Boa tarde, a Bolsa de Chicago opera entre ganhos e perdas enquanto acompanha o andamento da safra nos EUA e Brasil, além das novidades na guerra comercial. Após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer ontem que espera assinar a “fase um” do acordo comercial com a China antes do previsto, uma autoridade do governo dos EUA disse hoje que os dois países continuam trabalhando um acordo comercial provisório, mas que pode não ser concluído a tempo até a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que acontece no próximo mês, no Chile.


A colheita de soja nos EUA 62% até domingo, contra 69% do mesmo período de 2018 e 78% da média dos últimos 5 anos, segundo o USDA.


A colheita de milho nos EUA atingiu 41%, contra 61% de 2018 e 61% da média.


O plantio da soja 2019/20 no Brasil atingiu 30,7% até sexta-feira, contra 44,4% do mesmo período de 2018 e 28,7% da média dos últimos anos, segundo a Safras & Mercado. Por estado: MT 42%; PR 36%; MS 16%; GO 12%; MG 5%; SP 5%; RS 1%.

O plantio de soja no Mato Gross atingiu 64,50% até sexta-feira, contra 73,25% do mesmo período de 2018 e 48,63% da média dos últimos 5 anos, segundo o IMEA.


O dólar opera com leve baixa frente a outras moedas. Começa hoje a reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual nos juros dos EUA, para faixa entre 1,50%-1,75% ao ano.


As vendas pendentes de moradias nos EUA subiram 1,5% em setembro, para leitura de 108,7, segundo a Associação Nacional dos Corretores (NAR). Na comparação anual as vendas subiram 3,9%.


A confiança do consumidor dos EUA caiu para 125,9 em outubro, ante 126,3 de setembro, segundo o Conference Board. O índice foi reportado anteriormente em 125,1 em setembro. O número contrariou a expectativa dos analistas, que previam alta para 128,0 em outubro.


No Brasil o dólar opera com leve alta realizando as baixas recentes. Ontem a moeda caiu 0,39%, a R$3,9924, a primeira vez desde 15 de agosto que a moeda fechou abaixo dos R$4,00. Começa hoje a reunião de 2 dias do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para a decisão de política monetária, com expectativa de corte da Selic em 0,5 ponto percentual, para 5% ao ano, nova mínima histórica. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou hoje a indicação do economista Fabio Kanczuk para a diretoria de Política Econômica do Banco Central. O BC vendeu hoje todos os US$525 milhões em moeda spot ofertados e vendeu todos os 10.500 contratos de swap cambial reverso ofertados.


As bolsas globais operam majoritiariamente em baixa à espera da decisão do Fed amanhã.


No Brasil, o Ibovespa opera com leve baixa após novo recorde no pregão de ontem. Ontem o Ibovespa subiu 0,77%, aos 108.187 pontos, nova máxima histórica.


Os futuros do petróleo operam com leve baixa. O Instituto Americano de Petróleo (API) divulga hoje o relatório semanal de estoques dos EUA.


No Brasil, tempo chuvoso no RS amanhã.

Previsão de Precipitação Brasil, 24 horas, em milímetros.




Na Argentina, tempo chuvoso principalmente na província de Entre Rios amanhã.

Previsão de Precipitação Argentina, 24 horas, em milímetros.


Nos EUA, tempo chuvoso na porção leste do país amanhã.

Previsão de Precipitação EUA, 24 horas, em polegadas.



Prêmios *referente ao dia anterior

Paranaguá

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

85

95

Fev

30

40

Mar

25

34

Abr

25

32

FARELO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

-32

-30

Dez

-32

-30

Fev

-25

-22

Mar

-24

-21

ÓLEO DE SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Spot

-20

50

Golfo do México – EUA

SOJA

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

54

59

Dez

53

58

Jan

47

52

MILHO

COMPRADOR

VENDEDOR

Nov

40

45

Dez

46

50

Jan

54

58

Aquecimento global: Super El Niño, a perigosa versão do fenômeno climático cada vez mais frequente no Pacífico

BBC Brasil


No oceano Pacífico, próximo à linha do Equador, um padrão climático gere periodicamente as chuvas, as secas, as inundações e as tormentas de todo o planeta.

