Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos.

Forte fluxo vendedor próximo ao fechamento de ontem derrubaram as cotações. Vendas estimadas em: 11.000 contratos de milho; 5.000 contratos de soja; 3.800 contratos de trigo; 1.200 contratos de farelo de soja; 1.100 contratos de óleo de soja.

As exportações de soja do Brasil bateram recorde em março, com 9,7 milhões de toneladas, superando os 8,9 milhões de março de 2016, segundo a ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais). No primeiro trimestre, as exportações de soja totalizaram 17,27 milhões de toneladas, contra 12,43 milhões de 2016.

O USDA divulgou ontem o relatório de esmagamento de soja dos EUA de fevereiro. O uso total de soja foi de 151 milhões de bushels, contra 155,7 milhões do ano anterior e pouco abaixo das expectativas do mercado.

O USDA divulga na próxima semana o primeiro relatório nacional de plantio de milho para a temporada. Ontem foram atualizados os dados estaduais. O plantio de milho no Texas atingiu 56%, contra 41% do ano anterior e 43% da média; Tennessee 1%, contra 5% e 5%; Kansas 3%, contra 5% e 2%; Missouri 1%, contra 3% e 3%.

Os EUA embarcaram 620,7 mil toneladas de soja na semana encerrada no dia 30 de março, contra 555,4 mil da semana anterior e 226,8 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques de soja somam 46,9 milhões de toneladas, contra 41,79 milhões da temporada anterior. Os embarques de milho foram de 1,47 milhão de toneladas, contra 1,57 milhão da semana anterior e 1,09 milhão do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques de milho somam 33,33 milhões de toneladas, contra 19,65 milhões da temporada passada.

O dólar opera em alta frente a outras moedas. Amanhã teremos a divulgação do relatório de empregos ADP, uma prévia do Payroll, que será divulgado na sexta-feira. Nesta semana também, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o presidente da China, Xi Jinping, no resort Mar-a-Lago, na Flórida.

No Brasil, a moeda abriu com alta de 0,5% e agora vale R$3,1234, +0,27% (10h30). Iniciou hoje o julgamento no TSE a ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico, recebido dinheiro de propina e se beneficiado do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Ontem a moeda recuou 0,51%, a R$3,115.

A produção industrial brasileira subiu 0,1% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Em relação a fevereiro de 2016, a produção caiu 0,8%. No ano, a produção industrial tem alta de 0,3%, e em 12 meses, a indústria recua 4,8%.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa hoje, enquanto os mercados chineses permanecem fechados. Os investidores ficam mais cautelosos antes do encontro entre o presidente dos EUA e da China na sexta-feira.

Os futuros do petróleo operam com leve alta. Hoje o Instituto Americano de Petróleo divulga o relatório de estoques dos EUA. Na semana passada os estoques tiveram crescimento de 1,9 milhão de barris.

As vendas no varejo da zona do euro subiram 0,7% em fevereiro na comparação mensal. Na comparação anual, as vendas no setor varejista do bloco europeu avançaram 1,8% em fevereiro.


CLIMA

 

No Brasil, chuvas no Centro-norte hoje. Amanhã as chuvas voltam a atingir a região Sul.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.

Na Argentina, tempo predominantemente seco hoje

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Acumulada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chuvas entre o Colorado e Illinois hoje.

Previsão de precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.

Precipitação Acumulada EUA, 24 horas, em milímetros.


PRÊMIOS

 

Paranaguá

Golfo do México – EUA


MATÉRIA DO DIA

 

Cientistas desenvolvem ‘peneira’ de grafeno que transforma água do mar em potável
Paul Rincon, Editor de ciência da BBC News


Ilustração feita por pesquisadores do Reino Unido mostra como membrana de óxido de grafeno por separar o sal da água
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, criou uma “peneira” de grafeno que consegue remover o sal da água do mar. A invenção tem o potencial de ajudar milhões de pessoas sem acesso direto a água potável.
O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e o grafite.
A peneira criada pelos cientistas é feita usando um derivado químico, o óxido de grafeno, e pode ser altamente eficiente na filtragem do sal. Ela agora será testada em comparação a membranas de dessalinização já existentes.
Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação científica Nature Nanotechnology.
Facilidade
O grafeno foi descoberto em 1962, mas foi pouco estudado até ser redescoberto, isolado e caracterizado por pesquisadores da Universidade de Manchester em 2004. Ele consiste em uma camada fina de átomos de carbono organizada em uma espécie de treliça hexagonal.
Suas propriedades incomuns, como sua força elástica e condutividade elétrica, o tornaram um dos metais mais promissores para futuras aplicações.
Mas até o momento, era difícil e caro produzir barreiras de grafeno em escala industrial com os métodos existentes.
Rahul Nair, que liderou a pesquisa, revela, no entanto, que o óxido de grafeno pode ser feito facilmente em laboratório.
“Em forma de solução ou tinta, podemos aplicá-lo em um material poroso e usá-lo como membrana. Em termos de custo do material e produção em escala, ele tem mais vantagens em potencial do que o grafeno em uma camada.”
“Para tornar a camada normal de grafeno permeável, é preciso fazer pequenos buracos nela, mas se esses buracos forem maiores que um nanômetro, os sais escapam por eles. Seria preciso fazer uma membrana com um buraco muito uniforme com menos de um nanômetro para que ela possa ser usada na dessalinização. É muito difícil.”
As membranas feitas de óxido de grafeno provaram ser capazes de filtrar nanopartículas, moléculas orgânicas e até sais de cristais maiores. Mas até agora, elas não conseguiam ser usadas para filtrar sais comuns, que requerem peneiras ainda maiores.
Trabalhos anteriores mostravam que as membranas de óxido de grafeno ficavam levemente inchadas quando imersas em água, o que permitia que sais menores passassem por seus poros juntamente com moléculas de água.


A escassez de água deve afetar 14% da população mundial até 2025, segundo a ONU; países ricos investem em dessalinização
Agora, Nair e seus colegas demonstraram que colocar paredes feitas de resina epóxi em cada lado da membrana de grafeno é suficiente para frear este inchaço.
Isso também permitiu aos cientistas ajustar as propriedades da membrana, deixando passar mais ou menos sal, por exemplo.
Promessa
Até 2025, a ONU estima que 14% da população mundial enfrentará escassez de água.
Enquanto os efeitos da mudança climática continuam a reduzir os reservatórios que abastecem as cidades, países mais ricos investem também em tecnologias de dessalinização como alternativa.
Atualmente, usinas de dessalinização ao redor do mundo usam membranas feitas com polímeros.
“Nosso próximo passo é comparar as membranas de óxido de grafeno com o material mais sofisticado disponível no mercado”, diz Rahul Nair.
Mas em um artigo que acompanhava a pesquisa na revista Nature Nanotechnology, o cientista Ram Devanathan, do Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico, nos EUA, disse que seria preciso mais estudo para conseguir, de fato, produzir membranas de óxido de grafeno a baixo custo e em escala industrial.
Segundo ele, a equipe britânica ainda precisa demonstrar a durabilidade da membrana durante o contato prolongado com a água do mar e garantir que ela é resistente ao acúmulo de sais e de material biológico – o fenômeno requer que as barreiras de dessalinização existentes hoje sejam limpas ou substituídas periodicamente.


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