Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera entre ganhos e perdas. As cotações do trigo disparam após devastação de campos agrícolas na África causada por enxames de gafanhotos e notícias de que a safra australiana de trigo será a menor em muitos anos.


A China anunciou hoje que concederá isenções em tarifas retaliatórias adotadas contra 696 produtos importados dos EUA, entre eles a soja, trigo, sorgo, carnes suína e bovina congelados, gás natural liquefeito e derivados do petróleo. Na última sexta-feira entrou em vigor a fase um do acordo comerciais entre os países, com os EUA cortando tarifas sobre US$ 120 bilhões em mercadorias chinesas de 15% para 7,5%, enquanto a China cortou de 10% para 5% e de 5% a 2,5% as tarifas aplicadas em US$ 75 bilhões em mercadorias.

Os caminhoneiros do Brasil devem realizar nova greve geral nesta quarta-feira (19), das 6 horas às 18 horas (horário de Brasília). Segundo o presidente da Abrava, Wallace Landim, “A orientação é que a categoria pare em casa, faça manutenção do veículo, pare em postos de gasolina com faixas de defesa da pauta e não crie bloqueios em rodovias”.

O número de mortos causados pelo novo coronavírus (COVID-19) subiu para 1.875 hoje, de 1.775 até ontem, com 73.451 casos confirmados em 27 países e territórios, sendo 72.439 casos somente na China continental. O navio de cruzeiro Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, no Japão, das cerca de 3.700 pessoas a bordo, 542 estão infectadas pelo coronavírus, quase 100 a mais em relação à ontem. Os recuperados da pneumonia causada pelo vírus subiu para 13.147 hoje, de 11.396 até ontem


O USDA divulgou hoje o relatório de embarques semanais de grãos dos EUA. Na semana encerrada no dia 13 de fevereiro, os embarques de soja foram de 992 mil toneladas, contra 641 mil da semana anterior e 1,08 milhão do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques de soja somam 28,28 milhões de toneladas, contra 23,81 milhões do mesmo período da temporada anterior. Os embarques de milho foram de 795 mil toneladas, contra 788 mil da semana anterior e 942 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques e milho dos EUA somam 12,31 milhões de toneladas, contra 24,19 milhões do mesmo período do ano passado.


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 684 milhões e corrente de comércio de US$ 6,941 bilhões na segunda semana de fevereiro de 2020, resultado de exportações no valor de US$ 3,812 bilhões e importações de US$ 3,129 bilhões, segundo o Ministério da Economia. No mês, as exportações somam US$ 8,411 bilhões e as importações, US$ 6,624 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,787 bilhão e corrente de comércio de US$ 15,035 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 22,850 bilhões e as importações, US$ 22,799 bilhões, com saldo positivo de US$ 52 milhões e corrente de comércio de US$ 45,649 bilhões.


As exportações brasileiras de soja somam 1,93 milhão de toneladas em fevereiro, até a segunda semana, contra 1,49 milhão de todo o mês de janeiro e 5,27 milhões de todo o mês de fevereiro de 2019. As exportações de milho somam 256 mil toneladas na parcial de fevereiro, contra 2,29 milhões de janeiro e 1,6 milhão de fevereiro do ano passado.


O dólar opera em alta frente a outras moedas, com o índice de dólar quase renovando máximas de maio de 2017.


No Brasil o dólar supera os R$4,35. Ontem a moeda subiu 0,68%, a R$ 4,3290. O Banco Central realizou leilão hoje com até 13 mil contratos de swap tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, para rolagem de contratos já existentes. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem que a comissão mista da reforma tributária deve ser formana ainda nesta semana e que acredita que a proposta “tem muita chance de avançar”. A economia brasileira cresceu 0,7% no último trimestre de 2019, acumulando alta de 1,2% no ano passado, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV). De novembro para dezembro o PIB ficou estagnado, e na comparação com dezembro de 2018, houve alta de 2,3%. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), utilizado para reajustar o valor do aluguel, ficou estável na segunda prévia de fevereiro após subir 0,57% no mesmo período do mês passado, segundo a FGV.


As bolsas globais operam majoritariamente em baixa puxadas pela Apple, que alertou que não alcançará suas metas de vendas no trimestre de março devido ao coronavírus.


Os futuros do petróleo recuam pelo segundo dia após 5 pregões seguidos de alta com movimento de realização das baixas recentes.


A taxa de desemprego no Reino Unido se manteve em 3,8% no último trimestre de 2019, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS). Os salários, excluindo-se o pagamento de bônus, tiveram crescimento de 3,2% na comparação anual.


No Brasil, tempo chuvoso em boa parte do país amanhã.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.




Na Argentina, tempo predominantemente estável amanhã.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.


Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Mar

60

67

Abri

40

50

Mai

45

55

Jun

50

60

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Mar

6

10

Abr

-1

-5

Mai

-8

-10

Jun

-12

-15

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

200

290

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Mar

60

63

Abri

57

60

Mai

56

60

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Mar

66

71

Abr

61

65

Mai

63

67

Robôs ‘fazendeiros’ mudam o futuro da agricultura

Victor Pinheiro, editado por Liliane Nakagawa, Olhar Digital


Fazendas verticais usam tecnologia para otimizar colheita e cadeia de distribuição

Na pequena cidade de Hamilton, há 48 quilômetros de Cincinnati, nos Estados Unidos, Mike Zelkind e Tisha Livingston trabalham em uma fazenda chamada 80 Acres. O nome pode até sugerir um vasto campo repleto de plantações. Mas a realidade é bastante diferente e moderna.

