novidades sobre as políticas econômicas.

No Brasil a moeda abriu com alta de mais de 0,5% e agora vale R$3,0830, +0,97% (09h55). Ontem a moeda caiu 0,46%, a R$3,0565, o menor valor de fechamento desde maio de 2015. Hoje é dia de cautela por conta de rolagem de contratos na BM&F, discurso de Trump e feriado prolongado de Carnaval. Não haverá negociação e liquidação nos mercados da BM&FBOVESPA na segunda e terça-feira de Carnaval. As negociações voltam normalmente na quarta-feira de Cinzas (1º).

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa hoje. As bolsas europeias e índices futuros dos EUA e Brasil operam em baixa.

Os futuros do petróleo recuam nesta sexta-feira. A OPEP e outros produtores da commoditie cumpriram cerca de 86% da meta de redução da oferta, segundo a agência de notícias oficial do Kuwait. Ontem o Departamento de Energia dos EUA (DoE) informou que os estoques de petróleo dos EUA tiveram avanço de 654 mil barris na semana encerrada em 17 de fevereiro, para 218,683 milhões de barris. Analistas estimavam avanço maior, de 3,4 milhões de barris. Os estoques de gasolina tiveram queda de 2,628 milhões de barris, para 256,435 milhões de barris. Os estoques de petróleo em Cushing recuaram 1,528 milhão de barris, para 63,040 milhões de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias dos EUA recuou de 85,4% para 84,3%.


CLIMA

 

No Brasil, chove em boa parte das regiões produtoras de soja e milho nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

As chuvas ficam acima da média em parte da região Sudeste e Centro-Oeste.

Previsão Desvio de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, poucas chuvas nas regiões produtoras nos próximos dias.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Previsão Desvio de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Precipitação Acumulada Argentina, 24 horas, em milímetros.


PRÊMIOS

 

Paranaguá

Golfo do México – EUA


MATÉRIA DO DIA

 

NASA descobre sete planetas “irmãos” da Terra, e todo mundo está esperando que exista vida neles
Por: Rae Paoletta, Gizmodo

Depois de um dilúvio de comunicados de imprensa provocantes e especulações prematuras, nós finalmente podemos compartilhar notícias muito importantes da NASA: nesta quarta-feira (22), a agência anunciou que uma equipe cientistas confirmou a existência de sete exoplanetas do mesmo tamanho da Terra orbitando a TRAPPIST-1, estrela localizada a apenas 39 anos-luz de distância do nosso Sol. Os seis planetas mais próximos da estrela muito provavelmente são rochosos, têm aproximadamente a mesma massa da Terra e teriam temperaturas de superfície comparáveis às de nosso planeta. Três dos planetas podem até mesmo ser capazes de propiciar a existência de água no estado líquido e, talvez, vida.

Essa descoberta representa o maior número de planetas do tamanho da Terra e o maior número de mundos possivelmente habitáveis já encontrados em um sistema de estrela única. Ambos os fatores tornarão a TRAPPIST-1 imensamente atraente nas pesquisas correntes em busca de mundos habitáveis e de vida além da Terra.

“Esta é a primeira vez que tantos planetas desse tipo são formados em torno da mesma estrela”, afirmou, em comunicado de imprensa, Michaël Gillon, astrônomo da Universidade de Liège, na Bélgica, e co-autor do estudo, publicado nesta quarta na Nature. “Os planetas formam um sistema muito complexo, já que estão todos muito próximos uns dos outros e muito próximos da estrela, que lembra muito as luas em torno de Júpiter.”

Em 2016, Gillon, junto com os astrônomos Amayry Triaud, Emmanuël Jehin e outros, observou três exoplanetas orbitando a TRAPPIST-1, classificada como uma estrela “anã ultragelada” por apresentar temperaturas de superfície inferiores a 2426º C. Após acompanhar a TRAPPIST-1 usando instrumentos como o Telescópio Spitzer, da NASA, e o Very Large Telescope, da ESO, a equipe descobriu mais quatro exoplanetas no sistema estelar. Todos os mundos potencialmente similares à Terra foram encontrados usando o método de trânsito, que mede mergulhos na saída de luz de uma estrela conforme um corpo planetário passa em frente à nossa linha de visão.

A notícia, justificavelmente, fez os aficionados de espaço entrarem em frenesi. “Encontrar vários planetas potencialmente habitáveis por estrela é uma grande notícia para nossa busca por vida (exraterrestre)”, disse ao Gizmodo Lisa Kaltenegger, diretora do Instituto Carl Sagan, na Universidade Cornell.


Imagem: NASA/JPL-Caltech

Em nosso sistema solar, a Terra está situada diretamente na zona habitável em que água no estado líquido pode se formar, enquanto dois outros planetas (Vênus e Marte) contornam as bordas interna e externa, respectivamente. De acordo com os modelos, o sistema da TRAPPIST-1 contém três planetas na zona habitável, o que o torna um recordista entre sistemas estelares que conhecemos com planetas rochosos que poderiam ter água líquida, explicou Kaltenegger.

A essa altura, temos mais perguntas do que respostas sobre esses exoplanetas. Esperamos que o Telescópio James Webb, que será lançado no ano que vem, e o ainda inconcluído Extremely Large Telescope sejam capazes de nos dizer mais sobre suas atmosferas. Isso será essencial para determinar se os planetas realmente podem ter água em estado líquido e vida ou não.

“Se estrela estiver ativa (como indicado pelos fluxos de raio-X), então [um planeta em órbita] precisa de uma camada de ozônio para proteger sua superfície dos fortes raios ultravioleta que esterilizariam a superfície”, disse Kaltenegger. “Se esses planetas não tiverem uma camada de ozônio, a vida precisaria se abrigar abaixo do solo ou em um oceano para sobreviver (e/ou desenvolver estratégias para se proteger dos raios UV).”


Renderização do sistema planetário TRAPPIST-1 (NASA/JPL-Caltech)

Uma das várias questões que essa descoberta levanta é: podemos ir até lá? Embora o sistema estelar Proxima Centauri seja uma escolha mais sensata para uma viagem interestelar, já que também contém um planeta rochoso, numa zona habitável, e está muito mais próximo da Terra (a 4,22 anos-luz de distância), a oportunidade de encontrar vida em vários mundos no sistema TRAPPIST-1 aumenta suas chances de visita um dia.

“Descobrir vários planetas potencialmente habitáveis em torno de uma estrela é, definitivamente, motivador”, disse Kaltenegger.

[Nature]

Imagem do topo: NASA/JPL-Caltech


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