Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em baixa nos principais ativos, repercutindo o relatório baixista no relatório do USDA de ontem para a soja e derivados. Por outro lado, o mercado segue otimista com um possível acordo comercial entre os EUA e China. Nesta semana o vice-presidente chinês, Wang Qishan, disse que a China está pronta para manter discussões e trabalhar com os EUA para resolver as disputas comerciais: “Tanto a China quanto os EUA adorariam ver uma maior cooperação econômica e comercial. O lado chinês está pronto para ter discussões com os EUA sobre questões de preocupação mútua e trabalhar por uma solução em relação ao comércio aceitável para ambos os lados. Acreditamos que a China e os EUA vão ganhar com cooperação e perder com confronto”. O presidente chinês, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump, se reúnem no final deste mês durante o G20, em Buenos Aires.

O USDA divulgou ontem o relatório de oferta e demanda de novembro, surpreendendo o mercado com a forte redução nas exportações de soja dos EUA por conta da guerra comercial com a China. Mesmo com a redução na estimativa de produção 2018/19, de 127,63 milhões para 125,18 milhões de toneladas, a redução na estimativa das exportações, de 56,06 milhões para 51,71 milhões de toneladas, fez com que os estoques finais subissem de 24,09 milhões para 26 milhões de toneladas.

No milho dos EUA o USDA também reduziu além do esperado a produtividade, produção e estoque final. A produtividade da safra 2018/19 foi reduzida de 180,7 para 178,9 bushels por acre, com a estimativa de produção caindo de 375,37 milhões para 371,52 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais caíram de 46,06 milhões para 44,1 milhões de toneladas.

Na safra do Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção 2018/19, porém elevou a estimativa das exportações em 2 milhões de toneladas, para 77 milhões de toneladas. No milho, a estimativa de produção foi mantida em 94,5 milhões de toneladas com as exportações em 29 milhões de toneladas.

Na safra da Argentina, o USDA reduziu a estimativa de produção 2018/19 de 57 milhões para 55,5 milhões de toneladas, enquanto a estimativa de exportações permaneceu em 8 milhões de toneladas. No milho, o USDA elevou a estimativa de produção em 1,5 milhão de toneladas, para 42,5 milhões de toneladas, e elevou a estimativa de exportações em 1 milhão de toneladas, a 28 milhões de toneladas.

Na safra da China, o USDA reduziu a estimativa de importação de soja em 4 milhões de toneladas, para 90 milhões de toneladas, reduzindo o uso interno da oleaginosa. Em contrapartida, o USDA elevou o uso interno de milho, com a estimativa de produção nesta safra subindo de 225 milhões para 256 milhões de toneladas.

Fundos vendedores ontem estimados em: 4.000 contratos de soja; 4.000 contratos de farelo de soja; 3.000 contratos de óleo de soja; 2.000 contratos de trigo. Fundos compradores estimados em 9.000 contratos de milho.

O USDA divulgou ontem o relatório semanal de vendas para exportação dos EUA com números abaixo do esperado para a soja e dentro do esperado para o milho. Na semana encerrada no dia 1o de novembro, as vendas de soja 2018/19 foram de 388,4 mil toneladas, contra 395,8 mil da semana anterior e abaixo das expectativas mínimas de 400 mil toneladas. Na temporada, as vendas de soja somam 21,84 milhões de toneladas, contra 31,48 milhões do mesmo período da temporada anterior.

As vendas de milho 2018/19 foram de 701,5 mil toneladas, dentro das expectativas, contra 394,4 mil da semana anterior. Na temporada, as vendas de milho somam 22,54 milhões de toneladas, contra 19,39 milhões do mesmo período do ano passado.

O plantio de soja na Argentina avançou 5,2 pontos percentuais na última semana, a 9,4% dos 17,9 milhões de hectares projetados para esta safra, segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires. No mesmo período do ano passado o plantio estava em 12%.

O plantio de milho na Argentina avançou apenas 0,4 ponto percentual na última semana, a 35,9% dos 5,8 milhões de hectares projetados para esta safra.

O dólar opera em alta frente a outras moedas. Assim como esperado, o Federal Reserve manteve a taxa de juros dos EUA inalterada, na faixa entre 2%-2,25% no dia de ontem. Em comunicado, o Fed destacou o fortalecimento do mercado de trabalho e o crescimento da atividade econômica do país.

No Brasil, a moeda opera em alta acompanhando o mercado externo e fica atento aos noticiários do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe econômica. O Banco Central segue com a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional com vencimento dezembro, com a oferta de até 13,6 mil contratos (US$680 milhões) no dia de hoje.

As bolsas mundiais operam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira após decisão de política monetária do Fed.

Os futuros das bolsas norte-americanas indicam abertura em baixa hoje.

Os futuros do petróleo seguem em baixa com as preocupações sobre o excesso de oferta global após a imposição de sanções dos EUA contra o Irã.

A inflação ao consumidor da China medido pelo índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 2,5% em outubro na comparação anual, repetindo a taxa observada em setembro. Na comparação mensal o índice subiu 0,2%.

A economia do Reino Unido subiu 0,6% no trimestre encerrado em setembro em relação ao trimestre anterior, registrando crescimento anual de 1,5%. Na comparação mensal, o PIB do Reino Unido teve crescimento de 0,1%.

Clima

No Brasil, tempo chuvoso na região central do país até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Brasil, 7 dias, em milímetros.

Na Argentina, tempo chuvoso em boa parte do país até a próxima semana.

Previsão de Precipitação Argentina, 7 dias, em milímetros.

Nos EUA, tempo predominantemente estável no Meio-Oeste durante o fim de semana.

Previsão de Precipitação EUA, 72 horas, em polegadas.

Prêmios

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