A 80 Acres é uma fazenda de cultivo vertical (agricultura em ambiente controlado), ou seja, plantações confinadas em grandes galpões e distribuídas em painéis que podem ser empilhados. Esse método de plantio se apoia em luzes artificiais e outras tecnologias para garantir o desenvolvimento das plantações.

A fazenda de Zelkind não é a primeira do tipo nos Estados Unidos. A prática cresce há pelo menos oito anos. No entanto, o proprietário da 80 Acres diz ter um diferencial: ele e Tisha Livingston têm, combinados, cinquenta anos de experiência na indústria alimentícia. O CEO da 80 Acres já passou pelas empresas General Mills, Sager Creek Vegetable e Advance Pierre Foods. Enquanto Livingston atuou nas últimas duas companhias.

Para Zelkind eram necessárias mudanças positivas na relação entre a indústria alimentícia e a agricultura, e na opinião dele, elas devem passar obrigatoriamente por três fatores: inovar na maneira de plantio, mudar a cadeia de abastecimento e tratar os canais de distribuição e mercadoria de forma diferente. No caso das fazendas 80 Acres, “inovar nas técnicas de plantio” pode ser traduzido como agricultura vertical.


O plantio em ambientes controlados garante uma produção sem o uso de pesticidas, o ano todo. Isso acaba com qualquer preocupação a respeito dos defensivos agrícolas sintéticos ou naturais tão comuns à agricultura tradicional, bem como eventuais problemas com fatores climáticos, como secas ou inundações. “Mesmo se você tem um plantio diferente, você pode ter problemas na cadeia de abastecimento”, diz Zelkind.

Os tomates e morangos, por exemplo, são criados especificamente para apresentarem peles mais espessas e são colhidos em fazendas, em geral, antes de estarem maduros – só para sobreviverem à viagem de, em média, dois mil quilômetros até a cidade onde serão comercializados.

Produtos que contam com o tempo de viagem possuem prazo de validade significativamente menor se comparado aos que são colhidos no pico de maturação e enviados a um estabelecimento local. Portanto, as fazendas da companhia são localizadas próximas a lojas e dispõe de seis instalações com vantagens operacionais para agilizar a distribuição.

O último desafio para Zelkind e Livingston é como vender seus produtos, que são embalados localmente, na fazenda. Para isso, eles deixaram de lado a tecnologia e focaram no sabor dos alimentos que produzem. “Nós fazemos muitas amostragens em lojas porque uma vez os clientes experimentam, sabem que é 80 Acres”, disse Rebecca Haders, vice-presidente de criação e marketing da empresa.

Por outro lado, os preços da empresa ainda são pouco competitivos em relação a produtores tradicionais. Enquanto uma cesta com 9 tomates da 80 Acres custa por volta de US$ 3,99, concorrentes comercializam por US$ 2.49. Até mesmo a Even Whole Foods, que tem fama de preços altos no mercado, oferece produtos mais baratos que a 80 Acres.


Nós sabemos pelo feedback dos nossos clientes que eles apreciam muito nossos produtos, que são livres de agrotóxicos e frescos. Os preços ainda estão no patamar dos orgânicos, mas com eficiência em escala, queremos levá-los abaixo sem comprometer a qualidade e o frescor dos nossos alimentos”, diz Haders.

A 80 Acres Farms adota uma postura comercial holística, com robôs totalmente automatizados carregando produtos para transporte e sistemas computadorizados para ajudar a monitorar colheitas e gerenciar a iluminação.

Foram cinco anos de intensivos testes na fazenda. Zelkind, Livingston e sua equipe importaram tecnologia de outras companhias e experimentaram desenvolver algumas ferramentas próprias. Cada nova fazenda construída pela empresa é beneficiada de um aprendizado anterior.

Em Hamilton, a empresa conta com 10 contêineres de descarregamento, que medem cerca de 12 metros de comprimento, por oito de altura e oito de profundidade. Cada container pode acomodar cerca de 4 mil plantas.

Além disso, a fazenda ainda recebe o apoio de dois robôs responsáveis pela maior parte do processo de colheita. As máquinas carregam e descarregam os contêineres a partir de uma programação definida. Outras empresas contratam empregados para usarem elevadores e moverem os painéis com as plantas, explica Zelkind.

Há também a presença de câmeras dentro dos galpões, assim a equipe da 80 Acres pode checar a plantação a qualquer momento. A companhia ainda desenvolve uma tecnologia de machine learning para identificar irregularidades como pestes, coloração anormal, o tamanho das plantas. Quando as câmeras encontram qualquer irregularidade, alertam a equipe da empresa que consegue buscar uma solução mais rápida.

Nós usamos [a tecnologia] para ajudar os cuidadores, não para substituí-los”, diz Zelkind. A inteligência artificial ainda está longe de oferecer mecanismos suficientes para assumir o trabalho de um cultivador, mas abrir espaço para a tecnologia definitivamente mudou a forma como eles interagem com as plantas.

Fonte: Cnet

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