Bom dia, a Bolsa de Chicago opera em alta nos principais ativos após relatório de condições de lavouras nos EUA e correção técnica.

Fundos compradores ontem estimados em: 5.000 contratos de milho; 3.000 contratos de soja; 2.000 contratos de farelo de soja. Fundos vendedores estimados em: 6.000 contratos de trigo e 2.000 contratos de óleo de soja.

O USDA divulga na sexta-feira (30) o relatório de área de plantio oficial nos EUA e estoques trimestrais em 1º de junho. Para a área de plantio, a expectativa média do mercado para a área de soja está em 89,750 milhões de acres, contra 89,482 milhões da estimativa de março e 83,433 milhões de 2016. A expectativa para a área de milho está em 89,9 milhões de acres, contra 89,996 milhões de março e 94,004 milhões de 2016. Para os estoques trimestrais, a expectativa média para a soja esta em 983 milhões de bushels, contra 872 milhões de 1º de junho de 2016, e para o milho, em 5,123 bilhões de bushels, contra 4,711 bilhões de 2016.

O USDA divulgou ontem o relatório de embarques semanais de grãos dos EUA. Na semana encerrada no dia 22, os embarques de soja foram de 315,1 mil toneladas, contra 290,9 mil da semana anterior e 295,8 mil do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques de soja somam 52,22 milhões de toneladas, contra 44,43 milhões do mesmo período de 2016. Os embarques de milho foram de 965,6 mil toneladas, contra 1,22 milhão da semana anterior e 1,45 milhão do mesmo período do ano passado. Na temporada, os embarques de milho somam 47,6 milhões de toneladas, contra 33,86 milhões de 2016.

As condições das lavouras de soja nos EUA apresentaram piora na última semana, contrariando as expectativas do mercado. A condição nacional piorou 1 ponto percentual, para 66% bom/excelente, principalmente pela falta de chuvas nas Dakotas e excesso de umidade na Louisiana. A emergência atingiu 94%, contra 91% da média dos últimos 5 anos, e o florescimento 9%, contra 7% da média.

As condições das lavouras de milho dos EUA permaneceram em 67% bom/excelente, ante expectativa de melhora entre 1-2 p.p.. Novamente, a falta de chuvas no noroeste do Meio-oeste e excesso de chuvas no Golfo prejudicaram as lavouras, anulando os ganhos nas condições da região central. O pendoamento atingiu 4%, contra 5% da média.

O dólar opera em baixa frente a outras moedas. Discursos do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, e do BoE (Banco da Inglaterra), Mark Comey, fazem o Euro e a Libra subir frente ao dólar. Na tarde de hoje teremos também o discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, e outros dirigentes nos EUA.

No Brasil, a moeda abriu com leve alta e agora vale R$3,3235, +0,66% (10h20). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ontem o presidente Michel Temer ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo crime de corrupção passiva, baseada no áudio entre o empresário Joesley Batista com o presidente e também de acordo com a delação premiada da JBS. O Banco Central segue com a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional com vencimento em julho, com a oferta de até 8.200 contratos no dia de hoje. Mantendo este ritmo diário, a autoridade deve rolar integralmente os contratos na quinta-feira. Ontem a moeda caiu 1,13%, a R$3,3015.

As bolsas asiáticas fecharam próximo à estabilidade antes de importantes discursos no dia de hoje. O restante das bolsas mundiais operam majoritariamente em baixa.

Os futuros do petróleo operam em alta, corrigindo as quedas recentes. Hoje o Instituto Americano de Petróleo (API) divulga dados de estoques dos EUA.


CLIMA

 

No Brasil, tempo predominantemente seco hoje.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.

Na Argentina, chuvas na região central hoje.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada Argentina, 24 horas, em milímetros.

Nos EUA, chuvas hoje nas Dakotas, Minnesota, Iowa e Nebraska.

Previsão de precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.

Precipitação Observada EUA, 24 horas, em milímetros.

Precipitação Observada EUA, 7 dias, em milímetros.


PRÊMIOS

 


MATÉRIA DO DIA

 

Uma nova “tinta solar” permite transformar sua casa inteira em um gerador de energia limpa
Por Any Karolyne Galdino, Engenharia É

O hidrogênio vem sendo usado para alimentar carros que não emitem poluentes, como os tradicionais de combustão interna. Mas o custo de produzir hidrogênio é, ainda, pouco comercial para essa tecnologia ser amplamente adotada. Isso está prestes a mudar com uma pesquisa de cientistas da Austrália que descobriram uma maneira de produzir hidrogênio usando a luz solar e o vapor de água.

O processo envolve a pintura de um composto químico em telhados que capturam o sol e outras superfícies. O documento de pesquisa do co-autor Kourosh Kalantar-zadeh explica: “O hidrogênio é a energia ideal no planeta, se você pode transformar a água em hidrogênio, você tem uma fonte infinita de energia”. A pesquisa foi publicada na revista ACS Nano e descreve como A tinta usa a luz solar para quebrar a umidade em hidrogênio e oxigênio.

O método atual de criação de hidrogênio é a eletrólise. É um processo de escala industrial ineficiente onde passa uma corrente elétrica através da água. O método requer grandes quantidades de energia, tornando-o não viável, já que seu próprio propósito é de produzir uma energia limpa e verde.

Este é o fim das baterias de lítio?

As novas descobertas podem ter um impacto significativo na busca para substituir combustíveis à base de carbono. O hidrogênio pode ser usado para alimentar veículos e até mesmo foguetes quando colocados sob compressão. Na verdade, a NASA é o maior usuário mundial de hidrogênio.

O gás verde também tem a capacidade de armazenar energia, e isso poderia significar o fim das baterias de lítio nocivas. “As baterias de íons de lítio são as piores em termos de sua pegada de carbono”, disse Torben Daeneke, pesquisador da RMIT University. “Elas precisam ser melhorados para reduzir suas pegadas de carbono”.

A pintura que produz hidrogênio pode ser usada em qualquer superfície

A tinta combina o óxido de titânio já utilizado em muitas pinturas de parede com um novo composto: sulfureto de molibdênio sintético. O último atua muito como o gel de sílica embalado com muitos produtos de consumo para mantê-los livres de danos, absorvendo a umidade.

De acordo com um relatório no site RMIT o material absorve energia solar, bem como a umidade do ar circundante. Pode então dividir a água em hidrogênio e oxigênio, coletando o hidrogênio para uso em células de combustível ou para alimentar um veículo. “[T] a simples adição do novo material pode converter uma parede de tijolos em colheita de energia e produção de combustível de imóveis”, explicou o pesquisador principal, Dr. Torben Daeneke.


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