Esse fenômeno meteorológico, cujo nome completo é El Niño-Oscilação Sul (Enos), surge do aquecimento das águas oceânicas e castiga com frequência o clima da Terra.

“O Enos altera os padrões de circulação da atmosfera e causa eventos extremos pelo mundo. De inundações na Índia ou na Austrália a inundações na costa oeste da América do Sul”, explica Bin Bin Wang, chefe do Departamento de Meteorologista da Universidade do Havaí (EUA), em entrevista à BBC News Mundo (serviço da BBC em espanhol).

Mas segundo o especialista, esta oscilação atmosférica mostrou nos últimos 40 anos seu lado mais trágico: o chamado “Super El Niño”, uma versão mais intensa do fenômeno com consequências ainda mais devastadoras.

“O ‘Super El Niño’ é uma forma extrema do Enos, na qual a intensidade pode fazer com que as águas do Pacífico subam até 3ºC ou 4ºC em relação à temperatura normal do oceano”, afirmou Bin.

De acordo com especialista, só foram registrados três “Super El Niño” nos últimos 130 anos: em 1982, 1998 e 2015.

Um estudo realizado por Bin e outros especialistas, publicado recentemente na renomada revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences, indica que esse fenômeno extremo deverá ser cada vez mais frequente e destruidor.

Para o grupo de cientistas, há um responsável por trás disso: o aquecimento global induzido pela ação humana. Segundo Bin, esse fator é chave para determinar a frequência e a intensidade do “Super El Niño” no futuro.

Um relatório da Agência Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, também publicado recentemente, indica que hoje há condições para um “El Niño” neutro, isto é, que não manifeste seus efeitos nos próximos meses.

No entanto, Bin lembra que a ativação do fenômeno é periódica e isso não descarta que nos próximos anos ele possa retornar com força total.

O que os pesquisadores identificaram?

O estudo do grupo de cientistas, que se estendeu por mais de dois anos, analisou pela primeira vez os registros climáticos do El Niño de 1901 a 2017.

“Durante esse período, houve 33 eventos do El Niño e analisamos quando eles começaram, como se desenvolveram, o que causou seu desenvolvimento e qual foi seu impacto”, lembra Bin.

“A principal descoberta foi que o local de origem do Enos mudou do leste do Pacífico para o oeste desde a década de 1970 e coincide com os eventos mais extremos”, acrescenta o acadêmico.

Segundo o estudo, antes de 1970, o fenômeno se originou no extremo leste do Pacífico, mas no último meio século seu foco mudou para uma região mais quente: o oeste do oceano.

Quais são as causas e as consequências do fenômeno?

Para Bin, o estudo indica que, em razão de ações humanas, as águas do Pacífico ocidental foram, de modo desproporcional, mais rapidamente aquecidas do que as do Pacífico central.

Esse aquecimento foi responsável pelos eventos mais extremos do El Niño registrados nas últimas décadas e deve ser o fator-chave no futuro próximo, segundo o especialista.

Último grande episódio de inundações na América do Sul e de secas na África e na Ásia causadas pelo El Niño ocorreram entre 2015 e 2016.

Na opinião dele, o estudo mostra como a ação humana pode levar a maiores eventos extremos de El Niño no futuro.

Os pesquisadores identificaram que esse fenômeno extremo pode elevar de forma acentuada a temperatura global, gerar mais furacões e tufões e inclusive afetar ciclos naturais do planeta.

Seus danos incluem a destruição de arrecifes de corais, inundações, deslizamentos e secas. “Esses eventos climáticos afetam milhões de pessoas e causam danos de milhões de dólares. Há uma série de consequências socioeconômicas profundas”, afirma Bin.

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